Meditação VI

Meditação no instante entre a inspiração e a expiração

Com as pernas cruzadas, sente-se confortavelmente e posicione as mãos em Shiva mudrá. Contemple o corpo estável, com os olhos fechados, as costas erectas e a musculatura descontraída. Usufrua desta condição de quietude física, emocional e mental. Expanda a em sua consciência.

Projecte um sorriso quase imperceptível, como reflexo deste estado tão constante e agradável.

Acompanhe o ininterrupto fluxo dos pensamentos, que a prática da meditação visa a suspender. É um oceano de pensamentos. Observe-os sem se identificar com eles. Deixe-os ir e vir. Contemple-os. Progressivamente, torne o fluxo dos pensamentos mais e mais lento.

A sua atenção agora volta-se para a respiração. O inspirar e o expirar são tão suaves que não se ouve o contacto do ar nas narinas. Este instante é menor que um segundo. Evite interferir no ritmo respiratório. Ele é o mais natural possível. Você apenas aplica vigília sobre a cadência do alento.

Permaneça então com a sua consciência no hiato de tempo que dura o intervalo entre o inspirar e o expirar. Ele é subtil, mas você, como um caçador obstinado, busca e traz para a consciência esta lacuna entre a inalação e exalação. Atente para este intervalo temporal. Concentre-se.

Adaptado de um testo do Professor Joris Marengo

imagens-por-do-sol-de7d5d

Exercício de meditação V

Estabiliza a tua consciência no ashtánga yantra.

ashtanga-yantra

O ashtánga yantra é o símbolo do SwáSthya Yôga, o Yôga Antigo. As suas origens remontam às mais arcaicas culturas da Índia e do planeta. Parte de sua estrutura é explanada no Shástra Yantra Chintamani. Nessa obra clássica, sob a ilustração consta a legenda: “Este é o yantra que detém a palavra na boca do inimigo.” Constitui um verdadeiro escudo de protecção, lastreado em arquétipos do inconsciente colectivo.

Ao reproduzi-lo, atente para o fato de que nas extremidades dos trishúlas* não há pontas angulosas, mas sim curvilíneas.

*trishúla – arma de guerra ou símbolo de Shiva; as suas três pontas representam, na mitologia, os três gunas: tamas, rajas, e sattwa.