Prática Básica

A Prática Básica em vídeo.

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Treino de Alta Performance

Observe a disciplina, o poder interior, a determinação e a força de vontade aplicada para realizar este treino.

Se é um praticante de Yôga procure assimilar o exemplo e aplicar na sua própria prática. Lembre-se de quantas vezes desistiu da permanência numa posição por achar que não conseguia continuar. Não se trata só de força física. Lembre-se que o “Yôga é 80% mental e apenas 20% físico”. Logo, com mais força interior (não-física), vai mais longe. É isso que procuramos desenvolver através das práticas de  SwáSthya Yôga: um profundo mergulho no universo do autoconhecimento, numa alquimia orgânica que envolve corpo e mente.

O Ego e o SwáSthya Yôga

As modalidades de Yôga que se tornaram mais conhecidas nos últimos séculos eram do tronco medieval (Vêdánta-Brahmácharya). Uma característica dessa linhagem é o esforço para aniquilar o ego. Isso confunde muito os praticantes (e até instrutores) do tronco Pré-Clássico (Sámkhya-Tantra), pois esse conceito está bastante difundido na Índia de hoje e na literatura que proveio de lá. Como estudiosos que são, nossos adeptos travam contato, de alguma maneira, com a bibliografia que prega a aniquilação do ego e mesclam-na inadvertidamente com a proposta do SwáSthya Yôga.

 

Quando alguém nos desagrada, a atitude mais primária é querer livrar-nos da pessoa, ao invés de administrar o relacionamento e torná-lo produtivo. Quando um animal é indomável, a solução primitiva é castrá-lo. Assim fazem os Vêdánta-Brahmácharyas com o ego.

Nossa estirpe, 4.000 anos mais antiga, tem outra opinião. Nós entendemos que o ego é uma ferramenta importante do ente humano. Não queremos acabar com o ego, ao contrário, nosso método de trabalho atua no sentido de reforçar o ego para poder utilizar sua colossal força de realização.

 

Sem ego não há criatividade, combatividade, arte ou beleza. E mais: a maioria dos que declaram que o ego é isto, que o ego é aquilo, são hipócritas porque manifestam muito mais ego que os outros; frustrados por não conseguir eliminá-lo; ou mal intencionados por utilizar esse argumento para manipular seus seguidores.

 

Anular o ego seria como castrar um animal de montaria e depois utilizá-lo, caminhando cabisbaixo, sem libido. Trabalhar o ego equivale a domar e montar um cavalo andaluz “inteiro”, fogoso, orgulhoso, com sua cabeça erguida e suas passadas viris. Você é o Púrusha, sua montaria é o ego. Você prefere montar um pangaré derrotado ou um elegante garanhão?

Castrar o ego seria fácil demais. Domá-lo, isso sim é uma empreitada que requer coragem e muita disciplina. Eliminar o ego corresponde à covardia e fuga perante o perigo. Adestrá-lo denota coragem e disposição para a luta.

 

O SwáSthya Yôga, nome moderno do Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, quer que você não seja castrado. O SwáSthya reforça sua libido e o seu ego. Em seguida, canaliza essa força resultante para fins construtivos. Ter ego não é o problema. Tê-lo deseducado, selvagem, incivilizado, criador de casos e de conflitos com as outras pessoas, esse é o grande inconveniente. Basta não nos esquecermos de que devemos mandar nele e não o contrário.

 

Portanto, no lugar de envidar esforços para destruir, vamos investir em algo construtivo. Nada de destruir o ego. Vamos cultivá-lo, com disciplina e a noção realista de que precisamos dele para a nossa realização pessoal, profissional e evolutiva.

Já está na hora de sabermos converter energias negativas em positivas, como no quadro abaixo:

 

Positivo
(utilize:)
Negativo
(no lugar de:)
Amor Paixão
Zelo Ciúme
Erotismo Luxúria
Raiva Ódio
Orgulho Vaidade
Ambição Cobiça
Admiração Inveja
Precaução Medo
agressividade Violência
Sinceridade Franqueza
prosperidade Opulência
Diplomacia Hipocrisia
Liberdade Anarquia
Disciplina Repressão
Sugestão Crítica
Colaboração Reclamação

 

Sim, a coluna da esquerda apresenta alguns sentimentos que nossa cultura judaico-cristã considera depreciativamente. Contudo, a raiva constrói. A agressividade educada conduz à vitória. Dessa forma, eliminando o ego, o erotismo, a raiva, o orgulho, a ambição, a agressividade, todos os tratores do sucesso são igualmente eliminados.

 

No SwáSthya não queremos lidar com fracassados. Queremos gente forte, com um ego poderoso, mas educado.

Extraído do livro Origens do Yôga do Educador DeRos

Shiva Natarajásana

Shiva Natarajásana é o nome de uma das posições de equilíbrio mais estéticas do nosso acervo de procedimentos orgânicos. É a posição que faz alusão à estátua de Natarája. Apesar de inspirada na estátua, copiar a escultura ao fazer o ásana, pode induzir a alguns erros. Para corrigi-los, devemos ficar atentos a uma série de detalhes.

A posição dos pés deve obedecer a referência da foto acima. O pé que toca o chão deve ficar de lado (ou a 45 graus) em relação ao espectador. Jamais de frente. O pé elevado fica fletido e com os dedos tensionados para cima. Trata-se de uma exceção pois nos demais ásanas esse pé deve ficar estendido.

Os joelhos devem ficam bem afastados um do outro. Para isso, a perna elevada deve ser projetada para fora, com esse joelho bem alto. Em longas permanências, esta perna elevada começa a se cansar e vai caindo aos poucos. Uma boa execução deve ter o joelho da perna base bem flexionado e o outro bem elevado.

Os braços devem ficar sempre voltados para o lado oposto da perna elevada, como que a proteger o flanco. Os punhos se tocam e o abhaya mudrá deve ser executado com firmeza. Tanto o mudrá quanto o ásana devem ser feitos de acordo com o ângulo mais didático para apresentações e fotos. Nos treinamentos de Shiva Natarája nyása, o treinamento de movimentação deste ásana é considerado como a principal execução.

Abhaya mudrá

Abhaya – 1. Ausência de medo; 2. sentimento de segurança.

Coincidentemente ou não, apesar da ordenação alfabética, o primeiro selo é também um dos mais importantes para o nosso estudo. O abhaya mudrá é o gesto mostrado por Shiva em seu aspecto Natarája. Existem muitas associações, técnicas e histórias a serem contadas por conta disso.

Com as duas mãos bem espalmadas e mantendo os polegares colados às mãos, una os punhos com a palma da mão de cima e a as costas da mão de baixo voltadas para frente. Os dedos das mãos de baixo devem estar apontados para o chão, alongando bem o punho. Ao executá-lo, não centralize as mãos com o corpo. O gesto fica ligeiramente deslocado para o lado da mão de cima e você pode alternar a posição das mãos para encontrar a posição que lhe confira o melhor encaixe.

Sua reflexologia está associada ao ato de dissipar o medo, como o próprio nome do mudrá indica. Dessa forma, é um gesto muito ligado ao sentimento de proteção. Também pode representar o início de algo, o começo da prática de Yôga.

Sua execução pode ser feita com movimento. Nesse caso, a mão deixada por baixo deve descrever movimentos laterais, deslizando-se de um lado para o outro, da esquerda para direita e da direita para esquerda, retornando ao encaixe do gesto. A mão de cima faz um movimento da frente para trás e de trás para frente. A mão de baixo ganha o significa do de estar como que a remover obstáculos diante do yôgin e a mão de cima expõe o simbolismo de afastar o medo.

Sequência de imagens mostrando o movimento das mãos.

Note que todas as vezes em que as mãos se afastam uma da outra, existe uma expansão da caixa torácica. Associe a ela então o ato de inspirar. Como existe também uma pequena contração da mesma área quando as mãos se aproximam, aproveite para expirar. Combinando essa sutil movimentação das mãos com o movimento respiratório, podemos facilmente sentir no tato das mãos a criação de um campo magnético, desencadeado pela vivência deste gesto.

Do Blog Gesto Ancestral do Instrutor Vernon Maraschin

A tua prática, o teu momento!

Olá querido leitor,

Já alguma vez pensou em adoptar uma actividade que englobe um estilo de vida saudável, com mais energia, vitalidade e qualidade de vida?

Convido-o a fazer uma aula experimental gratuita de Yôga no nosso espaço!
Na Casa do Yôga fará aulas em pequenos grupos ou mesmo individuais com um acompanhamento personalizado do instrutor,  pois esse é um dos nossos maiores diferenciais.

Como temos turmas especificas para principiantes, fará aula com outros alunos que também estão a iniciar a prática de Yôga e terá uma aula perfeitamente adequada às suas necessidades e expectativas. Nesta aula vai poder travar contacto com técnicas respiratórias, técnicas corporais, técnicas de limpeza orgânica e de descontracção.

Logo da primeira aula vai aprender a respirar melhor. Algo tão simples, mas que a maioria das pessoas faz de forma errada. Uma respiração correcta poderá eliminar estados de tensão e ansiedade e stress e terá um impacto muito positivo nas suas emoções. Depois vai aprender técnicas de limpeza orgânica,  que são exercícios muito simples mas que o vão ajudar a eliminar os detritos tóxicos causados por má alimentação ou os produzidos por emoções pesadas. Logo a seguir, vai dedicar-se às técnicas corporais que vão promover um aumento de força, flexibilidade articular, alongamento e tonificação muscular. Além disso as técnicas corporais vão ajudá-lo a conquistar concentração e foco no seu dia-a-dia. Para terminar fará uma agradável descontracção que lhe proporcionará um bom relaxamento muscular e nervoso.

Ao fim de algumas semanas de prática vai começar a sentir algumas mudanças no seu corpo e mas suas emoções. Se mantiver dedicação e prática regular irá passar para as turmas avançadas. Aí irá encontrar uma aula com mais conteúdo filosófico e com técnicas que lhe permitirão conquistar estados expandidos de consciência. Vai aprender a meditar, a direccionar o pensamento e a utilizar técnicas de mentalização.

Vamos marcar a aula experimental!?

Para dar o primeiro passo siga este link: Vem experimentar

a tua prática

Mentalização na prática de Yôga

Durante as práticas de Swásthya Yôga utilizamos técnicas de mentalização e concentração para   desenvolver, unificar e direccionar o potencial da mente que, de modo geral, está disperso. Estas técnicas consistem em concentrar a energia do pensamento de forma que seja criado, no plano mental, o objectivo que desejamos ver realizado em outro plano qualquer da nossa existência. Assim, transformamos ideias e conceitos abstratos em imagens mentalmente visíveis.

Usamos técnicas de mentalização, por exemplo, nos pránáyámas e nos ásanas. Todo o praticante mais adiantado já percebeu como é diferente praticar ásana com e sem mentalização.

Para perceber melhor o que é e como funciona, deixo este excerto de uma aula do Mestre DeRose.

Bons Motivos para praticar connosco

O SwáSthya Yôga proporciona uma flexibilidade espantosa e um excelente fortalecimento muscular. Com as técnicas biológicas beneficia a coluna vertebral, os sistemas nervoso, endócrino, respiratório e circulatório.

Os ásanas (técnicas corporais) promovem a regulagem do peso por estimulação da tiróide; melhoram oxigenação cerebral pelas posições invertidas; consciência corporal, coordenação motora e alongamento muscular.

Os pránáyámas (exercícios respiratórios) fornecem uma cota extra de energia vital, aumentam a capacidade pulmonar, controlam as emoções, permitem o contacto do consciente com o inconsciente e ajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa.

Os kriyás (exercícios de purificação das mucosas) promovem a higiene interna das mucosas do estômago, dos intestinos, do seio maxilar, dos brônquios, das conjuntivas.

Os mantras (vocalização de sons e ultra-sons), em primeira instância aplicam vibração vocálica para desesclerosar meridianos energéticos; em segunda instância permitem equilibrar os impulsos de introversão/extroversão e dinamizar chakras; em terceira instância, ajudam a obter o aquietamento das ondas mentais para conquistar uma boa concentração e meditação.

yôganidrá (técnica de descontracção) é o módulo de relaxamento, que auxilia a todos os anteriores e, juntamente com os demais angas da prática, implode o stress.

samyama (concentração, meditação e outros estados mais profundos) proporciona a megalucidez e o autoconhecimento.

Estes efeitos, e muitos outros, são simples consequências de técnicas. Ocorrem como, resultado natural de estarmos exercitando uma filosofia de vida saudável. Se aprendemos a respirar melhor, relaxar melhor, dormir melhor, excretar melhor, fazer exercícios moderados, trabalhar melhor a coluna os frutos só podem ser o incremento da saúde e a redução de estados enfermiços.