Satya – compromisso com a verdade

Este preceito é baseado no entendimento de que  a comunicação e acção honestas formam a base de qualquer relacionamento, comunidade ou governo, e que o engano deliberado, o exagero e a inverdade prejudicam os outros. Uma das melhores maneiras de desenvolver essa capacidade é praticar a linguagem correta. Isto significa que, quando dizemos alguma coisa, temos a certeza da sua verdade. Se fôssemos seguir esse preceito com compromisso, muitos de nós teriam muito menos a dizer a cada dia! Uma grande parte das nossas observações quotidianas e conversas não são com base no que sabemos ser verdade, mas são baseadas na nossa imaginação, suposições, conclusões erróneas, e às vezes exageradas. A fofoca é, provavelmente, a pior forma desta falha de comunicação.

O compromisso com a verdade nem sempre é fácil, mas com a prática, é muito menos complicado e, finalmente, menos doloroso do que a evasão e o auto-engano.

A comunicação adequada  permite-nos lidar com as preocupações imediatas cuidando das pequenas questões antes que se tornem grandes.

Provavelmente, a forma mais difícil desta prática está em ser fiel ao nosso próprio coração e destino interior. A confusão e desconfiança dos nossos valores internos pode tornar difícil saber a natureza do desejo do nosso coração, mas mesmo quando nos tornamos claros o suficiente para reconhecer o que significa a verdade para nós, podemos não ter a coragem e convicção suficientes para viver a nossa verdade. Seguir o que sabemos ser essencial para o nosso crescimento pode significar deixar relacionamentos ou postos de trabalho doentios e correr riscos que ponham em causa a nossa própria posição confortável. Isso pode significar fazer escolhas que não são suportadas pela realidade consensual ou ratificadas pela cultura externa. A verdade raramente é conveniente. Uma maneira de saber se estamos a viver a verdade é percebermos que as apesar das nossas escolhas poderem não ser fáceis,  no final do dia sentimos paz em nós mesmos!

Tradução livre de um texto da Professora Donna Farhi

Ahimsá Peace in oneselfPeace in the world (1)

Satya – A verdade

“Quando se observa a honestidade, toda a riqueza é atraída”.
Patañjali

A verdade está diretamente ligada a um princípio fundamental para o desenvolvimento de nações, empresas ou pessoas: cumprir contratos. Toda vez que fazemos o que nos determinamos, passamos a acreditar mais no nosso potencial (autoconfiança), as pessoas nos dão mais credibilidade e, caso estejamos falando de uma empresa, o reconhecimento do mercado virá na forma de uma confiança prestigiosa, um dos mais importantes fatores na construção de uma marca valiosa. Pátañjali, sobre o hábito da verdade, comentou: “Quando se observa a honestidade, toda a riqueza é atraída”.

Quando vivenciamos satya em sua plenitude, muito poder é produzido. A mente passa a acreditar em tudo aquilo que você pensa, fala ou deseja. As realizações se tornam mais rápidas, pois o pensamento está mais intimo da ação, e a autoconfiança presente em qualquer atitude tomada. Este uso pleno da verdade tem que abranger desde coisas muito simples, como cumprir o que combinou com seus amigos, até o cumprimento de contratos milionários.

Toda vez que nos determinamos a fazer algo e aquilo não é cumprido, enfraquecemos nosso poder interno, perdemos autoconfiança, e a mente passa a acreditar cada vez menos em promessas simples como a do regime que começará amanhã. Caso você tenha o costume de combinar algo com os outros e não cumprir, as pessoas passarão a não lhe dar mais crédito, dificultar parcerias e conseqüentemente qualquer tipo de realização. O mundo lhe verá como uma pessoa sem integridade e as portas das oportunidades se fecharão totalmente.
 
Portanto, desenvolva o costume de falar sempre a verdade, seja para você mesmo ou para os outros e cumprir tudo aquilo o que se determina a fazer. Ao colocar intenção, cumpra, pois isto é questão de caráter. Desta forma você estará aproximando cada vez mais qualquer desejo da sua materialização. Com o tempo, será fácil realizar o que quiser; bastará pensar ou falar e você já estará bem próximo da concretização.
 
Para cumprir satya em sua totalidade, a pessoa deve mostrar perfeita coerência entre suas ações, palavras e pensamentos. Um grande exemplo de coerência foi Mahatma Gandhi. Quando este grande luminar foi convidado a falar no Parlamento Inglês, se estendeu por duas horas, sem usar anotações. Apesar de não falar aquilo que os parlamentares desejavam ouvir, foi aplaudido de pé por todos. Depois do discurso, os repórteres procuraram seu secretário, para saber como Gandhi havia conseguido tal façanha, ao que ele serenamente lhes esclareceu: “Aquilo que Gandhi pensa, sente, diz e fala é tudo a mesma coisa. Ele não precisa de anotações… Você e eu, nós pensamos uma coisa, sentimos outra, dizemos outra , e fazemos uma quarta, então precisamos de anotações e arquivos para acompanhar todas as mudanças.”

Extraído do Blog Assim Falou De Nardi
coracaoyogin