Dia 5 de Dezembro – Os Yoga Sutras

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Cultura do Yoga

Yoga Sutra e Patanjali são nomes que todo o praticante de Yoga já ouviu.

Patanjali ficou conhecido como autor dos Yoga Sutras. Os sutras são um estilo de escrita da Índia antiga, caracterizado por textos sintéticos, compostos por afirmações curtas, os sutras propriamente ditos. É característico dos sutras começarem pela tese básica, que no desenrolar do texto vai sendo explicitada, o que é contrário ao hábito ocidental de introduzir e desenvolver um tema até à conclusão final.

Os Yoga Sutras são compostos de 195 aforismos, divididos em quatro partes ou livros: 1º Samadhi-Pada (sobre a concentração da mente); 2º Sadhana-Pada (sobre os meios de realização); 3º Vibhuti-Pada (sobre os poderes); 4º Kaivalya-Pada (sobre o isolamento do espírito).

Apesar do Yoga se dividir num número bastante grande de correntes, todas se fundamentam nos Yoga Sutras de Patanjali, que foi considerado o sistematizador do Yoga Clássico.

O sistema de Patanjali propõe onze passos que são: yamas (condutas morais), niyamas( disciplinas), asanas (posturas), pranayama (técnicas de respiração), pratyahara (libertação dos sentidos), dharana (concentração), dhyana (meditação) e samadhi (libertação).

Yamas

Yama significa dominar, controlar. São cinco proscrições éticas (que preparam o praticante para os estágios seguintes): ahimsa, satya, asteya, brahmacharya e aparigraha.

ahimsa ou a não-violência – compreende a abstenção de violência. Significa não causar sofrimenento a si mesmo, aos outros seres, ao planeta.

satya ou a verdade – satya não é só a abstenção da mentira, implica a busca de uma perfeita coerência entre os pensamentos, as palavras e os actos.

asteya ou não roubar – além de não se apropriar de propriedade alheia, o yogin deve procurar a simplicidade, optar por uma vida de máxima plenitude com consumo mínimo, evitando o supérfluo e procurando ser auto-suficiente.

brahmacharya ou não perversão – não usar a sexualidade de forma imprudente. O yogin deve oferecer a sua intimidade a quem o respeita e merece.

aparigraha ou não possessividade – não viver obcecado ou apegado a bens materiais.

Nyamas

Nyamas devem ser entendidos como “autodisciplina”, “regras de vida” ou “observâncias”. São 5 prescrições éticas: shaucha, santosha, tapas, swadhyaya e ishwara pranidhana.

Shaucha ou limpeza – shaucha deve ser entendido sob vários aspectos: físico, mental e emocional.

Santosha ou contentamento – cultivar a alegria interior, não deixar que a nossa própria felicidade dependa de desejos, do apego ou de bens materiais. O contentamento funciona como uma armadura que não permite que o yogin sucumba perante os revezes da vida.

Tapas ou auto-esforço – para Patanjali tapas purifica e fortalece o corpo, aguça os sentidos e conduz à perfeição. O Yogin deve aplicar constante esforço sobre si próprio.

Swadhyaya ou auto-estudo – estudar-se a si próprio, ir para dentro de si mesmo.

Ishwara pranidhana ou auto-entrega – entregar o resultado das suas acções a uma vontade superior.

Asanas

São as técnicas corporais do Yoga.

Pranayama

As técnicas de respiração do Yoga.

Pratyahara

Controle sobre os sentidos, controlar as influências externas.

Dharana

Fixar a atenção num objecto, vencer a dispersão mental. Concentração.

Dhyana

Meditação.

Samadhi

Estado de identidade, ou iluminação.

 

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