Em Fevereiro…

Antes de começar a falar do mês de Fevereiro, vamos mostrar as fotos do sat chakra de Janeiro. Como sabem, no sat chakra do mês passado fizemos um concurso de pratos vegetarianos. Foi muito divertido ver o empenho de todos na cozinha e o resultado foi fantástico! Pratos criativos, coloridos, bem condimentados  e cheios de sabor!

Pratos a concurso:
Mini Pizzas em base de curgete
Empadão de batata-doce e lentilhas
Cogumelos recheados
Tarte de quinoa com curgete e queijo
Pataniscas de vegetais com arroz
Paella Vegetariana
Pão Recheado

Sobremesas:
Pudim de amêndoa
Tarte merengada de limão
Queijada de amêndoa
Brownie de chocolate

salgadosdoces

 ***

Em Fevereiro vamos dar início a grandes mudanças no nosso espaço. Decidimos mudar o nome e a imagem da nossa escola. Este processo tem tido a colaboração dos nossos alunos, que participaram activamente na escolha do novo nome, do logótipo e das cores. Em breve daremos todas as novidades…:)

Em Fevereiro vamos continuar com a aula de meditação, todas as sextas, às 18h30. Esta actividade tem sido um sucesso, conseguimos criar um grupo bastante regular e participativo. A cada semana experimentamos técnicas diferentes, comentamos, tiramos dúvidas e partilhamos as nossas próprias experiências.

Nos últimos tempos temos dedicado uma grande percentagem das nossas actividades suplementares às técnicas corporais. Entre treinos de auto-superação, musculares, abertura pélvica etc. temos procurado dar-vos ferramentas para que possam evoluir cada vez mais nesta parte da prática do Yôga. Em Fevereiro, vamos dar continuidade a este trabalho, com práticas cada vez mais exigentes!

No que toca aos conceitos, este mês vamos falar de ahimsáO Código de Ética do Yôgin divide-se em dez normas éticas, uma dessas normas é ahimsá – a não agressão. Este código comportamental é observado há milénios e citado nas mais antigas escrituras da tradição hindu. Ele é fundamental para gerar uma base comportamental forte para que o praticante possa progredir  no aspecto físico, energético, emocional, mental ou intuicional.

Fevereiro vai certamente ser um mês muito divertido e muito produtivo!

Já sabem, actualizações diárias na página  do Facebook e receitas deliciosas no blog Espaço Gourmet. Acompanhem também os blogs dos nossos intrutores: Da Minha Janela e Faz sol cá dentro.

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O Yôga é…

O Yôga é filosofia.

Embora produza efeitos expressivos sobre a saúde, o Yôga é classificado como filosofia e não como terapia.

O Yôga deve conduzir a uma meta claramente definida, o samádhi.

Samádhi é um estado de hiperconsciência e auto conhecimento que só o Yôga proporciona. Samádhi é um estado expandido de consciência, também chamado de megalucidez. Pode ser alcançado após muitos anos de prática.

tu és..

O Yôga energiza.

Não confunda reduzir stress com acalmar. Karaté também reduz o stress, mas não acalma. Nos textos antigos da Índia, o Yôga é associado com os conceitos de força, poder e energia. Jamais com o de calma ou passividade. O que ocorre é que uma pessoa forte, em geral, tem um comportamento mais sereno, pois confia na sua força e não precisa de se auto-afirmar, como quem se sente ameaçado. O praticante de Yôga não deve ser calmo, mas, sim, forte e dinâmico.

O Yôga é dinâmico. É lindo. É forte.

O criador do Yôga, Shiva, foi imortalizado na mitologia com o título de Natarája (rei dos bailarinos).

O Yôga antigo é lindo de se assistir, é fascinante de se praticar e é excelente como filosofia de vida. É dinâmico, é forte e é para gente jovem.

O poder da palavra

Certa vez, a população de um vilarejo distante, organizou uma corrida de sapos. Todos os anfíbios foram colocados em linha e foi dada a largada. Deveriam se dirigir ao topo de uma montanha. Enquanto isso, as pessoas que assistiam, berravam: “Você não vai conseguir; desista, sapo infeliz”. E, um a um, eles foram parando, acreditando nas vozes que vinham de fora. No entanto, havia um que nem sequer estremecia, mantinha-se focado e determinado. Os competidores e o público não entendiam. Ao final da prova, foram falar com o sapo… ele era surdo!
Essa antiga parábola tem a função, dentre outras coisas, de ilustrar e nos relembrar o tremendo impacto que as palavras (nossas e dos outros) exercem sobre nós; o perigo de se acreditar naquilo que escutamos a nosso respeito e a armadilha de não mais confiarmos em nós mesmos.

supere-se

Ora, quantas vezes lhe disseram que não seria capaz disso ou daquilo e você acreditou sem nem tentar? E quantas vezes você disse que ia fazer algo e não fez? As duas questões acima são importantes e merecem reflexão. No entanto, dessa vez discorreremos somente sobre a segunda.
O substantivo feminino ‘palavra’ vem do latim ‘parábola’ e significa som, termo, vocábulo, compromisso verbal. Esta última definição me chamou muito a atenção, pois era justamente esse o tema do meu artigo. Com o passar do tempo, a honra e o compromisso com a palavra foram completamente esquecidos nos escombros de nossos mais simples e verdadeiros valores. Claro, o mundo todo mudou. A tecnologia nos conduz a soluções e problemas cada vez mais impensáveis; a globalização nos conecta com o mais longínquo vale do planeta e, ao mesmo tempo, enforca tradicionais identidades culturais. No entanto, há algo que não deveria mudar, mas tem se perdido no escoar do incessante progresso: nossa essência. Hoje em dia, a expressão “homem de palavra” parece mais título de filme de Hollywood.

O negócio é que não percebemos que, quando não cumprimos aquilo que falamos através da articulação dos sons, não ofendemos somente aos outros, mas principalmente, enganamos a nós mesmos.
Desde quando nascemos, somos “ensinados” a não realizar aquilo que dissemos. Quando crianças, observamos nossos pais dizerem a seus amigos: “Olhe, essa semana passo lá para botarmos a conversa em dia”. E todos sabem que dificilmente essa reunião irá acontecer, afinal, como dizem por aí, foi só da boca pra fora. Vamos crescendo e aprendendo que muitas vezes; na verdade, na maioria delas, as pessoas dizem por dizer; não possuem o mínimo compromisso com a palavra. E essa próxima situação, lhe soa familiar? Conte as vezes que você disse ou escutou alguém te dizer: “eu te amo” e mudar de opinião no dia seguinte. Afinal, é cultural, não é. Todo mundo faz assim! Talvez tenhamos aprendido com os políticos.
No contemporâneo território dos negócios, só falta assinarmos contrato para assegurarmos que o outro vai nos ligar no dia seguinte. Imagine a seguinte situação: “te ligo amanhã” e o outro responde: “não acredito, assine aqui”. Obviamente, não estou pregando ingenuidade em nenhum sentido, até porque, não há lugar pra isso no mundo de hoje, mas estamos chegando às raias do absurdo de não poder mais acreditar em nada do que falam, e isso se deve principalmente por nossa culpa.
O avô de um amigo costumava dizer para tomarmos cuidado com o que dizemos, pois as palavras quando saem de nossas bocas dobram de tamanho, tornando-as impossíveis de engoli-las de volta.
Mas a pior mentira é aquela que contamos pra nós mesmos. A cada palavra dita e não cumprida, a cada projeto elaborado e deixado para trás, a cada vernáculo solto aos quatro ventos, é um voto a menos que você deixa de angariar nas empoeiradas urnas de sua psiquê.

Lembra quando disse que ia passar de ano; que estaria na festa de 15 anos do seu amigo; de que assistiria a final do campeonato do seu time favorito, custasse o que custar; que ia conseguir aquele trabalho, que afinal dependia somente de você; que no mês que vem ia parar de fumar e começaria a praticar Yôga, que ia concluir a pós-graduação de qualquer jeito; que ia dedicar mais tempo a pessoa amada, que ia e ia e ia..
Bem, procure perceber que isso tudo gerou em você, anos de condicionamento negativo. Toda vez que sinceramente se propõe a fazer algo, você deixa de contar com seu melhor parceiro: você mesmo! Cada vez que diz que vai, lá no fundo do seu ser, ecoa um sussurro: “Ah, lá vem ele de novo a mentir pra mim, me deixe continuar aqui no meu sono profundo, pois essa estória, todos nós já conhecemos o final”. Amigo, confie em mim; isso não é nada bom.
Claro que não vou finalizar a coluna de forma pessimista. Portanto, minha sugestão é a seguinte (experiência própria): quebre o fluxo contínuo desse ato. Crie outro tipo de condicionamento. Primeiro, tome o cuidado de dizer somente aquilo que poderá executar (caso tenha dúvidas se conseguirá, não diga). Inicie, pelas coisas mais simples. Por exemplo: se balbuciou que no domingo iria à confeitaria.. vá!, não importe o que aconteça. Se disse que passaria uma semana sem comer doces, cumpra o prazo pré-estabelecido. E assim, passo a passo, ou melhor, palavra a palavra. Acredite: em um ano, ficará surpreso com o enorme poder que emana de sua boca. E agora, o que é que tens pra me dizer?

Prof. Fábio Euksuzian

Autoconhecimento

Todos nós temos regiões desconhecidas, seja no corpo físico, na esfera emocional ou no que diz respeito ao que a nossa mente pensa ou deixa de pensar. Seriam como pontos cegos que você não vê, mas sabe que existem.

Quando alguém desenvolve mais lucidez sobre o corpo, as emoções e pensamentos, o resultado imediato é exercer melhor todas as funções e atividades, tanto no trabalho quanto no desporto, nos estudos, nas artes, etc. Passa a se relacionar melhor com a família, os amigos, os colegas de profissão.

O mundo está em constante transformação, bem como cada um de nós. Essa busca pelo autoconhecimento gera um indivíduo integrado com o seu tempo, preparado para os desafios que a vida naturalmente apresenta nos diversos papeis que exercemos.

A meditação, oriunda de tradições orientais muito antigas, é uma forma para atingir o autoconhecimento e vem sendo difundido no meio empresarial e desportivo como uma ferramenta para superar metas e alcançar objetivos. Muita gente acha que meditar é reduzir a consciência, mas é o contrário. É aumentá-la, é expandi-la, é adquirir mais lucidez. É nada mais do que um tipo de intuição, uma manifestação que todos nós já experimentamos, alguns mais outros menos. Trata-se de um canal que nos traz o conhecimento por via direta, sem a interferência do intelecto. Foi intuição aquele episódio familiar ou profissional no qual você sabia do fato, embora ninguém lhe tivesse dito ou telefonado. Simplesmente, você o sabia. Profissionalmente, talvez você o tenha deixado passar por não dispor de um respaldo racional, uma documentação ou  bibliografia. No entanto, se tivesse lançado mão daquele conhecimento intuicional, teria passado à frente da concorrência. Depois, bastaria procurar a documentação adequada, ou as estatísticas necessárias para fundamentar o que você já sabia – fundamentá-lo apenas para que os seus pares não pudessem questionar as suas fontes.

Você pode, também, começar esse processo refletindo constantemente sobre as coisas que gosta ou não de fazer, forjando assim um estilo de vida de acordo com aquilo que lhe traz mais felicidade. Pergunte-se quais são seus pontos fracos e busque se superar em cada um deles. Saiba quais são suas qualidades e atributos, gerando não somente autoconfiança, o que é imprescindível para superar obstáculos mas, principalmente, descobrindo onde e quando exercer o que faz melhor. É sua obrigação saber quais são suas paixões, o que ama e o que desgosta. Só assim poderá construir uma realidade e um futuro baseado em escolhas certas.

supere-se

Outra estratégia é lembrar de um momento da sua vida em que se sentiu melhor e mais feliz. Pergunte-se qual era o seu trabalho e quais as tarefas que exercia na época. Quem eram as pessoas mais próximas, os lugares que freqüentava, o seu esporte, as viagens, os hábitos em geral que caracterizavam aquela condição em que se encontrava. Realize uma verdadeira varredura em sua memória e descubra tudo o que fazia para aquela ocasião ter sido tão especial. Depois de refletir sobre isso, procure mudanças que se aproximem daquele instante, em busca do autoconhecimento.

Você pode ainda tomar consciência do seu próprio corpo. Comece, por exemplo, por descobrir qual é a sua respiração e como aperfeiçoá-la. Conheça seus limites físicos no que diz respeito ao alongamento, à flexibilidade, à resistência, através do esporte, da dança, de uma arte marcial ou de outro método que trabalhe o seu corpo. Tenha mais noção do espaço vital onde transita, gere consciência de movimento e observe como se desloca: se os objetos caem a sua volta ou não, se você tropeça enquanto caminha ou se jamais isso acontece.

Tudo isso, em última instância, conduz o indivíduo a conquistar mais lucidez sobre as coisas ao seu redor e, como consequência, a ter um nível muito maior de concentração sobre aquilo que realiza.

Inicie pelas ações cotidianas a ter mais autoconhecimento e aprofunde esse treinamento até descobrir o que lhe traz felicidade. Nos próximos dias, desafie-se a fazer menos ruído nas tarefas mais banais, como fechar uma porta, subir uma escada, colocar um copo na mesa. Amplie esse aprendizado para o seu corpo físico, emocional e mental e desenvolva-se de forma completa. Em outras palavras, dedique mais tempo e atenção para si mesmo.

Artigo publicado na Revista Sports Mag de setembro de 2013, escrito pela Profa. Naiana Alberti.

Bom relacionamento

O bom relacionamento com os colegas de trabalho é um dos principais factores de sucesso na vida profissional.
De nada adianta ser-se um profissional competente se não se sabe trabalhar em equipa e criar harmonia no ambiente de trabalho.

Um estudo da Universidade de Harvard mostra que 2/3 das demissões nas empresas são causadas por dificuldades de relacionamento com os colegas. Isso explica porque pessoas altamente profissionais e competentes no que fazem acabam por ser demitidas e outras – nem tão competentes assim – permanecem, atingindo promoções e melhores oportunidades de carreira. Logo, podemos concluir que competência técnica não é tudo e que aquelas pessoas que não têm uma boa habilidade para criar relacionamentos acabam por ter menos chances de sucesso.

O melhor de 2013

Aqui ficam os links dos 5 posts que mais agradaram em 2013!

O Post mais visto
Uma vida Interligada
Um pequeno documentário que apresenta importantes informações sobre questões éticas, ambientais, sustentabilidade e sociais dentro da temática do vegetarianismo e do consumo de produtos, que representa um assunto urgente e de vital importância para a sobrevivência de todo o planeta e da espécie humana, para o presente e o futuro.

Em segundo lugar
O que um mês de meditação pode fazer por si
O fotografo Peter Seider criou o projecto “Before and After” cujo objectivo era verificar os efeitos de um mês de prática intensiva de meditação. Acho que este post motivou muita gente para a temática da meditação.

Em terceiro lugar
A Filosofia da Qualidade de Vida
Um texto do super inspirado Professor Fábio Euksuzian.

Em quarto lugar
Exercício de meditação V
Um dos vários exercícios de meditação que partilhamos em 2013

Em quinto lugar
Experimente ficar focado!
Um texto sobre o poder das monotarefas.