Rest Day

Dia 6 de abril vai decorrer a I Edição do Rest Day Festival em Santo Tirso. Um verdadeiro tributo ao estilo de vida saudável! —> Nova Data: 4 de Maio

Somos parceiros deste evento, por isso, podem adquirir bilhetes no nosso espaço.

Progrma do Evento aqui: https://restday.pt/

No dia 6 de Abril chegue cedo e prepare-se para uma “saudação ao sol”  seguido de 5 Km de corrida ou caminhada ao ritmo de muita animação.  Depois regresse ao recinto e desfrute de tudo o que o festival tem  para lhe oferecer nas diversas áreas do festival: Palco principal;  espaço Yoga; espaço Kids; Espaço Massagens; área de meditação; área  Pilates e Tai-chi; área (aero e acro yoga); showcooking; Bazar; Reiki.
O festival terá de oferta: aulas de yoga de diferentes  modalidades(hatha; kundalini; ashtanga; Lu Jong (tibetano); yoga para  crianças; acro yoga; aeroyoga; pilates; meditação guiada; concerto de  relaxamento ao som de taças tibetanas; Om Chanting;Biodanza;  workshops/palestras sobre meditação, sustentabilidade, saúde e bem  estar,…, massagens, body paiting, Reiki, showcookings; stands de  venda de produtos ecológicos ligados ao bem estar, cosmética natural e  alimentação.

 

 

Solstício de Verão

O dia 21 de Junho é o dia mais longo do ano no hemisfério norte e é também a data em que se celebra o dia internacional do Yoga. É o momento de celebrar a luz, a vida e a conexão com a natureza.

Com o ritmo acelerado das grandes cidades e a overdose diária de compromissos, o tempo torna-se escasso. Não há tempo para sentir, respirar, apreciar, silenciar,…

Por isso, praticar Yoga faz cada vez mais sentido. A tua prática é o teu momento, é o teu tempo de qualidade para te cuidares e despertares o que há de melhor em ti! O Yoga ajuda-nos a viver no momento presente, “no aqui e agora”. Com o Yoga aprendemos a apreciar mais, sentir mais, viver mais.

Desejamos um feliz dia internacional do Yoga a todos os praticantes! E que cada vez mais pessoas se juntem a nós e possam usufruir desta prática.

 

 

Yoga e Naureza

Na Casa do Yoga procuramos todos os anos realizar algumas actividades ao ar livre. Consideramos o contacto com a natureza muito importante para o nosso bem estar e saúde.

Ar Puro – respirar ar puro ajuda a regular os níveis de serotonina, um neurotransmissor que nos ajuda, entre outras coisas, a manter o bom humor.

Respiração – o Yoga possui exercícios respiratórios que produzem óptimos resultados na nossa saúde e bem-estar, realizados ao ar livre são ainda melhores.

Sol e vitamina D – a luz do sol é importante para a produção de melatonina, que é responsável por regular o nosso relógio biológico; o sol também activa a vitamina D que é importante para a saúde dos ossos, dos dentes e para a assimilação do cálcio.

Terra –  as grandes cidades criam  uma desconexão entre nós e a natureza, é muito importante resgatar essa conexão. Passar algum tempo na natureza ajuda-nos a “desligar”, e por isso, os níveis de energia e concentração aumentam.


Foto da última actividade realizada ao ar livre: Stand Up Paddle 

A roupa certa para a sua prática de Yoga

A roupa adequada para o Yoga é aquela que não atrapalha e que conseguimos esquecer que a temos quando estamos a praticar. Um simples detalhe como uma roupa bem escolhida pode fazer com que se mantenha mais focado durante a prática e obtenha um desempenho melhor nas técnicas corporais.

Então, vamos aos detalhes:

  • Menos é mais! Use apenas o essencial. Não leve para a prática relógios, pulseiras, anéis, colares ou brincos compridos. Lembre-se que o corpo também respira pela pele, logo devemos cobrir-lo o mínimo possível.

 

  • A roupa deve ser sempre adequada à estação do ano. Na primavera e no verão podemos usar calções e tops curtos. Já no Inverno pode optar pelas calças e um casaco leve para a descontracção.

 

  • Sem meias! Um das coisas mais importantes no Yoga é o enraizamento, sentir o pé no chão, sentir a nossa base de apoio, conquistar a estabilidade. As meias só atrapalham e fazem os pés escorregar. Nos dias mais frios pode levar umas meias para usar apenas no relaxamento.

 

  • A roupa justa é a opção mais comum, pois não atrapalha os movimentos e ainda permite que o instrutor veja o corpo do aluno e o corrija mais facilmente. No entanto tenha em atenção que justa não significa apertada. A roupa não deve atrapalhar a circulação sanguínea, não deve deixar marcas na pele nem o deve impedir de fazer uma respiração profunda com facilidade.

 

  • Se preferir pode usar roupas mais largas, desde que não saiam do lugar. Se durante a prática tem que estar sempre a ajeitar a roupa, está a perder o foco do que é importante – o Yoga. Pode usar um calça larga desde que tenha um atilho no tornozelo, assim a calça não escorrega quando levanta a perna. O mesmo para os tops ou camisolas, convém que prendam na cintura.

 

  • Existem roupas de Yoga com mistura de fibras naturais como algodão, bambu ou linho. São sempre um boa opção principalmente para quem tem tendência a suar durante a prática. Em relação às cores, na Casa do Yoga, a liberdade é total. Se gostar pode usar preto ou branco ou roupas coloridas. O importante é que a roupa esteja limpa e passada.

 

  •  Para as mulheres: no inverno calça e top ou macacão com casaco ou sweater desportivo; no verão calção ou corsário com top que pode ser curto; não usar soutien, optar por um top desportivo ou camisola com reforço na zona do peito.

 

  • Para os homens: no inverno calça e top com casaco ou sweater desportivo; no verão calção e top ou tronco nu se preferir. Evitar trazer calções de praia, pois atrapalham na maior parte das técnicas corporais.

Porquê 108?

O número 108 é tido como um número sagrado no hinduísmo. Está presente em diversos elementos da tradição hindu.

  • O japamala (cordão usado para a contagem do japa) tem 108 contas.
  • De acordo com a tradição do Yoga existem 108 lugares sagrados na Índia.
  • Há 108 Upanishads (textos sagrados).
  • A Ayurveda considera 108 pontos de energia (marmas) ao longo do corpo.
  • O alfabeto sânscrito possui 54 letras ou fonemas masculinos e 54 que são chamados de femininos, resultando em 108 fonemas.

Do ponto de vista matemático este número possui uma série de características notáveis:

  • 9 X 12 = 108, sendo que 12 e  9 são considerados números sagrados no oriente.
  • Ao multiplicar 1 elevado a ele mesmo por 2 elevado à 2ª e por 3 elevado à 3ª o resultado é 1 x 4 x 27 = 108.
  • Os ângulos interiores de um pentágono perfazem exactamente 108 graus.
  • O diâmetro do Sol é 108 vezes o diâmetro da Terra.
  • etc.

No  Yoga é comum os praticantes executarem 108 Saudações ao Sol (Súrya Namaskar). Isto acontece normalmente no início de cada estação, na passagem do ano ou em alguma data importante. É uma forma de comemorar a mudança.

Súrya significa Sol em Sânscrito (língua antiga da Índia), Namaskar representa um gesto ou uma palavra de cumprimento ou de saudação. Traduzindo literalmente Súrya Namaskar é a Saudação ao Sol.

O Súrya Namaskar é uma prática muito antiga que remonta aos tempos em que os povos veneravam o Sol e lhe prestavam culto através de rituais específicos.

A Saudação ao Sol pode ser praticada de várias formas, de acordo com os interesses do praticante. Pode ser executada de uma forma mais lenta ou mais rápida e o número de repetições pode ir das 10 às 108.

Praticar o Súrya Namaskar 108 vezes é uma experiência poderosa e transformadora. Além de ser uma maneira incrível para desintoxicar o físico e o mental, é um gesto memorável para marcar o fim de algo ou o início de um novo ciclo. Antes de tentar fazer as 108 vezes, convém praticar bastante. Começar pelas 10 repetições e ir acrescentado mais à medida que se sentir preparado.

A Saudação ao Sol possui muitas variações. Na Casa do Yoga costumamos usar esta:

Além das doze técnicas corporais, é necessário aprender a forma correcta de respirar e podem associar-se bandhas e visualizações. Os benefícios físicos são muitos, mas o mais importante é o foco e clareza mental que esta prática proporciona já que ela é considerada uma meditação em movimento.

 

Yoga e corrida

A corrida está na moda há já alguns anos. Os benefícios são inúmeros e talvez por isso continue a ganhar imensos adeptos. O que é que o Yoga pode trazer a quem corre?

Em primeiro lugar, convém referir que o Yoga não é um complemento para outras actividades. O Yoga é em si uma filosofia de vida e deve ser sempre encarado como tal. É claro que possui muitos benefícios que se estendem a várias (eu diria todas) áreas da nossa vida e não podemos ignorar isso.

  • No Yoga aprendemos a trazer a mente para o momento presente, aprendemos a direccionar os nossos pensamentos. Evitar a dispersão durante a corrida é importante para manter o foco e a motivação. Além disso, ter uma mente focada na ajuda-nos a clarificar as ideias, que é um dos motivos que leva muita gente à corrida, ser capaz de parar com o redemoinho de ideias e pensamentos sobre o trabalho ou os problemas do dia-a-dia.
  • O Yoga ensina-nos a ter mais consciência corporal e isso é muito importante na corrida. É comum encontrar quem corra com os pés demasiado para dentro ou demasiado para fora, com as costas arqueadas e com a zona lombar sempre em esforço, a funcionar como amortecedor etc.. Quando somos mais conscientes do nosso corpo temos mais cuidado com o alinhamento e a postura e sabemos corrigir-nos quando necessário.
  • Alongar no final de cada corrida é muito importante. Um praticante experiente de Yoga sabe utilizar os seus conhecimentos nesta área

Sugestão de leitura Running with the mind of meditation

Iniciar a prática de Yoga

A Casa do Yoga acaba com as dúvidas de quem quer começar a praticar!

Qual é o material necessário?
Uma roupa confortável (de preferência de algodão, justa ao corpo para não perturbar a prática e para que o professor possa corrigir as técnicas).Para as mulheres sugerimos umas leggins ou calção e um top, para os homens calça justa ou calção e uma t-shirt. Praticamos Yoga descalços, por isso, não precisas de mais nada!

No nosso espaço, a sala de prática tem um piso próprio para praticar Yoga, por isso, não é necessário trazer colchão.

Posso experimentar uma aula?
Sim, claro! É muito importante, para quem nunca praticou Yoga e mesmo para quem já teve algum contacto com a modalidade, experimentar uma aula antes de se inscrever, para saber se de facto o nosso tipo de Yoga se adequa às suas necessidades e expectativas.
Para fazer aula experimental basta marcar pelo telefone, presencialmente ou no formulário que existe para esse efeito no nosso site  -> http://www.yogabraga.com

O Yoga será mesmo a melhor prática para mim?
Encontras-te em alguma das situações abaixo descritas? Então é para ti!

Se tens uma actividade profissional exigente e as responsabilidades são uma enorme fonte de pressão e stress, a prática do Yoga permite um nível certo de equilíbrio para levar o barco a bom porto.

Se desejas melhorar a tua condição física e ter um corpo forte e flexível, e não gostas nada de ginásios nem de aulas com música ao berros e gente a suar à tua volta.

Se tem interesse em temas como “Qualidade de vida”, “Bem-estar”, “Estilo de vida saudável”, então esta é a tua tribo.

Se já experimentaste e te sentiste super bem com a prática, então é perfeito para ti.

Se tens interesse em desenvolvimento pessoal, auto-conhecimento, trabalhar corpo e mente. Não há nada mais “body & mind” que o Yoga.

Se ouviste dizer que quem pratica Yoga é super bem disposto, sabe rir e divertir-se e encara os problemas do dia-a-dia com mais facilidade.

Se viste um artigo numa revista que dizia que a prática de Yoga trás inúmeros benefícios. (Aumenta a flexibilidade, fortalece a estrutura muscular e as articulações, melhora o equilíbrio, melhora a postura, melhora a função pulmonar, fortalece os ossos, liberta tensões musculares, descontrai o sistema nervoso e melhora as funções cerebrais.)

Porque está na moda e queres saber o que é e como funciona.

Não sou nada flexível, se calhar o Yoga não é para mim?
O Yoga não foi desenvolvido para pessoas flexíveis ou para se tornarem flexíveis. A flexibilidade em geral vem do processo da prática e da consciência do corpo. O que importa é tentar executar tudo da melhor forma possível. Com a orientação de um bom professor qualquer pessoa pode usufruir dos benefícios que o Yoga promete.

A prática de Yoga é só alongamentos e descontracção?
O Yoga é muito mais que isso. Numa aula de Yoga pode praticar técnicas de meditação, mantras, exercícios respiratórios e muito mais. É importante referir que o Yoga é uma filosofia de vida e por isso vai muito além do que fazemos na sala de prática.

Como é a prática na Casa do Yoga?

Há idade para praticar Yoga?
O Yoga não tem idade, poder ser praticado por todos. Entretanto existem aulas específicas para cada faixa etária.
Na Casa do Yoga, temos uma turma para as crianças dos 6 aos 12 anos e turmas para adultos dos 12 aos 60 anos.

A prática de Yoga é só para mulheres?
O Yoga é para todos os seres humanos, independentemente de género, idade, etnia, cultura ou quaisquer outras diferenças. Tudo o que é necessário para ter sucesso no Yoga é alegria e perseverança.

Tenho problemas de saúde. Posso praticar?
Nem todos os problemas de saúde são impeditivos para a prática do Yoga. Neste caso pedimos que nos visite e fale com um dos nossos Instrutores para o podermos ficar a conhecer um pouco melhor e perceber se a prática é adequada a si ou não. É importante também que se aconselhe com seu médico.

Estou grávida, posso praticar?
Sim, se estiver a ter uma gravidez normal e se o seu médico não desaconselhar.
Se já praticava antes de engravidar, basta falar com o seu instrutor para que ele a possa acompanhar devidamente. A prática de Yoga vai certamente trazer-lhe benefícios.
Se está grávida e nunca praticou, o melhor é procurar uma aula específica para grávidas ou esperar por outro momento para iniciar a sua prática

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A prática de Yoga

“A palavra Yoga significa união, estar unido, conectado, estar uno, estar inteiro. Fará com que se sinta abençoado, leve, feliz, alegre, saudável, forte, límpido, especialmente na mente, algo como clareza mental.

Através da manipulação do seu corpo, exercitando o seu corpo, e respirando profundamente, você pode conseguir um equilíbrio e um alinhamento físico que afectam a mente. Então existe uma paz e uma calma na mente as quais afectam também as emoções …”

Asteya

Asteya decorre do entendimento de que toda a apropriação indevida é uma expressão de um sentimento de falta. E esse sentimento de falta geralmente vem de uma crença de que a nossa felicidade depende de circunstâncias externas e bens materiais. Nos países industrializados ocidentais a satisfação pode estar condicionada a tantos termos e condições improváveis que não é incomum as pessoas gastarem o seu  tempo à espera de uma vida melhor, e a imaginar que outros (que possuem o que nós não temos) têm essa vida melhor. Nesta constantemente busca de satisfação fora de nós mesmos, somos menos capazes de apreciar a abundância que já existe. Isso é o que realmente importa – a nossa saúde e as riquezas da nossa vida interior e a alegria e amor que somos capazes de dar e receber. Torna-se difícil perceber que temos água quente corrente, quando tudo o que nos permitimos pensar é se as nossas toalhas são coordenados por cores. Como podemos apreciar a nossa boa sorte em ter comida suficiente para comer quando desejamos poder  dar-nos ao luxo de comer fora mais vezes?

A prática de asteya  pede-nos para termos o cuidado de não tomar qualquer coisa que não nos tenha sido dada livremente. Isto pode ser tão subtil quanto perguntar se alguém está livre para falar connosco ao telefone antes de nos lançarmos num discurso inflamado sobre os nossos problemas. Ou reservar as nossas perguntas depois de uma aula para outra altura, em vez de acumular a atenção de um professor muito depois do seu horário de trabalho. Ao tomar de alguém o seu tempo que pode não nos ter sido dado livremente, estamos, na realidade, a roubar. O paradoxo de praticar asteya é que quando nos relacionamos com os outros do ponto de vista da abundância em vez de carência, nós achamos que os outros são mais generosos connosco e que a vida também o é. […]

Não roubar exige  que cultivemos um certo nível de auto-suficiência na nossa vida para que não exijamos mais do que precisamos dos outros, da nossa família, ou da nossa comunidade. Significa que nós não ficamos com mais do que  que precisamos, porque isso significa tirar dos outros. Uma maneira útil de praticar asteya quando nos encontramos  presos aos pensamentos do tipo  “não possuo” é perguntar: “Como que é esta atitude me impede de aproveitar as coisas que eu já tenho?”. Outra maneira de promover essa sensação de abundância é ter todos os dias um momento antes de ir dormir para nos debruçarmos sobre pelo menos uma dádiva na nossa vida. Pode ser a dádiva de ter um parceiro amoroso ou animal de estimação leal, a graça de ter uma boa saúde, ou o prazer de ter um jardim.

In the end, only three things matter-

Tradução livre de um texto da Professora Donna Farhi

O Yoga no mundo do futebol

As palavras de Rui Patrício sobre a sua prática de Yoga:

” A primeira melhoria que notei foi na postura. Trabalho o equilíbrio, a concentração, a flexibilidade e a estabilidade, que são muito importantes na minha profissão. Ao contrário do que possa pensar-se, esta prática pode aliar um trabalho de força que ajuda a prevenir lesões e a sentirmo-nos melhor a todos os níveis”.

Foto de Casa do Yôga.

Yôga e transformação

Na Casa do Yôga ensinamos um Yôga antigo para pessoas que vivem num mundo moderno. Aqui os seus valores e crenças são respeitados. Ninguém é obrigado a converter-se ou a abandonar  as suas crenças. Não tens que te tornar vegetariano, nem tens que abandonar as coisas de que gostas. Aqui ensinamos que a verdadeira transformação acontece dentro de ti, com as ferramentas de que já dispões!

A nossa prática é forte, dinâmica, criativa  e transformadora!

De onde vêm as transformações que o Yôga proporciona? Se eu colocar o pé na cabeça ou a testa no chão, a minha vida melhora?

As mudanças não acontecem pela flexibilidade, força ou permanência numa técnica corporal. Afinal qualquer dançarino, ginasta ou acrobata faz essas coisas. Não é a técnica em si que me transforma, mas a abordagem, a maneira como utilizo o meu tempo e a minha mente durante a prática de Yôga. Aquelas técnicas que me são difíceis, às vezes um pouco desconfortáveis e até desafiadoras ajudam-me a perceber quem eu sou, como eu reajo às dificuldades, para onde vai a minha atenção etc..

A transformação não vem do facto de colocar o pé na cabeça ou a testa no chão, vem sim da nova atitude emocional perante as dificuldades e os problemas.

Ahimsá

Ahimsá é geralmente traduzido como não-violência, mas esse preceito vai muito para além do sentido penal limitado de não matar os outros. Em primeiro lugar, temos de aprender a ser não-violentos para connosco. Se formos capazes de reproduzir as observações e julgamentos muitas vezes rudes, inúteis e destrutivos que fazemos silenciosamente  a nós mesmos num determinado dia, isso pode nos dar uma ideia da enormidade do desafio de auto-aceitação. Se estivéssemos a verbalizar esses pensamentos em voz alta para outra pessoa, iríamos perceber como muitas vezes somos verdadeiramente violentos e  devastadores connosco. Na verdade, poucos de nós se atreveriam a ser tão cruéis com os outros como somos para nós mesmos. Isso pode ser tão subtil quanto a crítica do nosso corpo quando olhamos no espelho de manhã, ou quando nós denegrimos os nossos melhores esforços. Qualquer pensamento, palavra ou acção que nos (ou a outra pessoa) impede de crescer e viver livremente é aquele que é prejudicial.

Estender essa compaixão para com todos os seres vivos depende do nosso reconhecimento da unidade subjacente de todos os seres sencientes. Quando começamos a reconhecer que os córregos e rios da terra não são diferentes do sangue que corre através das nossas artérias, torna-se difícil ficar indiferente ao sofrimento do mundo. Naturalmente damos por nós a querer proteger todas as coisas vivas. Torna-se difícil para nós atirar uma lata num rio ou esculpir os nossos nomes na casca de uma árvore, pois cada acto seria um acto de violência em relação a nós mesmos. Cultivar uma atitude e modo de comportamento não violento não significa que não iremos sentir emoções como raiva, ciúme ou ódio. Aprender a ver tudo através dos olhos da compaixão exige que olhemos para  esses aspectos do nosso eu com aceitação. Paradoxalmente, quando acolhemos os nossos sentimentos de raiva, ciúme ou ódio, em vez de vê-los como sinais do nosso fracasso espiritual, podemos começar a entender as causas destes sentimentos e ir além deles. Ao chegar perto o suficiente  das nossas próprias tendências violentas, podemos começar a entender as suas causas e aprender a conter estas energias para o nosso próprio bem-estar e para a protecção dos outros. Debaixo desses sentimentos descobrimos um desejo muito mais forte que todos nós compartilhamos – ser amados. É impossível chegar a esse entendimento mais profundo se ignorarmos o trabalho duro de enfrentar os nossos demónios interiores.

Ao considerar ahimsá é útil perguntar – irão os meus pensamentos, acções e obras fomentar o crescimento e bem-estar de todos os seres?

Tradução livre de um texto da Professora Donna Farhi

Ahimsá Peace in oneselfPeace in the world

Dia Aberto :: Yôga & Meditação

Yôga & Meditação – A tua primeira experiência

A Casa do Yôga está a organizar um dia aberto inteiramente dedicado a quem nunca praticou Yôga & Meditação e deseja conhecer o nosso trabalho na área.

Programa:
9h50 Recepção dos participantes
10h00 Aula de Yôga para crianças dos 6 aos 12 anos.

16h00 Recepção dos participantes
16h30 Prática de Yôga & meditação (adultos)
17h30 Ritual do chá
17h45 Yôga para famílias
18h30 Encerramento

O dia aberto é gratuito, no entanto é necessária inscrição para reservar vaga. Poderá inscrever-se em uma ou várias actividades.

Inscrições: escola@yogabraga.com ou 938 321 482

Yôga para crianças dos 6 aos 12 anos

O Yôga para crianças, aborda vários elementos do Yôga tais com técnicas corporais, respiratórias, descontração, meditação e visualizações criativas adaptadas às crianças que têm repercussões positivas tanto a nível físico, como mental e emocional.
A prática regular promove o relaxamento e a concentração, estimula a coordenação motora, a flexibilidade e força muscular, desenvolve bons padrões respiratórios auxiliando no combate da ansiedade e do stress e incentiva a consciência grupal e cooperação.


Prática de Yôga & Meditação (adultos)

É uma aula especialmente preparada para quem nunca praticou Yôga & Meditação. Nesta aula de 55 minutos vão poder conhecer as seguintes técnicas:

– exercícios respiratórios
– técnicas de limpeza orgânica
– técnicas corporais
– exercícios de descontração
– exercícios de preparação para a meditação

Ritual do Chá
O ritual do chá é algo que faz parte do nosso espaço há já muitos anos. É o momento para saborear um chá ou um chai (chá indiano de especiarias), mas é principalmente um momento de partilha da nossa aprendizagem e evolução nesta maravilhosa viagem de auto-descoberta que é o Yôga.

Yôga para famílias (crianças dos 6 aos 12 anos)

Aula especial para famílias, onde um adulto e uma criança executam técnicas de Yôga em dupla que estimulam a união e a confiança entre ambos, enquanto aprendem a respirar melhor, a desenvolver um corpo mais forte, flexível e saudável. Um verdadeiro momento de partilha, amor e diversão.

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Ásana – a técnica corporal do Yôga

Quando observamos fotos de ásanas, vemos corpos que se moldam em formas generosas, flexibilidade extraordinária, uma força incrível e que às vezes parece desafiar a gravidade. Quando estudamos um pouco de teoria percebemos que esses ásanas têm nomes em sânscrito, que nos parecem tão difíceis de pronunciar como a sua execução. Muitas vezes os novatos afastam qualquer hipótese de beneficiar da prática do Yôga, por não estabelecerem qualquer hipótese de aproximação entre o seu corpo real e os corpos que vêm nas fotos. No entanto, nós instrutores, sabemos que qualquer corpo, qualquer constituição, desde que em boas condições de saúde, pode beneficiar da prática de Yôga, e em particular da prática de ásana.

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A prática do ásana é ferramenta fundamental para o individuo contemporâneo encontrar um caminho de se conectar com o seu corpo e com o seu Ser.

A diferença entre a prática de ásana e o exercício físico é de que na execução de um ásana a atenção da mente é dirigida exclusivamente para dentro do corpo. Durante um ásana procuramos explorar a atitude interior, que é composta por localização da consciência, mentalização e bháva, além de uma profunda atenção sobre a respiração.

Consequentemente, ao fim de algum tempo de prática, unimos mente e corpo o que nos leva a uma sensação mais completa de quem somos. A execução perfeita do ásana em si, não é o último objectivo, mas sim a exploração do território interior do corpo. Então a prática das técnicas corporais torna-se um longo caminho de descoberta interior.

E é por isso que na Casa do Yôga, além das aulas regulares oferecemos aos nossos alunos um conjunto da actividades que potenciam o desenvolvimento de cada praticante nas técnicas corporais (treino de força e flexibilidade, treino de força para musculares, treino para desenvolvimento abdominal e lombar, treino para flexibilidade de pernas e ancas etc.), para que cada um possa explorar profundamente o seu corpo e através dele o seu potencial interior.