Dia 18 de Dezembro – O OM

Calendário do Advento
Cultura do Yoga

O OM é o símbolo universal do Yoga, nas escrituras hindus é descrito como “o absoluto sonoro”, um som ou uma vibração que representa o universo como uma totalidade.  As escrituras contam que o mantra Om, amplificado na caixa de ressonância do vazio primordial, se propagou até criar o espaço e as galáxias.
O OM é também um mantra, uma sílaba sagrada, símbolo de Brahman, o Ser Absoluto.

O OM é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra . ´´E por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho: “este Átman é o mantra eterno OM, os seus três sons, au e m, são os três primeiros estados de consciência, e esses três estados são os três sons”.

Na tradição do Yoga a meditação no som OM é considerada muito poderosa. A realização desta meditação pode ser feita por mentalização do som, também chamada de manasika mantra ou mantra mental; pela visualização da sua forma, como yantra ou objecto de concentração; ou ainda pela simples repetição ou japa do mantra.

Existem muitas formas de vocalizar o mantra OM. Por exemplo:

  1. OM, OM, OM, OM – repetido inúmeras vezes, sem espaço entre uma emissão sonora e a seguinte.
  2. OOOM, OOOM, OOOM,OOOM – alongando a sílaba e com uma pequena pausa entre um som e o outro.
  3. OOOOOOMMMMMMMM – contínuo como uma onda.

O OM é também o som semente do ajña chakra, o chakra responsável pela meditação, pelo intelecto e pela vida espiritual. Ao proferir o OM estamos a estimular os processos que levam ao estado de meditação.

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Concerto de Mantra

Vamos mantrar?!
Dia 30 de Abril a Casa do Yôga recebe o professor Marco Silva para um concerto de Mantra
Faça já a sua inscrição:
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Número limitado de vagas.

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Em Novembro…

 

não podemos ter todos os dias bons

Em Novembro o nosso lema é:

“Não podemos ter todos os dias bons, mas podemos ter algo bom todos os dias.”

Os dias são mais pequenos, às vezes chove, está frio e já sentimos saudades do verão. Mas todos os dias têm algo de bom, por isso, nada de preguiça, não se fechem em casa e procurem participar nas nossas actividades pois vamos ter momentos muito especiais durante este mês.

Sábado, dia 1, a habitual prática avançada de duas horas.

No dia 8, o Sat chakra, excelente momento de convívio e partilha

Nas aulas teóricas de 8, 15, 22 e 29 vamos falar de mitologia hindu.

E ainda podem contar com treinos de força & flexibilidade, Prática Básica, treino de mantra, de meditação e de respiração.

Já sabem, actualizações diárias na página Facebook e receitas deliciosas aqui Espaço Gourmet.

Japamálá

O que é um japamálá?

A palavra japa significa repetição. Também se refere a uma prática que consiste na repetição verbal ou mental de um mantraA palavra málá significa corrente ou cordão. Assim, japamálá  é um cordão de repetição, usado na prática de mantras como um contador para que o praticante não se perca.

O japamálá tem normalmente 108 contas de rudráksha ou outra semente.

No Yôga e no Hinduísmo o número 108 tem um significado especial. O número 1 representa o praticante, o oito, a prática (que é constituída por oito partes); e o zero é o círculo do Absoluto, Infinito.

Para quem gosta de malabarismos matemáticos é interessante notar que este número tem algumas propriedades interessantes. Por exemplo, quando se  multiplica 1 elevado a ele mesmo por 2 elevado à 2ª e por 3 elevado à 3ª o resultado é 1 x 4 x 27 = 108. O alfabeto sânscrito possui 54 letras ou fonemas masculinos e 54 que são chamados femininos, resultando em 108 fonemas. O número nove é considerado um número sagrado para os Hindus, 1 + 0 + 8 = 9. Na astronomia o raio do sol é 108 vezes maior que o raio da terra.

RudrakshaJapaMala

Gáyatrí mantra

O Gáyatrí mantra é um dos mantras mais conhecidos do hinduísmo.

Existem muitas variações deste mantra, tanto nas palavras, quanto na grafia e na entoação, dependendo da região da Índia, da língua de origem de quem o vocaliza e também da tradição (se é, por exemplo, brahmachárya ou shakta).

A que nós adoptamos é a maneira shakta. O CD que possuímos foi gravado na Índia, na cidade de Mumbai, pelo Mestre DeRose em 1980 quando ele lá esteve em uma das suas muitas viagens àquele país.

Gáyatrí mantra

ÔM bhúr bhuvah swaha.
ÔM tat Savitura varênyam.
bhargô dêvasya dhímahi.
dhiyô yô naha prachôdayátô.

tradução:

Em todos os planos da criação,
sejamos como o Sol,
esplendorosos como os deuses.
Que isso estimule nossas mentes.

Para fazer o free download do CD, entre no site do Método DeRose.

Ashtánga sádhana

A característica principal do SwáSthya Yôga é a sua prática ortodoxa denominada ashtánga sádhana (ashta = oito; anga = parte; sádhana = prática). Trata-se de uma prática integrada em oito partes, a saber: mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama. Estes elementos estão explicados em detalhe adiante.

1) mudrá

É o gesto ou selo que, reflexologicamente, ajuda o praticante a conseguir um estado de receptividade superlativa. Mesmo os que não são sensitivos podem entrar em estados alfa e théta já nesta introdução.

 

2) pújá (manasika pújá)

É a técnica que estabelece uma perfeita sintonia do sádhaka com o arquétipo desta linhagem. Com isso, seleciona um comprimento de onda adequado a esta modalidade de Yôga, conecta seu plug no compartimento certo do inconsciente coletivo e liga a corrente, estabelecendo uma expressiva troca de energias entre o discípulo e o Mestre.

 

3) mantra (vaikharí mantra: kirtan e japa)

A vibração dos ultra-sons que acompanham o “vácuo” das vocalizações, neste caso do ády ashtánga sádhana, tem a finalidade de desesclerosar os canais para que o prána possa circular. Prána é o nome genérico da bio-energia. Somente depois dessa limpeza é que se pode fazer pránáyáma. O SwáSthya Yôga utiliza centenas de mantras: kirtan e japa; vaikharí e manasika; saguna e nirguna mantras.

 

4) pránáyáma (swara pránáyáma)

São exercícios respiratórios que bombeiam o prána para que circule pelas nádís e vitalize todo o organismo. E também a fim de distribuí-lo entre os milhares de chakras que temos espalhados por todo o corpo. Bombear aquela energia por dutos obstruídos pelos detritos decorrentes de maus hábitos alimentares, secreções internas mal eliminadas e emoções intoxicantes, pode resultar inócuo ou até prejudicial. Por isso, antes do pránáyáma, procedemos à prévia limpeza dos canais, na área energética.

5) kriyá

São atividades de purificação das mucosas, que têm a finalidade de auxiliar a limpeza do organismo, agora no nível orgânico. Em se tratando de Yôga, só se deve proceder às técnicas corporais após o cuidado de limpar o corpo por meio dos kriyás.

 

6) ásana

Esta é a parte mais conhecida e característica do Yôga para o público leigo. Não é ginástica e não tem nada a ver com Educação Física. São os procedimentos orgânicos que produzem efeitos extraordinários em termos de  boa forma, flexibilidade, musculatura, equilíbrio de peso e saúde em geral. Para aproveitar ao máximo seu potencial, os ásanas devem ser precedidos pelos kriyás, pránáyámas, etc. Os efeitos dos ásanas começam a se manifestar a partir do yôganidrá.

 

7) yôganidrá

É a descontração que auxilia o yôgin na assimilação e manifestação dos efeitos produzidos por todos os angas. A eles, soma os próprios efeitos de uma boa recuperação muscular e nervosa. Mas atenção: yôganidrá não tem nada a ver com o shavásana do Hatha Yôga. Shavásana, como o nome já diz, é apenas um ásana, uma posição, em que se relaxa, mas não é a ciência do relaxamento em si. Essa ciência se chama yôganidrá e ela não consta do currículo do Hatha Yôga. Por isso alguns instrutores de Hatha Yôga censuram o uso de música ou de indução verbal do ministrante durante o relaxamento. O yôganidrá aplica não apenas a melhor posição para relaxar, mas também a melhor inclinação em relação à gravidade, o melhor tipo de som, de iluminação, de cor, de respiração, de perfume, de indução verbal, etc.

 

8) samyama

Essa técnica compreende concentração, meditação e samádhi “ao mesmo tempo”, isto é, praticados juntos, em sequência, numa só sentada (etimologicamente, samyama pode significar ir junto). Se o praticante vai fazer apenas concentração, chegar à meditação ou atingir o samádhi, isso dependerá exclusivamente do seu adiantamento pessoal. Assim, também é correto denominar o oitavo anga de dhyána, que significa meditação. É uma forma menos pretensiosa.

Portanto, mesmo uma prática de SwáSthya Yôga considerada para iniciantes, como este conjunto de oito feixes de técnicas que acabamos de analisar e que constitui a fase inicial do nosso método, será bem avançada em comparação com qualquer outro tipo de Yôga, já se prevendo a possibilidade de atingir um sabíja samádhi.