Insatisfeitos Positivos

A insatisfação faz parte da natureza humana. Por buscar soluções para minimizá-la, a humanidade desenvolveu, ao longo de sua história, o avanço tecnológico que usufruímos hoje. Essa inquietude tem um lado negativo quando dispersa o indivíduo e o distancia dos seus objectivos, o que resulta em ansiedade e frustração.

Quando a insatisfação se direcciona para o aprimoramento, ela torna-se positiva. Ter em mente que, independentemente da condição actual, pode-se melhorar sempre. Com isso, estabelece-se uma meta, uma proposta de auto-superação e para triunfar é necessário focar – concentrar. Ter uma boa concentração depende de treino. Da mesma forma que os músculos se fortalecem com exercício físico, o cérebro desenvolve-se com técnicas de concentração e meditação.

Uma pesquisa feita pela Medical Harvard School , nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem na Alemanha e a Universidade de Massachussets comprovou que em apensas oito semanas de meditação ocorreram alterações no cérebro de praticantes adultos iniciantes. Houve um aumento da massa cinzenta em regiões relacionadas com aprendizagem, memória, empatia e stress. As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo que não fez as aulas.

A meditação originou-se na Índia, e foi desenvolvida pelos yogins há milénios. O termo técnico é dhyána e diferente do que significa em português, consiste em parar as ondas mentais, ou não pensar. Hoje faz parte da rotina de atletas, executivos, estudantes, a fim de melhorar o desempenho físico e cerebral.

Apesar de o tema ter um ar de mistério, a técnica é muito simples, mas precisa de treino diário para perceber um progresso efectivo. Na pesquisa citada acima, o grupo treinou 30 minutos por dia e obteve um resultado considerável. Sugere-se que o aumento seja gradual até conseguir alcançar esse tempo. Para sentir como funciona, escolha um local agradável, sente-se numa posição confortável, feche os olhos, e observe a respiração. No início dispersará muito, mas com a prática conseguirá reduzir consideravelmente a dispersão mental.
Quando dispersos estamos em devaneio, ou ausentes. Estar concentrado significa estar atento, alerta, ligado, presente.

Adaptado da Professora Rosângela de Castro
(Professora convidada do nosso próximo Intensivo de Yoga)

Na Casa do Yoga a meditação está incluída em cada prática e além disso todas as sextas juntamos um grupo para praticar.

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O poder dos sons

Um elemento do nosso treinamento dentro do Método DeRose que sempre me cativou imensamente é o estudo das vocalizações. O poder do som é algo que sempre me motivou a praticar as técnicas com mais afinco. Até hoje, utilizo as vocalizações mentais de alguns sons do nosso acervo como parâmetro para determinar o meu nível de concentração durante uma permanência em um respiratório ou posição corporal.

Em um dos livros da bibliografia indicada pelo educador DeRose, lembro-me do autor citando que são os sons sutis do Universo que criam a matéria tal como a conhecemos. Nunca pude compreender muito bem o que isso significava, até que vi o vídeo abaixo, que mostra de forma muito clara essa realidade. O mais surpreendente é imaginar quais foram os estados de consciência que os Mestres da antiquidade vivenciaram para intuir estes processos. Note o quanto o resultado do experimento do vídeo se assemelha com os desenhos dos símbolos de meditação.

Um outro experimento que vale a pena citar sobre o poder e a força das vibrações sonoras foi realizado pelo Solar Center da Universidade de Stanford. Durante anos eles captaram a radiação proveniente do sol e traduziram as ondas recebidas em frequências sonoras. O resultado é uma compilação de sons muito poderosos e intensos, perfeitos para a prática da concentração e muito semelhantes às vocalizações contínuas do ÔM. Certamente vale a pena o clique.

Se não quiser fazer o download das faixas em mp3, você pode experimentar um pouco dos sons provenientes do sol no vídeo abaixo. Atente para o natural estado de atenção que você se coloca ao ouví-los. Espero que aproveite!

Texto do Instrutor Vernon Maraschin no Blog da Unidade Vila Madalena

Across the Universe

O interesse dos Beatles pela meditação está presente em algumas das suas músicas.

Uma dessas músicas é “Across the Universe”, gravada em 1968.  A letra é uma exaltação à consciência cósmica e à meditação.

Aqui fica, para ouvir e meditar!

Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither while they pass, they slip away across the Universe.
Pools of sorrow, waves of joy,
Are drifting through my open mind,
Possessing and caressing me.

Jay Guru Dêva Ôm

Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world.

Images of broken light which dance before me
Like a million eyes,
They call me on and on across the universe,
Thoughts meander like a restless wind
Inside a letterbox
They tumble blindly as they make their way across the Universe.

Jay Guru Dêva Ôm
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world.

Sounds of laughter shades of earth are
Ringing through my open ears exciting and inviting me
Limitless undying love which shines around me like a Million suns
It calls me on and on across the Universe.

Jay Guru Dêva Ôm
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world.

Jay Guru Dêva Ôm
Jay Guru Dêva Ôm
Jay Guru Dêva Ôm

Exercício de Meditação VII

Ajapa japa é um tipo de meditação que já postamos aqui.

Ajapa japa significa o japa que não é japa. Japa é a repetição constante de um mantra. Japa torna-se Ajapa (espontâneo) japa quando o mantra se repete automaticamente, sem esforço consciente.

Japa requer um esforço consciente, enquanto ajapa não requer nenhum esforço. Japa é uma prática preliminar e ajapa é uma perfeição de japa.

Segundo Swami Satyananda:
“Os yôgins ancestrais desenvolveram uma técnica simples e maravilhosa usando o constante batimento da vida, como uma forma de acalmar a mente e elevar os níveis de consciência e entendimento. Eles perceberam que a respiração tem um ritmo constante e que continuamente repete um mantra. Esse mantra geralmente é conhecido como So Ham ou Ham Sa. A prática é chamada ajapa”
Exercício:
Estabilize a sua consciência no ajapa-japa Ham-Sa. Ao expirar mentalize o som Ham, ao inspirar o som Sa.
Para mais informações procure participar nos treino de meditação que acontecem às sextas-feiras!

Mozart, Beatles, Gates e as 10.000 horas

Qual é a chave do sucesso? Bom, é claro, precisaríamos definir o que é sucesso, assunto que ultimamente tem gerado várias interpretações. Mas, para simplificar, vamos entendê-lo como aquilo que caiu no gosto do grande público, o que é popular. Assim, as sinfonias de Mozart, as canções do Beatles e as janelas do Bill Gates servem de bom exemplo do que é pop.

Li recentemente o Outliers – Fora de Série, do Malcolm Gladwell. O livro discute sobre como algumas pessoas conseguiram destacar-se, ou seja, o que fizeram para ter sucesso. E, para isso, o autor discorre sobre a importância da cultura, da família, dos amigos, da origem dos antepassados e da época de nascimento como fatores determinantes no bom desempenho de seus projetos. Mas o grande ponto abordado é a regra das 10.000 horas, pesquisada por estudiosos.

Ela diz que, para atingir a excelência, você deve ter uma acúmulo de prática de 10.000 horas, o que equivaleria a 20h/semana em 10 anos ou 40h/semana em 5 anos. Tendemos a ser simplistas em nossas análises, achando que o sucesso e a genialidade são devidos exclusivamente à lapsos de criatividade, mas parece que o reconhecimento tem mais haver com suor do que com uma boa idéia.

Gladwell cita o exemplo de Mozart, reconhecido como um grande gênio. Ele começou a compor em torno dos 7 anos e é verdade que conhecemos algumas boas peças escritas na época da sua adolescência. Mas as grandes sinfonias foram escritas após os 21, quando ele já acumulava bem mais de 10.000 horas de treinos, composições e apresentações.

Os Beatles, antes de estourarem, sangravam os dedos tocando muito. Eles apresentaram-se ao vivo por mais de 1.200 vezes a convite de um dono de um bar em Hamburgo, Alemanha, entre 1960 e 1964. Lennon e McCartney somavam mais de 10 anos de composições em conjunto quando retornaram à Inglaterra e estouram no mundo. Na época, eles tocavam como ninguém.

Gates também teve o seu momento de ralação. Gladwell teve a oportunidade de entrevistá-lo e ele contou uma história bem inspiradora. Na época de sua adolescência, Gates teve a oportunidade de ter, em sua escola, uma computador disponível para fazer programações. Lembre-se que isso era na década de 70, momento histórico onde computadores eram raridade. Assim, passava todas as horas possíveis programando, mesmo em seu período de férias. A chance de ter este tempo de prática, a inspiração gerada pelo concorrente Steve Jobs e uma visão empresarial geraram a Microsoft e o Windows.

A esta altura, tenho certeza de que você já está calculando o número de horas que você já se dedicou ao que gosta. Lembre-se: para ser reconhecido, tenha disciplina, constância e dedicação. Esteja preparado para as oportunidades, pois este é o único fator do sucesso que você pode dominar. Os demais parecem ser casualidades.

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Texto do Professor Nilzo Andrade, http://blog.nilzoandradejr.com/

Meditação VI

Meditação no instante entre a inspiração e a expiração

Com as pernas cruzadas, sente-se confortavelmente e posicione as mãos em Shiva mudrá. Contemple o corpo estável, com os olhos fechados, as costas erectas e a musculatura descontraída. Usufrua desta condição de quietude física, emocional e mental. Expanda a em sua consciência.

Projecte um sorriso quase imperceptível, como reflexo deste estado tão constante e agradável.

Acompanhe o ininterrupto fluxo dos pensamentos, que a prática da meditação visa a suspender. É um oceano de pensamentos. Observe-os sem se identificar com eles. Deixe-os ir e vir. Contemple-os. Progressivamente, torne o fluxo dos pensamentos mais e mais lento.

A sua atenção agora volta-se para a respiração. O inspirar e o expirar são tão suaves que não se ouve o contacto do ar nas narinas. Este instante é menor que um segundo. Evite interferir no ritmo respiratório. Ele é o mais natural possível. Você apenas aplica vigília sobre a cadência do alento.

Permaneça então com a sua consciência no hiato de tempo que dura o intervalo entre o inspirar e o expirar. Ele é subtil, mas você, como um caçador obstinado, busca e traz para a consciência esta lacuna entre a inalação e exalação. Atente para este intervalo temporal. Concentre-se.

Adaptado de um testo do Professor Joris Marengo

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O PODER DA MENTALIZAÇÃO COM AÇÃO

Sabe-se que o ser humano possui uma gama de poderes que não utiliza. É bastante difundida a ideia de que usamos apenas 10% de nossa capacidade mental; havendo, portanto, um grande desperdício de faculdades, caso resolvamos assumir esta informação em toda sua abrangência. A propriedade de mentalizar, por exemplo, é uma dessas capacidades subutilizadas que se esvai com o passar dos anos, na medida em que acumulamos mais cultura e educação. Por este motivo, as crianças conseguem criar imagens mentais com muito mais facilidade do que nós.

Para que realizemos o que desejamos, tendo como consequência a ampliação da nossa felicidade, precisamos estar atentos ao rumo do nosso destino. A mentalização contribuirá para que você comece a criar, no plano mental, a realidade que deseja concretizar no plano físico. Ela criará um modelo que norteará suas ações até que o seu objetivo se materialize. Utilizando esta capacidade, estaremos fortalecendo nosso livre-arbítrio e ganhando poder de realização, assumindo de forma menos limitada o comando da nossa vida.

Realizar aquilo que se deseja requer bastante empenho em qualquer campo; desta maneira, devemos utilizar todos os recursos que estejam à nossa disposição para otimizar tal esforço. Este livro, que propõe a conquista da alta performance através do autoconhecimento, já expôs alguns destes recursos, e a mentalização é mais uma poderosa ferramenta para este fim.

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Stephen Covey, em seu brilhante livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, conta-nos que “O Dr. Charles Garfield realizou uma pesquisa abrangente sobre pessoas capazes de performances excepcionais, tanto no atletismo quanto no mundo dos negócios.(…) Um dos principais fatos revelados por sua pesquisa é que praticamente todos os atletas de nível internacional e outras pessoas capazes de performances admiráveis são visualizadores. Eles vêem, sentem, experimentam antes o que farão depois.” A mentalização é cada vez mais utilizada por atletas de ponta e por todas as pessoas que enfrentam grandes desafios como um “simulador” para incrementar a confiança nos momentos cruciais.

 Pode existir um certo ceticismo inicial em relação à mentalização, mas não utilizá-la é perder um grande poder com o qual a natureza nos presenteou. Como vimos na pesquisa do Dr. Charles Garfield, os vencedores são pessoas que fizeram uso da mentalização. Por outro lado, acreditar que a simples mentalização fará as coisas aparecerem repentinamente, “caindo do céu”, é regredir a uma credulidade medieval que está totalmente superada.

Para se ter verdadeiro êxito, é preciso utilizar a técnica sabendo que ela contribuirá no processo de realização, mas apenas se for acompanhada por um crescimento interior e pelo desenvolvimento da capacidade técnica. A mentalização, por si só, praticada como algo isolado do processo de desenvolvimento pessoal e da ação no plano físico será inócua.

Ela não produzirá efeito algum caso não esteja acompanhada de um processo de autoconhecimento, que possibilite a você saber se está mentalizando exatamente o que quer, e também proporcionará motivação extra para a ação em momentos mais difíceis. O entusiasmo em fazer surge quando você tem convicção que o que deseja realizar é algo realmente genuíno, que você escolheu como missão e ideal de vida e está disposto a lutar por isto com todas as suas forças.

O treino das capacidades técnicas também é parte do processo de construção da vitória. Se desafiarmos o melhor tenista do mundo, por mais que tenhamos um poder de visualização muito melhor que o dele e fiquemos durante três meses só mentalizando a vitória, sem que ele nem pense nisso, nossas chances de vencê-lo continuarão praticamente nulas.

Para alcançar a vitória é preciso, antes de mais nada, se conhecer o bastante afim de saber se você possui paixão pela atividade que escolheu. Uma vez certo disto, ter a convicção de que está disposto a esforçar-se diligentemente em tal atividade. Em seguida vem a disciplina para o treino, para o desenvolvimento de capacidades técnicas e melhorias internas. E, catalizando todo o processo, temos a mentalização, que favorecerá cada uma das etapas.

As técnicas que ensinaremos aqui tornarão as realizações mais aprazíveis, e a gratificação decorrente contribui bastante para o incremento da nossa autoestima. O aumento da convicção em nós mesmos será muito saudável se nos proporcionar o sentimento de compromisso em contribuir para que outras pessoas possam também desfrutar de realização pessoal. A consequência deste apoio mútuo entre os seres-humanos é a construção de um mundo melhor para todos.

Não podemos deixar de citar um pensamento de Albert Einstein, no qual ele postula:

– A imaginação é mais importante que o conhecimento.

O conhecimento mencionado é o científico, que está em constante evolução e, por isso, se modifica o tempo todo. Mesmo sendo um renomado cientista, Einstein não considerava a ciência algo perene, e creditava maior importância à imaginação, tantas vezes desprezada pelos seus colegas.

É a imaginação que cria e pode tornar possível qualquer realização. Algo que para a ciência era considerado impossível há pouco tempo atrás, hoje já é realidade. Muitas coisas que agora achamos que não são possíveis de se realizar, em breve tornar-se-ão realidade, pois há pessoas criando arquétipos mentais para que elas aconteçam. Há muita gente acreditando em sonhos que tornarão nossas vidas melhores. E você?

Texto do Instrutor Daniel De Nardi