Higiene Emocional

Aprendemos a cuidar da nossa higiene física. Tomamos banho todos os dias, escovamos os dentes, vestimos roupas limpas e por aí vai. São hábitos que incorporamos.

Mas e a higiene emocional, como anda a sua? Tem se preocupado com ela?

Guy Winch é psicólogo e autor do livro “Como Curar As Suas Feridas Emocionais”, e procura ensinar os seus leitores a melhorar a sua “higiene emocional”, ou seja, a cuidar da forma como as suas emoções actuam e o seu impacto no resto do corpo. Através de muita pesquisa e da vivência com seus pacientes, Winch desenvolveu uma série de orientações que actuam como um verdadeiro kit de primeiros socorros psicológico:

1. A sua saúde mental também precisa de atenção

2. Pratique higiene emocional como se fosse higiene pessoal

3. Proteja a sua autoestima

4. Evite ruminar eventos passados negativos

5. Interrompa pensamentos negativos

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A Casa de Hóspedes

Este ser humano é uma casa de hóspedes.
Todas as manhãs, uma nova chegada.

Uma alegria, uma depressão, uma maldade,
uma consciência momentânea,
com visitantes inesperados.

Dá-lhes as boas-vindas e acolhe-as a todas!
Ainda que sejam uma multidão de penas,
que varrem com violência a tua casa
esvaziando-a de todos os teus móveis,

ainda assim, faz as honras a cada hóspede.
Eles podem estar a preparar-te
para um novo prazer.

A tristeza, a vergonha, a malícia,
recebe-as à porta com um sorriso,
e convida-as a entrar.

Mostra-te agradecido por quem chega,
pois cada visita foi enviada
como um guia do além.

Rumi

Este  poema do mestre sufi Rumi, transmite uma mensagem importante em relação à forma como nos devemos relacionar com as nossas emoções negativas.

Existe sensação melhor do que olhar-se no espelho e gostar do que se vê?

Por Daniel De Nardi

Estar bem com seu corpo é estar bem consigo mesmo. Por isto, a constatação de que tudo está ótimo gera tanto prazer. Mas chegar a este estágio não é tão simples quanto prometem aquelas dietas de 7 dias que são vendidas na TV. A boa relação com nosso corpo é algo que envolve diferentes aspectos do nosso comportamento que vão desde a alimentação até uma boa administração do nosso emocional.

Os antigos sábios hindus sabiam que tudo o que sentimos reflete-se no corpo. Se há ansiedade, esta sensação invariavelmente tornar-se-á visível, seja por uma aceleração cardíaca ou por um simples tamborilar incessante, ou ainda – Quem já não sentiu as costas travarem após uma discussão?

Sendo assim eles criaram um conjunto de técnicas orgânicas chamado de ásana e que hoje faz parte do Método DeRose. O ásana amplia a auto-observação do praticante para que ele possa a partir de uma percepção mais profunda do seu corpo aprimorar também o seu emocional. Faz-se o caminho inverso, no qual, uma vez que o corpo tenha sido afetado pelo emocional utiliza-se a consciência corporal para dissolver as emoções mais densas.

Todos nós devemos observar mais nosso corpo, tanto externa quanto internamente e procurar aprender cada vez mais com os sinais que este perfeito sistema envia o tempo todo para nós. De uma estreita relação com o corpo e com as sensações nele geradas depende a quantidade e qualidade da nossa vida.

Conhece-te a ti mesmo

Conta um velho conto japonês que, certo dia, um aguerrido samurai desafiou um mestre de zen a explicar-lhe os conceitos de Céu e Inferno. Mas o monge respondeu-lhe, trocista: “Não passas de um estúpido e eu não posso perder tempo com gente da tua laia!”

Ofendido na sua honra, o samurai encheu-se de raiva e, puxando da espada, gritou: “Podia matar-te pela tu impertinência”.”Isto”, replicou calmamente o monge, “é o Inferno”. Sobressaltado ao ver a verdade naquilo que o mestre lhe dizia a respeito da fúria que o dominava, o samurai acalmou-se, devolveu a espada à bainha e fez uma vénia, agradecendo ao monge aquela lição. “E isso”, disse o monge, “é o Céu”.

O súbito despertar do samurai para o seu próprio estado de agitação ilustra a diferença crucial entre ser-se apanhado por uma vaga de sensações e tomar  consciência de que se está a ser arrastado por ela. A injunção de Sócratres” Conhece-te a ti mesmo” refere-se a esta pedra angular da inteligência emocional: a consciência dos nossos próprios sentimentos no instante em que eles ocorrem.

Retirado do livro Inteligência Emocional, de Daniel Goleman, Temas-e-debates

pránáyáma