Pontos de Vista

 

Vista de frente é uma rã, mas basta rodar a cabeça de lado para ver um cavalo.

sapo

Se duas pessoas observarem de ângulos diferentes, cada um verá uma realidade diferente. Quem tem razão?

Num conflito entre duas pessoas, é um esforço inútil tentar comprovar que se tem razão, é possível os dois terem simultaneamente razão, cada um na sua perspectiva pessoal. Os conflitos nascem quando as pessoas tentam impor como verdade absoluta aquilo que é nada mais do que o seu próprio ponto de vista.

Ao querer ter razão e mostrar que o outro não tem, ou querer mostrar que a culpa é do outro, está a tentar atingir uma vitoria sobre o outro (venço-perde). Um conceito mais evoluído de vitoria seria aquela em que os dois vencem (venço-vence), mas para isto é necessária maturidade e aceitar a opinião do outro, mesmo quando esta se distancia da nossa. Este tipo de atitude no relacionamento permite que a diversidade, em vez de ser um motivo de choque, passe a ser uma oportunidade de aprendizado e enriquecimento mutuo.

Cada um de nós veio de uma cultura diferente, teve uma educação e experiências de vida diferentes, por isso é normal que cada um interprete a realidade de um ponto de vista divergente dos outros. O que não quer dizer que esteja errado, apenas uma forma diversificada de observar uma faceta da vida.
Como o Mestre ensina, ‘A realidade é uma questão de óptica’. Não fique cego na sua óptica pessoal e rígido no seu ponto de vista, mas enriqueça-se com as outras pessoas!

Reflexão do Instrutor Carlo Mea
Director do Método DeRose Roma

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Paradigmas: Como nascem as nossas convicções

Escrito por Ricardo Martins Costa
Salvador-BA
Via Blog do DeRose

“Axioma número 1: Não acredite”

Compreender que tangenciamos a realidade através dos nossos sentidos e que a interpretamos de acordo com nossos condicionamentos, desejos, medos, lembranças e esperanças, nos faz refletir acerca daquilo que podemos considerar como verdade.

N’outras palavras, muito do que para nós se apresenta como certeza insofismável é apenas o reflexo das nossas inclinações, anseios, receios e aspirações.

Conhecer melhor a si mesmo passa então por reconhecer e reconstruir os mecanismos que regem nossos próprios sistemas de crenças.

Se até mesmo a dogmática científica confronta-se com seus paradigmas, revisando-os periodicamente, utilize cada aparente certeza, cada suposta convicção, mesmo aquelas decorrentes das suas próprias experiências, como ferramenta de auto-estudo e de auto-superação.

Onde estão nossos limites?

“Não sabendo que era impossível,
ele foi lá e fez”.

Diante das infinitas possibilidades que nos são apresentadas a cada instante, quem pode nos dizer que algo é intrinsecamente impossível?

É certo que a vida em sociedade, o desejo de conviver em harmonia com nossos pares e com o ambiente que permeamos nos faz estabelecer normas e assimilar limitações.

No entanto, quantos desses limites são verdadeiramente necessários? Quantos decorrem da observação de leis naturais de causa e efeito e quantos são simplesmente auto-impostos pelos antolhos que espremem nossa inteligência?

Permita-se mais: expanda seus horizontes, faça suas escolhas, ultrapasse seus próprios limites e os do senso comum! Na clareza instigante da linguagem publicitária: Impossible, is nothing*.

Artista de si-mesmo

Se é inegável que os nossos sentidos são capazes de captar apenas parte do que acontece “do lado de fora” e que a interpretação desses acontecimentos é influenciada por filtros pré-existentes que assimilamos, registramos e alimentamos a cada percepção, reconheçamos a importância da nossas predisposições e o poder que temos ao compor nossa existência.

Por isso, a cada inspiração, a cada instante vivido, reconheça o artista de si-mesmo. Amplie a consciência nas suas escolhas, assimile o que lhe proporciona bem-estar, componha sua obra, expresse sua essência!

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* Frase utilizada em campanha publicitária de uma conhecida marca de artigos esportivos.

O poder dos paradigmas

O enigma dos biscoitos

Uma mulher, que acabou de comprar uma xícara de café e cinco biscoitos de chocolate, sentou-se em uma mesa em frente à loja de biscoitos, defronte a um homem desconhecido que estava sentado na mesma mesa. Depois de provar o café, ela tirou um biscoito do pacote.
Assim que ela começou a comer, o homem pegou o pacote e tirou um biscoito. Paralisada de raiva, silêncio e descrença, ela comeu o primeiro biscoito e pensou no que fazer depois.
Será que imaginou o que ela tem certeza que viu? Ele teria coragem de fazer isso novamente?

Finalmente quando a curiosidade passou, ela pegou um segundo biscoito no pacote.
Confiante, o homem também foi e pegou outro biscoito, estampando um enorme sorriso no rosto enquanto comia. Somente a sua certeza de um autocontrole impecável a impediu de protestar contra esse ladrão de biscoitos. Afinal, a arrogância deste homem era extraordinária, e ele não parecia um mendigo, vestido de terno e gravata.
Já que havia apenas um biscoito sobrando, ela engoliu o seu segundo biscoito e novamente foi ao pacote. Mas ele foi mais rápido. Com um sorriso radiante, e ainda nenhuma palavra, ele quebrou ao meio o biscoito que sobrava e ofereceu-lhe a metade. Em total descontentamento, um olhar de indignação começou a se formar, ela então se levantou, pegou sua grande bolsa e foi rapidamente em direção ao carro. No carro ela até deixou escapar uma pequena ofensa de seus lábios, enquanto procurava as chaves na bolsa.
Seus dedos acharam, ao lado das chaves, seu pacote de biscoitos fechado!

Instrutor Fretta

retirado daqui: http://www.metododerose.org/blogdoderose/

Essa mulher sofreu uma mudança abrupta na visão de seu próprio comportamento, como uma extensão ao seu equívoco na situação dos biscoitos. Seu paradígma, neste caso, a levou a uma série de julgamentos errôneos.

Instr. Fretta