Dia 14 de Dezembro – Padmasana e a flor de lótus

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Cultura de Yoga

O padmasana é um dos asanas mais conhecidos do Yoga. É utilizado na meditação e também na prática de pranayama.

Padma quer dizer lótus.
Lótus é o nome de uma planta aquática muito apreciada na cultura oriental.

A devoção que a flor de lótus recebe na cultura hindu deve-se ao exemplo de comportamento que ela nos dá. A flor de lótus tem as suas raízes enterradas no lodo sujo, escuro e fétido. É  desse lodo que a planta retira todos os nutrientes para produzir pétalas limpas, perfumadas e de grande beleza. O lótus representa transmutação de algo que surge no lodo para alcançar a pureza e a beleza imaculadas.

Na nossa prática de Yoga vamos muitas vezes descobrir aspectos da nossa personalidade que não nos agradam, são o nosso lodo. Cabe-nos a nós, através do autoconhecimento adquirido com a prática, transmutar, florescer.

 

O padmasana é uma posição bastante exigente, por isso, é conveniente que seja acompanhado por um instrutor no seu processo de “construção” do asana.

Em termos físicos os efeitos do padmasama são uma maior irrigação nos órgãos da região pélvica, tonificando-os. Sob o ponto de vista psíquico facilita o o recolhimento interior.

O padmasana é considerado a postura ideal para praticar meditação e pranayama. Isso ocorre porque, uma vez na posição, o corpo é sustentado com esforço muscular mínimo. É, portanto, altamente repousante e permite completa quietude no corpo e, subsequentemente, na mente.

Acredita-se que o estado meditativo encorajado pelo padmasana estimula os bons pensamentos e reduz os negativos. Os textos hindus tradicionais afirmam que o padmasana destrói todas as doenças e desperta a energia da kundalini, permitindo que ela percorra a espinha dorsal.

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Dia 13 de Dezembro – O corpo de quem pratica Yoga

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Reflexão

A frase que todo o instrutor de Yoga já ouviu centenas de vezes: “acho que o Yoga não é para mim, o meu corpo não é flexível/forte/magro… o suficiente”.

Antes de desenvolver este tema, convém lembrar que Yoga não é ginástica ou actividade física. O Yoga, termo sânscrito que normalmente se traduz por união, é um movimento cultural que surgiu na Índia há milhares de anos e se começou a espalhar pelo mundo no século XX. De forma simplificada, o Yoga é uma filosofia que visa à identificação do ser humano com a sua própria natureza e integração com o universo. De uma forma mais formal podemos dizer que o Yoga é uma disciplina que pretende levar o praticante a um estado de libertação. Nas palavras do sábio hindu Swami Sivananda, “Yoga é a integração e harmonia entre pensamentos, palavras e acções, ou integração entre cabeça, coração e mãos.”

Apesar desta explicação sobre o que é o Yoga ser muitíssimo breve, fica claro que o objectivo desta disciplina milenar não é de todo trabalhar o físico. No entanto, as técnicas do Yoga mais populares no ocidente (asana e pranayama) têm um impacto muito positivo no corpo, saúde e vitalidade de quem as pratica. Talvez por isso, muitos associem Yoga a corpos trabalhados e com aspecto saudável, mas isso é mera consequência da prática e não o seu objectivo.

Regressando ao nosso tema inicial: Como é o corpo de quem pratica Yoga?

É o seu, tal qual está neste momento! Não existe “um corpo” para praticar Yoga. O Yoga é para todos, flexíveis ou pouco flexíveis, altos ou magros, fortes ou fracos. Não existe nenhum pré-requisito físico para praticar Yoga.

O Yoga não estimula a competitividade ou o julgamento, pelo contrário a prática deve trazer auto-aceitação. O Yoga vai ajudá-lo a amar, respeitar e compreender o seu corpo.

Com milhares seguidores no Instagram, a professora de Yoga Dana Falsetti (nas fotos), está a usar o seu perfil para provar que a prática é para todos os tipos de corpos.

 

Dia 12 de Dezembro – 108 e o Japamala

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Cultura do Yoga

É comum ver praticantes de Yoga com um colar no pescoço, trata-se do japamala.

Japa quer dizer repetição e mala cordão. O japamala é feito com um cordão de algodão, contas (podem ser de madeira, sementes, pedras ou cristais), um meru (divisor que marcar o início e o fim das repetições), e uma franja de algodão ou seda.

O japamala pode ter 108, 57 ou 27 contas. É usado na meditação para que o praticante possa repetir o mantra sem se preocupar com a contagem. Com ele podem entoar-se mantras, passagens das escrituras, frases, nomes de divindades, etc..

O número 108

O número 108 é tido como um número sagrado no hinduísmo. Está presente em diversos elementos da tradição hindu.

  • japamala  tem 108 contas.
  • De acordo com a tradição do Yoga existem 108 lugares sagrados na Índia.
  • Há 108 Upanishads (textos sagrados).
  • A Ayurveda considera 108 pontos de energia (marmas) ao longo do corpo.
  • O alfabeto sânscrito possui 54 letras ou fonemas masculinos e 54 que são chamados de femininos, resultando em 108 fonemas.
  • A soma de 1+0+8 é igual a 9, e 9 é um número sagrado para os Hindus.

Diz-se também que  durante o período Védico os sábios observaram a natureza e perceberam que havia várias relações estabelecidas através do número 108. Entre elas:

  •  A distância entre o Sol e a Terra é de aproximadamente 108 vezes o diâmetro do Sol.
  • A distância entre a Lua e a Terra é de aproximadamente 108 vezes o diâmetro da Lua.

Sementes de Rudraksha

As sementes de rudraksha são o mais famoso material utilizador para fabricar o japamala.

Rudraksha significa “lágrima de Shiva”, e é a semente de uma árvore encontrada na Índia, Nepal e Tibete. Na cultura hindu é muito apreciada pois diz-se que tem propriedades medicinais.

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Dia 11 de Dezembro – Desligar o piloto automático

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Desafio

O desafio que propomos hoje tem por objecto trabalhar a atenção plena!

Dizemos que estamos em piloto automático quando conseguimos realizar uma tarefa com tal desenvoltura que nem precisamos pensar para o fazer. O nosso piloto automático pode ser muito útil para nos ajudar a expandir a memória e criar novos hábitos, mas também pode gerar momentos inconvenientes.

.:O lado bom do piloto automático:.

Lembra-se da altura em que começou a aprender a escrever as primeiras letras? Cada letra era um processo lento e exigente, mas à medida que foi praticando tudo se tornou mais rápido e fácil, e hoje consegue escrever quase sem olhar para o papel.
Quando aprendeu a conduzir, provavelmente achou tudo muito complexo. Era necessário prestar atenção a várias coisas ao mesmos tempo e coordenar vários movimentos. À medida que a condução foi melhorando, aprendeu a fazer tudo sem esforço e agora até consegue conduzir e manter uma conversa ao mesmo tempo.
Tudo isto são hábitos em cadeia coordenados pelo seu piloto automático.

.:O lado mau do piloto automático:.

Já lhe aconteceu sair de casa para ir passear e dar por si a caminho do trabalho? Ou ligar o computador para enviar um email e acabar por se distrair e fazer outras coisas, para desligar o computador sem enviar a mensagem pretendida? Estes são os momentos em que o piloto automático está a controlar a nossa vida. Acontece quando estamos stressados, cansados, sobrecarregados.

Exercício: Tire um momento do seu dia para praticar a atenção plena (ou meditação sem sentar o rabo na almofada 🙂 )

Escolha uma tarefa e execute-a com atenção total, sem tirar a atenção do que está a fazer. Alguns exemplos:

  •  Comer: Explore uma refeição do seu dia com todos os sentidos, foque  a sua atenção no processo de comer em vez de no telemóvel, na televisão ou noutra distracção.
  •  Caminhar: Faça uma caminhada com atenção no corpo, especialmente no contacto que os  pés fazem com o chão.
  • Respiração: faça uma pausa e observe a sua respiração, fique aí alguns instantes.
  • Conduzir: Experimente conduzir com o rádio desligado,preste atenção ao sinais de transito, aos barulhos, aos outros condutores.
  • Usar a mão não dominante: Uma boa forma de treinarmos a nossa presença é procurar fazer algumas actividades com a mão não dominante (ex. lavar os dentes, escrever, comer…).
  • Ouça uma música: durante o tempo que a música durar, apenas ouça, aprecie cada nota.

 

Dia 10 de Dezembro – Equilíbrio

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Reflexão

“Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara – fazer a coisa certa no momento certo. Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.

Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.

Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo.” Brahama Kumaris

E para ti, o que significa equilíbrio?
Tira uns minutos do teu dia para pensares na tua definição de equilíbrio.

Dia 9 de Dezembro – Bolo de Aveia e frutos secos

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Receita

Para acompanhar o Chai, que foi a nossa proposta da semana passada, sugerimos um bolo.

.:Bolo de Aveia e frutos secos:.

Ingredientes:
3 chávenas de aveia prensada
2 chávenas de farinha de trigo
2 chávenas de açúcar mascavado
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 1/2 colher de chá de canela
1 3/4 de chávena de leite de coco
3/4 chávena de óleo vegetal
1 1/2 chávena de frutas secas de qualquer tipo

Preparação:
– misture todos os ingredientes secos
– acrescente o óleo, o leite de coco e misture bem
– junte as frutas e coloque a massa numa forma untada e enfarinhada e leve ao forno baixo por 40 a 50 minutos

Receita do livro “O Gourmet Vegetariano”, Rosângela de Castro

Dia 8 de Dezembro – Saudação ao Sol

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Desafio

Quando os alunos me pedem uma prática para fazer em casa, a primeira coisa que me vem à mente é a Saudação ao Sol (Surya Namaskar). É uma prática simples, acessível e com óptimos efeitos.

Surya significa Sol, Namaskar representa um gesto ou uma palavra de cumprimento ou de saudação. Traduzindo literalmente Surya Namaskara é a Saudação ao Sol.

Existem várias formas de praticar a saudação ao Sol. Cada tradição de Yoga derivou a sua própria forma de fazer esta sequência de posições, ou asanas como designamos no contexto do Yoga.

A Saudação ao Sol é, geralmente, uma sequência de 12 asanas, que começa num primeiro asana em pé e termina nesse mesmo asana como um ciclo que se completa.

Esta prática apresenta uma natureza cíclica/rítmica que sintoniza com os ritmos da natureza. Tudo à nossa volta é cíclico, as estações do ano; os meses do ano; o dia e a noite; a vida, morte e renascimento… mas também no nosso corpo: a respiração, os batimentos cardíacos, o ciclo menstrual das mulheres, etc, os nossos biorritmos apresentam, em geral, uma natureza cíclica.

A prática da Saudação ao Sol é um sadhana  em si mesma, à qual se podem adicionar técnicas de respiração, visualização e concentração. É uma boa forma de começar o dia, proporcionando um aumento de vitalidade e dinamismo. A diversidade e alternância de movimentos que variam entre extensões, flexões, e exercícios de força,  diminuem a rigidez corporal e ajudam a tornar o corpo mais forte e flexível.

Desafio: Praticar a Saudação ao Sol amanhã de manhã 🙂 🙂 🙂

Faça a Saudação ao Sol que aprendeu nas suas aulas de Yoga, com a respiração que lhe foi transmitida pelo seu Instrutor. Execute dez repetições.

O Surya Namaskar  fortalece as costas, tonifica os músculos e concentra a mente.