Dia 15 de Dezembro – Tamas uddiyana bandha

Calendário do Advento
Desafio

Hoje vamos falar do tamas uddiyana bandha, também denominada sucção abdominal.

A palavra bandha significa bloqueio, contracção, reter, fechar. Já tamas quer dizer inercia, inactividade. E uddiyana, movimentar para cima, caminho ascendente.
O objectivo da execução dos bandhas é reter o prana (energia vital) em zonas específicas do corpo, para depois redirecionar essa energia para sushumna nadi (canal energético central) de forma a despertar a kundalini.

A sucção abdominal, tal como o nome indica, faz com que a zona abdominal seja sugada (recolhida) para trás e para cima. Pode ser feita em diferentes posições. Para quem nunca fez ou está agora a iniciar a sua prática de Yoga, sugerimos que execute o exercício em pé, com as pernas flexionadas e as mãos no alto das coxas. Os mais experientes poderão adoptar outras posições tais como o padmasana ou o samanasana.

Execução:

– Coloque-se em pé, com os pés afastados, joelhos flectidos, mãos sobre as coxas.
– O tronco inclina um pouco à frente.
– Inspire profundamente, expirando logo em seguida de forma rápida, esvaziando completamente os pulmões. Faça uma retenção sem ar.
– Sempre de pulmões vazios, afaste as costelas laterais e expanda o tórax;  puxe toda a região abdominal para dentro, em direcção à coluna e para cima, em direcção à garganta; pouse o queixo no peito (jalandhara bandha).
– Mantenha a retenção sem ar e a sucção abdominal e o queixo no peito, tanto tempo quanto lhe seja possível, dentro dos limites da sua capacidade.
– Quando chegar o momento de inspirar, comece por soltar os músculos abdominais, mantendo ainda os pulmões vazios; quando o abdómen voltar à sua posição, inspire lentamente.
– repita algumas vezes.

Efeitos:

  • melhora o funcionamento do sistema digestivo;
  • fortalece e torna mais consciente e flexível, o diafragma e outros músculos do sistema respiratório;
  • tonifica das vísceras, órgãos, músculos, nervos e glândulas;
  • contribui para o aumento da capacidade pulmonar;
  • é um preparatório para o nauli kriyá, uma técnica mais adiantada;

Prática:

  • execute durante os próximos dias, pela manhã, ainda em jejum:

 

Notas:

  • Procure a  supervisão e acompanhamento de um professor experiente.
  • Se sofre de doenças crónicas na área intestinal ou abdominal consulte o seu médico antes de executar o exercício.

Resultado de imagem para tamas uddiyana bandha

 

Anúncios

Dia 14 de Dezembro – Padmasana e a flor de lótus

Calendário do Advento
Cultura de Yoga

O padmasana é um dos asanas mais conhecidos do Yoga. É utilizado na meditação e também na prática de pranayama.

Padma quer dizer lótus.
Lótus é o nome de uma planta aquática muito apreciada na cultura oriental.

A devoção que a flor de lótus recebe na cultura hindu deve-se ao exemplo de comportamento que ela nos dá. A flor de lótus tem as suas raízes enterradas no lodo sujo, escuro e fétido. É  desse lodo que a planta retira todos os nutrientes para produzir pétalas limpas, perfumadas e de grande beleza. O lótus representa transmutação de algo que surge no lodo para alcançar a pureza e a beleza imaculadas.

Na nossa prática de Yoga vamos muitas vezes descobrir aspectos da nossa personalidade que não nos agradam, são o nosso lodo. Cabe-nos a nós, através do autoconhecimento adquirido com a prática, transmutar, florescer.

 

O padmasana é uma posição bastante exigente, por isso, é conveniente que seja acompanhado por um instrutor no seu processo de “construção” do asana.

Em termos físicos os efeitos do padmasama são uma maior irrigação nos órgãos da região pélvica, tonificando-os. Sob o ponto de vista psíquico facilita o o recolhimento interior.

O padmasana é considerado a postura ideal para praticar meditação e pranayama. Isso ocorre porque, uma vez na posição, o corpo é sustentado com esforço muscular mínimo. É, portanto, altamente repousante e permite completa quietude no corpo e, subsequentemente, na mente.

Acredita-se que o estado meditativo encorajado pelo padmasana estimula os bons pensamentos e reduz os negativos. Os textos hindus tradicionais afirmam que o padmasana destrói todas as doenças e desperta a energia da kundalini, permitindo que ela percorra a espinha dorsal.

Imagem relacionada

 

Dia 13 de Dezembro – O corpo de quem pratica Yoga

Calendário do Advento
Reflexão

A frase que todo o instrutor de Yoga já ouviu centenas de vezes: “acho que o Yoga não é para mim, o meu corpo não é flexível/forte/magro… o suficiente”.

Antes de desenvolver este tema, convém lembrar que Yoga não é ginástica ou actividade física. O Yoga, termo sânscrito que normalmente se traduz por união, é um movimento cultural que surgiu na Índia há milhares de anos e se começou a espalhar pelo mundo no século XX. De forma simplificada, o Yoga é uma filosofia que visa à identificação do ser humano com a sua própria natureza e integração com o universo. De uma forma mais formal podemos dizer que o Yoga é uma disciplina que pretende levar o praticante a um estado de libertação. Nas palavras do sábio hindu Swami Sivananda, “Yoga é a integração e harmonia entre pensamentos, palavras e acções, ou integração entre cabeça, coração e mãos.”

Apesar desta explicação sobre o que é o Yoga ser muitíssimo breve, fica claro que o objectivo desta disciplina milenar não é de todo trabalhar o físico. No entanto, as técnicas do Yoga mais populares no ocidente (asana e pranayama) têm um impacto muito positivo no corpo, saúde e vitalidade de quem as pratica. Talvez por isso, muitos associem Yoga a corpos trabalhados e com aspecto saudável, mas isso é mera consequência da prática e não o seu objectivo.

Regressando ao nosso tema inicial: Como é o corpo de quem pratica Yoga?

É o seu, tal qual está neste momento! Não existe “um corpo” para praticar Yoga. O Yoga é para todos, flexíveis ou pouco flexíveis, altos ou magros, fortes ou fracos. Não existe nenhum pré-requisito físico para praticar Yoga.

O Yoga não estimula a competitividade ou o julgamento, pelo contrário a prática deve trazer auto-aceitação. O Yoga vai ajudá-lo a amar, respeitar e compreender o seu corpo.

Com milhares seguidores no Instagram, a professora de Yoga Dana Falsetti (nas fotos), está a usar o seu perfil para provar que a prática é para todos os tipos de corpos.

 

Dia 12 de Dezembro – 108 e o Japamala

Calendário do Advento
Cultura do Yoga

É comum ver praticantes de Yoga com um colar no pescoço, trata-se do japamala.

Japa quer dizer repetição e mala cordão. O japamala é feito com um cordão de algodão, contas (podem ser de madeira, sementes, pedras ou cristais), um meru (divisor que marcar o início e o fim das repetições), e uma franja de algodão ou seda.

O japamala pode ter 108, 57 ou 27 contas. É usado na meditação para que o praticante possa repetir o mantra sem se preocupar com a contagem. Com ele podem entoar-se mantras, passagens das escrituras, frases, nomes de divindades, etc..

O número 108

O número 108 é tido como um número sagrado no hinduísmo. Está presente em diversos elementos da tradição hindu.

  • japamala  tem 108 contas.
  • De acordo com a tradição do Yoga existem 108 lugares sagrados na Índia.
  • Há 108 Upanishads (textos sagrados).
  • A Ayurveda considera 108 pontos de energia (marmas) ao longo do corpo.
  • O alfabeto sânscrito possui 54 letras ou fonemas masculinos e 54 que são chamados de femininos, resultando em 108 fonemas.
  • A soma de 1+0+8 é igual a 9, e 9 é um número sagrado para os Hindus.

Diz-se também que  durante o período Védico os sábios observaram a natureza e perceberam que havia várias relações estabelecidas através do número 108. Entre elas:

  •  A distância entre o Sol e a Terra é de aproximadamente 108 vezes o diâmetro do Sol.
  • A distância entre a Lua e a Terra é de aproximadamente 108 vezes o diâmetro da Lua.

Sementes de Rudraksha

As sementes de rudraksha são o mais famoso material utilizador para fabricar o japamala.

Rudraksha significa “lágrima de Shiva”, e é a semente de uma árvore encontrada na Índia, Nepal e Tibete. Na cultura hindu é muito apreciada pois diz-se que tem propriedades medicinais.

Imagem relacionada

Dia 11 de Dezembro – Desligar o piloto automático

Calendário do Advento
Desafio

O desafio que propomos hoje tem por objecto trabalhar a atenção plena!

Dizemos que estamos em piloto automático quando conseguimos realizar uma tarefa com tal desenvoltura que nem precisamos pensar para o fazer. O nosso piloto automático pode ser muito útil para nos ajudar a expandir a memória e criar novos hábitos, mas também pode gerar momentos inconvenientes.

.:O lado bom do piloto automático:.

Lembra-se da altura em que começou a aprender a escrever as primeiras letras? Cada letra era um processo lento e exigente, mas à medida que foi praticando tudo se tornou mais rápido e fácil, e hoje consegue escrever quase sem olhar para o papel.
Quando aprendeu a conduzir, provavelmente achou tudo muito complexo. Era necessário prestar atenção a várias coisas ao mesmos tempo e coordenar vários movimentos. À medida que a condução foi melhorando, aprendeu a fazer tudo sem esforço e agora até consegue conduzir e manter uma conversa ao mesmo tempo.
Tudo isto são hábitos em cadeia coordenados pelo seu piloto automático.

.:O lado mau do piloto automático:.

Já lhe aconteceu sair de casa para ir passear e dar por si a caminho do trabalho? Ou ligar o computador para enviar um email e acabar por se distrair e fazer outras coisas, para desligar o computador sem enviar a mensagem pretendida? Estes são os momentos em que o piloto automático está a controlar a nossa vida. Acontece quando estamos stressados, cansados, sobrecarregados.

Exercício: Tire um momento do seu dia para praticar a atenção plena (ou meditação sem sentar o rabo na almofada 🙂 )

Escolha uma tarefa e execute-a com atenção total, sem tirar a atenção do que está a fazer. Alguns exemplos:

  •  Comer: Explore uma refeição do seu dia com todos os sentidos, foque  a sua atenção no processo de comer em vez de no telemóvel, na televisão ou noutra distracção.
  •  Caminhar: Faça uma caminhada com atenção no corpo, especialmente no contacto que os  pés fazem com o chão.
  • Respiração: faça uma pausa e observe a sua respiração, fique aí alguns instantes.
  • Conduzir: Experimente conduzir com o rádio desligado,preste atenção ao sinais de transito, aos barulhos, aos outros condutores.
  • Usar a mão não dominante: Uma boa forma de treinarmos a nossa presença é procurar fazer algumas actividades com a mão não dominante (ex. lavar os dentes, escrever, comer…).
  • Ouça uma música: durante o tempo que a música durar, apenas ouça, aprecie cada nota.

 

Dia 10 de Dezembro – Equilíbrio

Calendário do Advento
Reflexão

“Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara – fazer a coisa certa no momento certo. Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.

Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.

Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo.” Brahama Kumaris

E para ti, o que significa equilíbrio?
Tira uns minutos do teu dia para pensares na tua definição de equilíbrio.

Dia 9 de Dezembro – Bolo de Aveia e frutos secos

Calendário do Advento
Receita

Para acompanhar o Chai, que foi a nossa proposta da semana passada, sugerimos um bolo.

.:Bolo de Aveia e frutos secos:.

Ingredientes:
3 chávenas de aveia prensada
2 chávenas de farinha de trigo
2 chávenas de açúcar mascavado
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 1/2 colher de chá de canela
1 3/4 de chávena de leite de coco
3/4 chávena de óleo vegetal
1 1/2 chávena de frutas secas de qualquer tipo

Preparação:
– misture todos os ingredientes secos
– acrescente o óleo, o leite de coco e misture bem
– junte as frutas e coloque a massa numa forma untada e enfarinhada e leve ao forno baixo por 40 a 50 minutos

Receita do livro “O Gourmet Vegetariano”, Rosângela de Castro