Yoga e corrida

A corrida está na moda há já alguns anos. Os benefícios são inúmeros e talvez por isso continue a ganhar imensos adeptos. O que é que o Yoga pode trazer a quem corre?

Em primeiro lugar, convém referir que o Yoga não é um complemento para outras actividades. O Yoga é em si uma filosofia de vida e deve ser sempre encarado como tal. É claro que possui muitos benefícios que se estendem a várias (eu diria todas) áreas da nossa vida e não podemos ignorar isso.

  • No Yoga aprendemos a trazer a mente para o momento presente, aprendemos a direccionar os nossos pensamentos. Evitar a dispersão durante a corrida é importante para manter o foco e a motivação. Além disso, ter uma mente focada na ajuda-nos a clarificar as ideias, que é um dos motivos que leva muita gente à corrida, ser capaz de parar com o redemoinho de ideias e pensamentos sobre o trabalho ou os problemas do dia-a-dia.
  • O Yoga ensina-nos a ter mais consciência corporal e isso é muito importante na corrida. É comum encontrar quem corra com os pés demasiado para dentro ou demasiado para fora, com as costas arqueadas e com a zona lombar sempre em esforço, a funcionar como amortecedor etc.. Quando somos mais conscientes do nosso corpo temos mais cuidado com o alinhamento e a postura e sabemos corrigir-nos quando necessário.
  • Alongar no final de cada corrida é muito importante. Um praticante experiente de Yoga sabe utilizar os seus conhecimentos nesta área

Sugestão de leitura Running with the mind of meditation

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Iniciar a prática de Yoga

A Casa do Yoga acaba com as dúvidas de quem quer começar a praticar!

Qual é o material necessário?
Uma roupa confortável (de preferência de algodão, justa ao corpo para não perturbar a prática e para que o professor possa corrigir as técnicas).Para as mulheres sugerimos umas leggins ou calção e um top, para os homens calça justa ou calção e uma t-shirt. Praticamos Yoga descalços, por isso, não precisas de mais nada!

No nosso espaço, a sala de prática tem um piso próprio para praticar Yoga, por isso, não é necessário trazer colchão.

Posso experimentar uma aula?
Sim, claro! É muito importante, para quem nunca praticou Yoga e mesmo para quem já teve algum contacto com a modalidade, experimentar uma aula antes de se inscrever, para saber se de facto o nosso tipo de Yoga se adequa às suas necessidades e expectativas.
Para fazer aula experimental basta marcar pelo telefone, presencialmente ou no formulário que existe para esse efeito no nosso site  -> http://www.yogabraga.com

O Yoga será mesmo a melhor prática para mim?
Encontras-te em alguma das situações abaixo descritas? Então é para ti!

Se tens uma actividade profissional exigente e as responsabilidades são uma enorme fonte de pressão e stress, a prática do Yoga permite um nível certo de equilíbrio para levar o barco a bom porto.

Se desejas melhorar a tua condição física e ter um corpo forte e flexível, e não gostas nada de ginásios nem de aulas com música ao berros e gente a suar à tua volta.

Se tem interesse em temas como “Qualidade de vida”, “Bem-estar”, “Estilo de vida saudável”, então esta é a tua tribo.

Se já experimentaste e te sentiste super bem com a prática, então é perfeito para ti.

Se tens interesse em desenvolvimento pessoal, auto-conhecimento, trabalhar corpo e mente. Não há nada mais “body & mind” que o Yoga.

Se ouviste dizer que quem pratica Yoga é super bem disposto, sabe rir e divertir-se e encara os problemas do dia-a-dia com mais facilidade.

Se viste um artigo numa revista que dizia que a prática de Yoga trás inúmeros benefícios. (Aumenta a flexibilidade, fortalece a estrutura muscular e as articulações, melhora o equilíbrio, melhora a postura, melhora a função pulmonar, fortalece os ossos, liberta tensões musculares, descontrai o sistema nervoso e melhora as funções cerebrais.)

Porque está na moda e queres saber o que é e como funciona.

Não sou nada flexível, se calhar o Yoga não é para mim?
O Yoga não foi desenvolvido para pessoas flexíveis ou para se tornarem flexíveis. A flexibilidade em geral vem do processo da prática e da consciência do corpo. O que importa é tentar executar tudo da melhor forma possível. Com a orientação de um bom professor qualquer pessoa pode usufruir dos benefícios que o Yoga promete.

A prática de Yoga é só alongamentos e descontracção?
O Yoga é muito mais que isso. Numa aula de Yoga pode praticar técnicas de meditação, mantras, exercícios respiratórios e muito mais. É importante referir que o Yoga é uma filosofia de vida e por isso vai muito além do que fazemos na sala de prática.

Como é a prática na Casa do Yoga?

Há idade para praticar Yoga?
O Yoga não tem idade, poder ser praticado por todos. Entretanto existem aulas específicas para cada faixa etária.
Na Casa do Yoga, temos uma turma para as crianças dos 6 aos 12 anos e turmas para adultos dos 12 aos 60 anos.

A prática de Yoga é só para mulheres?
O Yoga é para todos os seres humanos, independentemente de género, idade, etnia, cultura ou quaisquer outras diferenças. Tudo o que é necessário para ter sucesso no Yoga é alegria e perseverança.

Tenho problemas de saúde. Posso praticar?
Nem todos os problemas de saúde são impeditivos para a prática do Yoga. Neste caso pedimos que nos visite e fale com um dos nossos Instrutores para o podermos ficar a conhecer um pouco melhor e perceber se a prática é adequada a si ou não. É importante também que se aconselhe com seu médico.

Estou grávida, posso praticar?
Sim, se estiver a ter uma gravidez normal e se o seu médico não desaconselhar.
Se já praticava antes de engravidar, basta falar com o seu instrutor para que ele a possa acompanhar devidamente. A prática de Yoga vai certamente trazer-lhe benefícios.
Se está grávida e nunca praticou, o melhor é procurar uma aula específica para grávidas ou esperar por outro momento para iniciar a sua prática

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A prática de Yoga

“A palavra Yoga significa união, estar unido, conectado, estar uno, estar inteiro. Fará com que se sinta abençoado, leve, feliz, alegre, saudável, forte, límpido, especialmente na mente, algo como clareza mental.

Através da manipulação do seu corpo, exercitando o seu corpo, e respirando profundamente, você pode conseguir um equilíbrio e um alinhamento físico que afectam a mente. Então existe uma paz e uma calma na mente as quais afectam também as emoções …”

Asteya

Asteya decorre do entendimento de que toda a apropriação indevida é uma expressão de um sentimento de falta. E esse sentimento de falta geralmente vem de uma crença de que a nossa felicidade depende de circunstâncias externas e bens materiais. Nos países industrializados ocidentais a satisfação pode estar condicionada a tantos termos e condições improváveis que não é incomum as pessoas gastarem o seu  tempo à espera de uma vida melhor, e a imaginar que outros (que possuem o que nós não temos) têm essa vida melhor. Nesta constantemente busca de satisfação fora de nós mesmos, somos menos capazes de apreciar a abundância que já existe. Isso é o que realmente importa – a nossa saúde e as riquezas da nossa vida interior e a alegria e amor que somos capazes de dar e receber. Torna-se difícil perceber que temos água quente corrente, quando tudo o que nos permitimos pensar é se as nossas toalhas são coordenados por cores. Como podemos apreciar a nossa boa sorte em ter comida suficiente para comer quando desejamos poder  dar-nos ao luxo de comer fora mais vezes?

A prática de asteya  pede-nos para termos o cuidado de não tomar qualquer coisa que não nos tenha sido dada livremente. Isto pode ser tão subtil quanto perguntar se alguém está livre para falar connosco ao telefone antes de nos lançarmos num discurso inflamado sobre os nossos problemas. Ou reservar as nossas perguntas depois de uma aula para outra altura, em vez de acumular a atenção de um professor muito depois do seu horário de trabalho. Ao tomar de alguém o seu tempo que pode não nos ter sido dado livremente, estamos, na realidade, a roubar. O paradoxo de praticar asteya é que quando nos relacionamos com os outros do ponto de vista da abundância em vez de carência, nós achamos que os outros são mais generosos connosco e que a vida também o é. […]

Não roubar exige  que cultivemos um certo nível de auto-suficiência na nossa vida para que não exijamos mais do que precisamos dos outros, da nossa família, ou da nossa comunidade. Significa que nós não ficamos com mais do que  que precisamos, porque isso significa tirar dos outros. Uma maneira útil de praticar asteya quando nos encontramos  presos aos pensamentos do tipo  “não possuo” é perguntar: “Como que é esta atitude me impede de aproveitar as coisas que eu já tenho?”. Outra maneira de promover essa sensação de abundância é ter todos os dias um momento antes de ir dormir para nos debruçarmos sobre pelo menos uma dádiva na nossa vida. Pode ser a dádiva de ter um parceiro amoroso ou animal de estimação leal, a graça de ter uma boa saúde, ou o prazer de ter um jardim.

In the end, only three things matter-

Tradução livre de um texto da Professora Donna Farhi

O Yoga no mundo do futebol

As palavras de Rui Patrício sobre a sua prática de Yoga:

” A primeira melhoria que notei foi na postura. Trabalho o equilíbrio, a concentração, a flexibilidade e a estabilidade, que são muito importantes na minha profissão. Ao contrário do que possa pensar-se, esta prática pode aliar um trabalho de força que ajuda a prevenir lesões e a sentirmo-nos melhor a todos os níveis”.

Foto de Casa do Yôga.

Yôga e transformação

Na Casa do Yôga ensinamos um Yôga antigo para pessoas que vivem num mundo moderno. Aqui os seus valores e crenças são respeitados. Ninguém é obrigado a converter-se ou a abandonar  as suas crenças. Não tens que te tornar vegetariano, nem tens que abandonar as coisas de que gostas. Aqui ensinamos que a verdadeira transformação acontece dentro de ti, com as ferramentas de que já dispões!

A nossa prática é forte, dinâmica, criativa  e transformadora!

De onde vêm as transformações que o Yôga proporciona? Se eu colocar o pé na cabeça ou a testa no chão, a minha vida melhora?

As mudanças não acontecem pela flexibilidade, força ou permanência numa técnica corporal. Afinal qualquer dançarino, ginasta ou acrobata faz essas coisas. Não é a técnica em si que me transforma, mas a abordagem, a maneira como utilizo o meu tempo e a minha mente durante a prática de Yôga. Aquelas técnicas que me são difíceis, às vezes um pouco desconfortáveis e até desafiadoras ajudam-me a perceber quem eu sou, como eu reajo às dificuldades, para onde vai a minha atenção etc..

A transformação não vem do facto de colocar o pé na cabeça ou a testa no chão, vem sim da nova atitude emocional perante as dificuldades e os problemas.