Dia 22 de Dezembro – Cuidar de nós

Calendário do Advento
Reflexão

Cuidar de nós, talvez seja um dos maiores ensinamentos do Yoga!
Às vezes andamos demasiado ocupados com o mundo lá fora, que nos esquecemos de nós.Não há nada de errado em cuidar de nós, não é egoísmo. Quando cuidamos de nós, tornamo-nos melhores pessoas e somos melhores em tudo o que fazemos.

Existem algumas coisas simples e bem básicas que nos ajudam a estar bem física e mentalmente .

Durma Bem – Um sono regenerador tem um grande impacto na nossa performance cognitiva e física e também na forma como nos alimentamos. Dormir pouco faz com que o cérebro pense que precisamos de mais energia e isso vai causar o aumento da ingestão calórica ao longo do dia e uma apetência maior por alimentos de pior qualidade e bebidas estimulantes. Além disso, dormir pouco deixa-nos menos criativos, mais stressados e com maior propensão para a irritabilidade.

Coma Bem – A alimentação tem um grande impacto nos nossos níveis de energia e claro na nossa saúde. A má alimentação é hoje em dia vista como causa de insucesso escolar, obesidade e doenças.

Beba água – Sabia que os nossos músculos são 75% de água, o nosso sangue é 82% de água, os nossos pulmões são 90% de água e o nosso cérebro é 76% de água. Já imaginou o que a falta de água pode fazer ao seu corpo?

Mova o seu corpo – A Organização Mundial de Saúde considera que a falta de actividade física é o quarto factor de risco para a mortalidade global e este parece ter um efeito comparável ao tabagismo e à obesidade. Não pense apenas em ficar em forma ou em trabalhar o corpo para o verão. Lembre-se que a actividade física é uma das melhores formas de combater o stress e ajuda-o a sentir-se bem no seu corpo. Experimente o Yoga!

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Dia 21 de Dezembro – Solstício de Inverno

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Reflexão

Hoje ocorre o solstício de inverno. Temos a noite mais longa do ano e o início do inverno.

O inverno é época da semeadura. Durante o inverno, devemos procurar, tal como o semeador, os melhores grãos. Isto é, estamos na época de pensar nos nossos objetivos para o novo ciclo, conforme a experiência que foi adquirida no ciclo anterior.

Os frutos da colheita anterior já foram apanhados. Agora é o momento para selecionar os melhores, obter as suas sementes e voltar a semear. Há frutos que se estragaram, apodreceram ou não se desenvolveram bem. Esses devem ser eliminados e devemos procurar ficar apenas com os melhores. Esta é a altura para pensar, analisar o ciclo anterior e começar a preparar o próximo.

No inverno tudo parece estar um pouco adormecido, parado, e até congelado, mas, na verdade, grandes crescimentos estão a ocorrer. As sementes que estão dentro da Terra começam a enraizar. O crescimento é para dentro. É através do crescimento interior,dessas raízes, que a planta vai desabrochar na primavera.

Na metáfora da Terra que se deixa renovar e purificar pelo inverno, podemos transformar os acontecimentos em experiência de vida, preparando-nos para períodos de crescimento. Esta é a época para nos libertarmos de velhos padrões negativos de comportamento, e começarmos a preparação para as mudanças que queremos ver surgir. A energia do inverno ajuda as pessoas a atingirem uma compreensão das suas próprias vidas, a ter a aceitação do que elas alcançaram ou não.

Permita-se fazer uma pausa para poder analisar o ano que passou e começar a criar um novo ano!

Dia 20 de Dezembro – Como estão os seus abdominais?

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Desafio

A boa forma abdominal é muito importante para a prática do Yoga, mas também para o nosso bem-estar geral.

O fortalecimento da musculatura abdominal é fundamental para a manutenção de uma posição correcta ao longo do dia, ajuda a prevenir o aparecimento de lesões causadas por má posição ou pelo impacto de determinadas práticas desportivas, melhora o funcionamento do sistema digestivo, e claro, a parte estética também sai beneficiada.

Os nossos abdominais suportam a zona lombar, a coluna e os órgãos internos. Quem sofre de dores na zona lombar, provavelmente precisa de fortalecer os abdominais para ajudar a suportar essa área da coluna.

Na prática de Yoga, a boa forma abdominal é fundamental para conquistar muitas das técnicas musculares e invertidas e até para sentar nas posições de meditação e respiração.

Em termos emocionais a nossa força interior está no abdómen. É o nosso centro de equilíbrio e harmonia. Segundo os orientais, a prisão de ventre é materialização do medo de perder as coisas, como dinheiro, família, amigos,etc.. Quem não se liberta de pensamentos antigos também gera prisão de ventre. A falta de força no abdómen pode gerar medo, insegurança, frustração, dúvidas. Até porque é aqui que está situado o manipura chakra, o centro do poder pessoal.

A prática de Yoga foca-se em equilibrar o corpo, partindo do centro para as extremidades. Hoje deixamos três exercícios, para ir introduzindo na sua rotina de prática, que são óptimos para os abdominais.

  1. A prancha com os braços flexionados, que foi o primeiro desafio deste Calendário do Advento. Podem ver aqui: Desafio da prancha. É óptimo para fortalecer os abdominais.
  2. O tamas uddiyana bandha, que foi o desafio publicado no dia 15 de Dezembro, e podem ver aqui: Tamas uddiyana bandha . É muito bom para melhorar o funcionamento dos sistemas digestivo e excretor.
  3. O vajrôlyasana ou navasana, perfeito para fortalecer a lombar. Que descrevemos a seguir.

Dicas de execução:

  • partindo da posição sentada, eleve as pernas e estenda os braços;
  • coloque o peso na parte na parte da frente das ancas, longe do cóccix;
  • mantenha a coluna direita e garanta que a zona lombar não se curva;
  • deve ativar em simultâneo os músculos do assoalho pélvico;
  • deve ativar  os músculos da parede abdominal (debaixo para cima desde o púbis);
  • procure não acumular tensão muscular na  cervical;

 

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Dia 19 de Dezembro – O Velho Samurai

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Reflexão

Perto de Tóquio vivia um grande Samurai que dedicava os seus dias a ensinar a sua arte aos mais jovens. Apesar da idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido pela sua total falta de escrúpulos apareceu na aldeia do velho Samurai. Era famoso por utilizar a técnica da provocação. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.  Conhecendo a reputação do velho Samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar a sua fama. Os alunos do Samurai manifestaram-se contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da aldeia, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Atirou algumas pedras na sua direcção, cuspiu no seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendeu inclusive os seus ancestrais.  Durante horas fez de tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.  No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: “Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou a sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?”

“Se alguém chega até ti com um presente, e tu não o aceitas, a quem pertence o presente?” – perguntou o Samurai. “A quem tentou entregá-lo” – respondeu um dos discípulos. “O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos” – disse o mestre. “Quando não são aceites, continuam a pertencer a quem os carregava consigo. A tua paz interior, depende exclusivamente de ti. As pessoas não podem tirar-te a calma, só se tu permitires…”

Autor desconhecido

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Dia 18 de Dezembro – O OM

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Cultura do Yoga

O OM é o símbolo universal do Yoga, nas escrituras hindus é descrito como “o absoluto sonoro”, um som ou uma vibração que representa o universo como uma totalidade.  As escrituras contam que o mantra Om, amplificado na caixa de ressonância do vazio primordial, se propagou até criar o espaço e as galáxias.
O OM é também um mantra, uma sílaba sagrada, símbolo de Brahman, o Ser Absoluto.

O OM é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra . ´´E por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho: “este Átman é o mantra eterno OM, os seus três sons, au e m, são os três primeiros estados de consciência, e esses três estados são os três sons”.

Na tradição do Yoga a meditação no som OM é considerada muito poderosa. A realização desta meditação pode ser feita por mentalização do som, também chamada de manasika mantra ou mantra mental; pela visualização da sua forma, como yantra ou objecto de concentração; ou ainda pela simples repetição ou japa do mantra.

Existem muitas formas de vocalizar o mantra OM. Por exemplo:

  1. OM, OM, OM, OM – repetido inúmeras vezes, sem espaço entre uma emissão sonora e a seguinte.
  2. OOOM, OOOM, OOOM,OOOM – alongando a sílaba e com uma pequena pausa entre um som e o outro.
  3. OOOOOOMMMMMMMM – contínuo como uma onda.

O OM é também o som semente do ajña chakra, o chakra responsável pela meditação, pelo intelecto e pela vida espiritual. Ao proferir o OM estamos a estimular os processos que levam ao estado de meditação.

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Dia 17 de Dezembro – O Sábio e o Ladrão

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Reflexão

“Em um distante povoado da Índia Antiga, havia um ladrão e um sábio. O primeiro assombrava as redondezas com seus furtos e surtos de bebedeira; o segundo ensinava Yoga para aqueles que achava que mereciam.

Tanto o sábio quanto o ladrão ganhavam fama no vilarejo e já haviam escutado falar bastante um do outro, até que em um belo dia, o ladrão foi procurar o mestre. Peregrinou durante dias pelas gélidas montanhas dos Himalayas, até encontrar a choupana do velho sábio que atendeu a porta sem surpresa alguma como se já esperasse a visita do dito cujo.

O ladrão, respeitosamente disse ao mestre que havia escutado sobre os poderes do Yoga e queria aprendê-lo. O sábio, pensativo, coçou a longa barba branca por alguns instantes e impôs três condições para a transmissão do conhecimento: o aprendiz deveria parar de roubar, beber e mentir.

O ladrão saiu de lá consternado, matutando como iria fazer para resolver aquela complicada equação. No caminho de volta, disse para si mesmo: “Deixar de roubar não posso, afinal, é meu ganha-pão. Beber é meu único momento de lazer…é, vou parar de mentir.”

Naquela mesma noite o ladrão foi fazer um roubo, e não era um qualquer: surrupiaria os tesouros do rei. Vestiu-se adequadamente e dirigiu-se ao palácio, pulou o muro e logo se deparou com o rei, que estava caminhando pelos jardins de sua morada. Um olhou para o outro. O rei logo disparou: “Quem é você?”

E o ladrão que havia feito voto de não mentir, disse com toda a sinceridade interesseira: “Sou um ladrão.”

“E o que é que veio fazer aqui?” – indagou o rei.

“Roubar o tesouro do rei”, respondeu, de bate-pronto. “E você, quem é?”, perguntou o larápio.

O monarca pensou por alguns instantes e lançou: “Eu também sou um ladrão e, por incrível que pareça, estou aqui para o mesmo intento. Por que não fazemos o roubo juntos e o dividimos, visto que já consegui a chave dos cofres do palácio?”

E foram juntos até o local. Ao chegar lá, o rei disse para o malandro esperar, foi até seu próprio cofre, colocou tudo em um saco deixando apenas um diamante para trás.

Entregou tudo ao ladrão e, antes que este fosse embora, perguntou-lhe o nome e o endereço para que pudessem efetuar mais “trabalhos” juntos. Outra vez, o sujeito se lembrou de sua promessa de falar a verdade e respondeu sinceramente ao que o soberano queria.

Assim que o ladrão passou por cima do muro, o rei chamou seus guardas, juntamente com seu secretário. Aos primeiros, entregou a localização do bandido e mandou que o trouxessem de volta. Ao segundo, pediu para que fosse ao cofre e verificasse se havia sobrado algo do assalto.

O secretário foi até lá, avistou o único diamante que o rei havia deixado propositadamente, olhou para os lados e, como não havia ninguém por perto, “sequestrou” a jóia. Voltando à presença do rei, relatou: “Não sobrou nada, majestade.”

Nesse mesmo instante, chegaram os guardas carregando o ladrão que, fitando o rei, vociferou: “E depois ainda dizem que eu é que sou mentiroso!” O rei sorriu e bradou solenemente: “Conheci as figuras mais poderosas de toda esta terra, negociei com magnatas, joguei com políticos, viajei com empresários. No entanto, apesar de ser um ladrão, você é um dos homens mais sinceros que já conheci em toda a minha vida. Portanto, farei de você meu novo secretário.” Em seguida, olhou para seu ex-secretário e ordenou: “Guardas, prendam-no!”

Passados alguns meses, o ex-ladrão foi encontrar o sábio. Ao encontra-lo disse: “Estou pronto.” O Mestre o fitou com certo ar de indagação. Então, o rapaz explicou:

– “Como não conseguiria realizar as três mudanças ao mesmo tempo, optei inicialmente por não mentir e isso me fez conseguir um bom emprego, me fazendo desistir de roubar, por não ser mais necessário. Como consequência, conheci outras formas de diversão que não fosse a bebida.”

E o mestre sorriu: “Agora, vamos ao ensinamento do Yoga”.

Você deve estar se perguntado qual é a moral da estória. Creio que sejam várias as conclusões a serem tiradas desta antiga parábola oriental, desde preceitos filosóficos até decisões pessoais. No entanto, quero chamar a atenção para o fato do direcionamento do foco e das energias.

Em muitas situações de nossas vidas, sempre há muito a ser pensado e realizado e frequentemente queremos resolver tudo em um só tempo, sem haver preparação e disponibilidade para tanto.

O resultado final é que não se chega a lugar algum – há uma dispersão de objetivos.

A estória acima nos ensina a questão da prioridade e da percepção de que uma coisa puxa a outra, nas boas e nas más ações. O que quero dizer é que se deve detectar o ponto que necessita de reparos urgentes. Feito isso, ataque-o sem desvio de rota e notará que se obtiver êxito, no final das contas, áreas que talvez você nem imaginasse receberão também melhorias como consequência daquela ação. Tudo é interligado, nada caminha isoladamente. Dê uma atenção especial a isso e verá que aquela frase dita pela personagem de Tom Cruise, no subestimado filme Vanilla Sky, tem toda a razão de ser:

– As pequenas coisas… o quão grandes elas são.

Texto do Professor Fábio Euksuzian

retirado daqui: http://fabioeuk.org/

Dia 16 de Dezembro – Bolinhas energéticas

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Receita

Bolinhas energéticas, veganas  e saudáveis, que se preparam em poucos minutos e são um óptimo snack para levar para qualquer lado.

Ingredientes:
– 150g de amêndoas torradas (9-10 minutos a  180 graus)
– 70g tamâras (deixar em água por  30 minutos)
– 50g grão de bico cozido

Triturar as amêndoas até o momento em que elas começam a formar manteiga. Adicione o resto e esmague novamente. Forme as bolas com as mãos, e coloque no frigorífico.

Receita daqui: ChefBosquet