Recarrega-te!

Quando o telemóvel está a ficar sem bateria ficamos aflitos e corremos para o recarregar, mas não temos o mesmo cuidado connosco. A maioria de nós dá pouco valor ao descanso. A longo prazo isso gera stress, fadiga, falta de concentração, problemas de saúde, etc..

Durante o dia faça pausas curtas

  • beba água e coma de forma consciente (ou mindful, como se diz agora)
  • faça uma pequena caminhada depois do almoço ou no final do dia de trabalho
  • pratique meditação diariamente
  • durma a sesta ou simplesmente feche os olhos durante alguns minutos
  • cultive o hábito da leitura, leia algumas páginas todos os dias

Durante a semana crie tempo para pausas mais longas

  • pratique Yoga ou outra actividade que goste (1 hora, 2 ou mais vezes por semana)
  • desligue o telemóvel/internet algumas horas por dia todos os dias
  • tenha um hobby, tire uma tarde ou um dia por semana para fazer o que mais gosta
  • faça caminhadas longas

Solstício de Verão

O dia 21 de Junho é o dia mais longo do ano no hemisfério norte e é também a data em que se celebra o dia internacional do Yoga. É o momento de celebrar a luz, a vida e a conexão com a natureza.

Com o ritmo acelerado das grandes cidades e a overdose diária de compromissos, o tempo torna-se escasso. Não há tempo para sentir, respirar, apreciar, silenciar,…

Por isso, praticar Yoga faz cada vez mais sentido. A tua prática é o teu momento, é o teu tempo de qualidade para te cuidares e despertares o que há de melhor em ti! O Yoga ajuda-nos a viver no momento presente, “no aqui e agora”. Com o Yoga aprendemos a apreciar mais, sentir mais, viver mais.

Desejamos um feliz dia internacional do Yoga a todos os praticantes! E que cada vez mais pessoas se juntem a nós e possam usufruir desta prática.

 

 

Quero mudar. Por onde devo começar?

Muitas pessoas iniciam a prática de Yoga no momento em que chegam a um ponto de ruptura nas suas vidas. Pode ser um divórcio, problemas no trabalho, stress, exaustão ou até uma doença grave.

Não há nada de errado nisso. Afinal chegar a um ponto de ruptura significa necessidade de mudar, de transformar algo que não está assim tão bem nas nossas vidas. E o Yoga pode ter papel fundamental nisso, já que o maior ensinamento desta filosofia de vida é a auto-observação.

Nas sociedades modernas somos ensinados a assumir inúmeras responsabilidades. Um adulto tem de gerir uma carreira profissional, a casa, os filhos, a logística da família, etc.. Mas ninguém nos ensina a assumir responsabilidade pela nossa saúde física e mental.

Existem algumas coisas simples e bem básicas que nos ajudam a estar bem física e mentalmente e que produzem um impacto enorme em tudo o resto!

  • Durma Bem – Um sono regenerador tem um grande impacto na nossa performance cognitiva e física e também na forma como nos alimentamos. Dormir pouco faz com que o cérebro pense que precisamos de mais energia e isso vai causar o aumento da ingestão calórica ao longo do dia e uma apetência maior por alimentos de pior qualidade e bebidas estimulantes. Além disso, dormir pouco deixa-nos menos criativos, mais stressados e com maior propensão para a irritabilidade.
  • Coma Bem – A alimentação tem um grande impacto nos nossos níveis de energia e claro na nossa saúde. A má alimentação é hoje em dia vista como causa de insucesso escolar, obesidade e doenças.
  • Beba água – Sabia que os  nossos músculos são 75% de água, o nosso sangue é 82% de água, os nossos pulmões são 90% de água e o nosso cérebro é 76% de água. Já imaginou o que a falta de água pode fazer ao seu corpo?
  • Mova o seu corpo – A Organização Mundial de Saúde considera que a falta de actividade física é o quarto factor de risco para a mortalidade global e este parece ter um efeito comparável ao tabagismo e à obesidade. Não pense apenas em ficar em forma ou em trabalhar o corpo para o verão. Lembre-se que a actividade física é uma das melhores formas de combater o stress e ajuda-o a sentir-se bem no seu corpo. Experimente o Yoga!

Da próxima vez que pensar “não sei o que fazer à minha vida”, faça uma análise a estes quatro tópicos. Estabeleça um plano para melhorar cada um deles. Vai ver que daqui a umas semanas a sua força e clareza mental serão outras e certamente estará capaz de gerir melhor as suas responsabilidades.

 

Conheces as tuas A.R.M.A.S?

Para ter sucesso, para gerir os desafios do dia-a-dia, para conquistar qualidade de vida, precisas de cuidar de ti! Já pensaste nas A.R.M.A.S que te deixam mais forte, saudável e enérgico? Sabias que várias delas podem ser trabalhadas dentro de uma prática de Yôga?

Boa ALIMENTAÇÃO para te sentires sempre com saúde e energia!
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A RESPIRAÇÃO está intimamente ligada aos nossos estados emocionais. Algo tão simples como respirar correctamente pode fazer a diferença na tua produtividade diária.
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No dia-a-dia, são centenas, as solicitações e as distracções, que te desviam das tuas acções e objectivos. Dificilmente podemos modificar esses aspectos que são externos, mas podemos aprender a conviver e contornar essas situações, o que resultará num melhor desempenho e resultados. Para isso existe a MEDITAÇÃO.
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A ACTIVIDADE FÍSICA é importante na redução do stress, fortalece músculos, ossos e ligamentos, é uma aliada na manutenção do peso e ajuda a manter a boa disposição.
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O SONO de qualidade é muito importante, é umas das necessidades mais básicas do ser humano. Além de recarregar nossas baterias, enquanto dormimos estamos a cuidar da nossa saúde física e mental, para estarmos preparados para o novo dia.

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Os benefícios de uma boa postura

Uma boa postura é essencial para evitar as indesejadas dores nas costas, nos ombros e no pescoço e para prevenir doenças que podem ser desencadeadas por deformidades ou desvios na estrutura óssea. Mas, muito mais que isso, uma boa postura pode ter tudo a ver com ânimo e disposição, com um bom funcionamento dos órgãos e, ainda, com a autoestima.

 

Como o stress afecta o cérebro

O stress não é sempre uma coisa má; ele pode ser útil para uma explosão de energia extra e foco, como quando se está a praticar um desporto de alta competição ou quando se tem que falar em público. Mas quando é contínuo, ele realmente começa a mudar o seu cérebro. Madhumita Murgia mostra como o stress crónico pode afectar o tamanho do cérebro, a sua estrutura, e como ele funciona, até ao nível de seus genes.

Yoga & Qualidade de vida

A expressão “Qualidade de vida” está na ordem do dia e representa um desafio para muitos de nós.  A qualidade de vida engloba, saúde física, mental, espiritual, equilíbrio entre vida profissional e pessoal, boas relações humanas, alimentação, actividade física, educação etc.

Obter qualidade de vida pressupõe adoptar hábitos saudáveis tais como, cuidar da alimentação, praticar exercício físico, reservar tempo para cultura e lazer e também para os amigos e família, obter satisfação profissional etc..

Todos nós temos hábitos diários, alguns hábitos são bons e contribuem para a nossa qualidade de vida,e outros nem por isso.

Os nossos dias são agitados e super ocupados. Quantas vezes não chegamos ao final do dia com a sensação de que não o fizemos o melhor por nós?

Que tal fazer uma lista de pequenos hábitos que queres conquistar  e que te vão ajudar a melhorar a tua qualidade de vida?

1. Praticar Yoga
2. …..
3. …..
4. …..
5. ….

Yôga is...an everyday Practice to be your

Praticar Yoga pode contribuir e muito para a tua qualidade de vida.

  • O Yoga contribui para o bem estar emocional, pois ajuda-nos a aliviar a ansiedade e o stress, deixa-nos mais focados e isso reflecte-se positivamente em diversos outros aspectos do dia-a-dia, tais como família, trabalho e relações pessoais.
  • O Yoga trabalha intensamente o corpo, aumenta a força, a flexibilidade, rejuvenesce e deixa-nos em forma.

Bom relacionamento

O bom relacionamento com os colegas de trabalho é um dos principais factores de sucesso na vida profissional.
De nada adianta ser-se um profissional competente se não se sabe trabalhar em equipa e criar harmonia no ambiente de trabalho.

Um estudo da Universidade de Harvard mostra que 2/3 das demissões nas empresas são causadas por dificuldades de relacionamento com os colegas. Isso explica porque pessoas altamente profissionais e competentes no que fazem acabam por ser demitidas e outras – nem tão competentes assim – permanecem, atingindo promoções e melhores oportunidades de carreira. Logo, podemos concluir que competência técnica não é tudo e que aquelas pessoas que não têm uma boa habilidade para criar relacionamentos acabam por ter menos chances de sucesso.

Progredir

O segredo para progredir está em começar. O segredo para começar está em dividir as suas tarefas, complexas e esmagadoras, em tarefas pequenas e geríveis e a seguir começar pela primeira.
Mark Twain

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Pequenas coisas que podes fazer no teu dia-a-dia e que terão grande impacto na tua qualidade de vida:

Melhorar a tua respiração: Aprenda a respirar

Começar a meditar:Pratique meditação

Trabalhar o corpo: Boa forma

Ter uma alimentação mais consciente: Muito além do peso

A Filosofia da Qualidade de Vida

Já reparou que quando estamos procurando vaga em um estacionamento de shopping ou supermercado, para dar dois exemplos, encontramos um monte delas à disposição, isso nos cria momentaneamente uma dúvida: em qual parar? Essa aqui é melhor, não, não, aquela outra.

No entanto, quando existe somente uma vaga disponível, vamos diretamente a ela e está acabado. É mais ou menos o que sinto quando vou dar uma palestra ou escrever artigos sem estar previamente pautado. Dentro do que faço, existe um universo tão vasto, que nos fornece inúmeras opções de abordagem que às vezes fica difícil de escolher uma vaga para “estacionar o pensamento”.

Qualidade de vida é um desses assuntos, nos abrem várias janelas, deixando-nos atordoados em fechar algumas. Deixei esta aberta para nosso artigo de hoje. Vamos começar com você prestando atenção a sua respiração.

Respire profundamente, pelas narinas, expandindo o abdômen a cada inspiração e contraindo-o a cada expiração, procure perceber o amenizar das dispersões mentais, a comunhão de energia e a geração de um estado de graça biológico, pela simples respiração consciente, profunda e ritmada.

Nas próximas respirações, inclua prazer, o mesmo de quando você se alimenta, pois afinal, você o está fazendo também, de bio-energia. No Yôga, aprendemos que alimento não é somente o que adentra nossa boca e sim o que penetra nossas cinco portas de entrada do conhecimento; o que entra pelos ouvidos, narinas, olhos e pele também é alimento.

Nunca mais me esqueci de uma entrevista que o ator Johnny Deep concedeu ao programa estadunidense Actor`s Studio. Em certa parte do show, lhe foi perguntado qual era o maior prazer que sentia na vida, e ele respondeu: respirar!

Confesso que esperava qualquer outra resposta esdrúxula, mas essa, realmente me surpreendeu. Bem, voltemos as suas respirações. Nos primeiros ciclos, você amenizou a confusão mental e gerou um estado de harmonia interior, diminuindo o stress e, nos últimos, você desenvolveu o amor, no formato de satisfação e bem estar.

Pois toda esta introdução, serviu para mostrar que em minha opinião, descansam ai, os dois principais tópicos para se obter qualidade de vida seja ela qual for: amenização do stress e inclusão da paixão nas atividades do cotidiano.

Bem, parece que o Yôga entrou nessa de gaiato; na verdade, nem creio que seja ele que tenha entrado, mas o colocaram nessa, pois é muito provável que lá atrás, quando Shiva o criou, não o tenha feito com o intuito de fornecer qualidade de vida às pessoas, mas como conseqüência daquilo que ele nos ensina, ele acabou ficando inevitavelmente ligado a isso.

Tanto é verdade que hoje em praticamente qualquer programa de qualidade que se instale em empresas, academias, hotéis, spas, resorts, esta lá o Yôga. Em nossas escolas, nas representações da Uni-Yôga, perguntamos aos pretendentes a alunos, a razão de quererem praticar Yôga e suas expectativas, e uma das respostas campeãs de bilheteria é a busca pela famigerada qualidade de vida.

Antes de dar atenção ao stress e a paixão, deve-se atentar a quatro observações centrais para melhor compreensão do processo de obtenção da qualidade. A primeira delas é que estamos em uma fase global e preferencial de quantidade em detrimento a qualidade, em praticamente todas as áreas de nossas vidas.

Prefere-se produzir, namorar, ler, mais do que melhor. Atualmente o que contam são os números. Obviamente que eles possuem sua importância. No entanto, hoje é mais valorizado o “fazer mais, em menos tempo”, não importando os resultados qualitativos.

A segunda observação: cada pessoa tem o seu próprio ideal de qualidade de vida. Se perguntarmos a cada um que ler este artigo o que ele entende pelo tema, certamente teríamos varias definições diferentes. Portanto, não há um modelo exemplar e padronizado.

Terceira e talvez a mais difícil de todas: tem que querer muito. Querer o quê? Mudar. Porque mudar? Pra se obter a qualidade, fatalmente algo precisara ser modificado.

Somente dizer que se deseja, é fácil, porém não desprezível, pois a pessoa de alguma forma, já se predispôs a uma tentativa. Mas o que conta mesmo é o quanto essa pessoa quer essa mudança e o quanto ela estará disposta a renunciar.

E a quarta e última nos diz que após decidir que realmente se quer mudar, deve-se saber o que se quer modificar. É comum alunos me dizerem que estão insatisfeitos e querem mudar. Eu pergunto qual a razão da insatisfação e o que eles querem transmutar?

Com poucas variações, a resposta é: não sei. Costumo dizer: só se modifica aquilo do que se tem ciência. Calma, não é necessário entrar em desespero, esses quatro elementos não são difíceis de serem resolvidos.

O importante é saber que eles existem para sobrepujá-los. Como costumam dizer os advogados: temos que conhecer as leis para poder “navegar” através delas.

E como o Yôga nos auxiliará nesta empreitada? Através de certos conceitos metafísicos, que incluem dentre outras coisas, senso de disciplina, observação e reflexão.

Bem, você já deve estar se perguntando: e a bem construída e alicerçada administração do stress e o amor presente em cada ato, sorriso e respiração, cadê? Vá até o próximo parágrafo.

Compreendamos a cultura yôgi como um conjunto de técnicas e conceitos que visam o aprimoramento e a lapidação do ser humano. Através das técnicas propriamente ditas ameniza-se o já instalado stress.

O escopo de uma prática completa do Yôga que professo é composto de linguagem gestual, projeções energéticas, vocalizações de sons e ultra-sons, exercícios respiratórios, técnicas de purificação e orgânicas, relaxamento e meditação.

Todas estas técnicas citadas, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente nos auxiliarão no combate ao stress. Por exemplo, reaprende-se a respirar corretamente.

Todo mundo sabe (ou já viu) que quando alguém esta sob intensa pressão, quem está próximo recomenda que ela respire. Há exercícios de respiração para sedar e outros para estimular; por meio deles, facilita-se a ligação do inconsciente com o consciente, aumenta-se a sensação de bem-estar, o sangue torna-se mais ventilado.

Ao expirar de forma longa e prolongada, estimula-se o nervo vago, o que promove uma descontração maior, baixando assim a carga emocional. Com a estimulação total do corpo, através das técnicas corporais, fortalece e alonga-se músculos, flexibiliza-se articulações e estimula-se o sistema endócrino.

Com as posições de inversão e outras, estimula-se a glândula pineal que libera melatonina, neurotransmissor que combate radicais livres e que regula nosso humor e sono. Os exercícios de concentração e meditação diminuem as flutuações de nossa mente, amenizando nosso desgaste e sobrecarga mental, além de regular a ansiedade.

Estudos mostraram que a meditação reduz o metabolismo, fazendo que os batimentos cardíacos e a respiração fiquem mais lentos e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relax e tranqüilidade.

As técnicas de relaxamento com indução verbal, auxílio de luzes e visualizações, promovem um maior controle sobre a contração muscular e nervosa. Enfim, o escopo técnico do Swásthya Yôga nos auxilia a implodir o stress.

No entanto, a graça do Yôga se dá quando você o leva para fora da sala de aula, ou seja, o aplica nas atividades diárias, afinal, como disse certa vez, um sábio: filosofia que não possa ser aplicada no dia a dia não tem utilidade.

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Estou me referindo muito mais em uma nova velha forma de enxergar o mundo do que propriamente dos exercícios em si, apesar de que você pode e deve usá-los, sempre com descrição.

Por exemplo, se está preso no trânsito, pode-se fazer respirações, contrações de plexos e glândulas; no consultório médico, visualizações e mentalizações; na fila do supermercado, concentração e abstração, e por aí vai.

Costumo dizer que o Yôga é uma metáfora pra vida. Muito do que se faz dentro de uma aula pode ser usado conceitualmente fora da sala. Aprende-se e treina-se em aula, por exemplo, que para conquistar o equilíbrio físico, deve-se passar por momentos de instabilidade.

Assim é na pratica, assim é na vida. Aprende-se que ao fazer uma posição para um lado, por exemplo, o esquerdo, como uma torção ou lateroflexão da coluna vertebral, você não deve repetir os mesmos erros que foram constatados por você ou pelo seu professor quando o fizer para o direito, afinal, você acabou de aprender a forma certa de execução e deve ter a capacidade de assimilá-la rapidamente. Assim é na prática, assim é na vida.

E quando fazemos a posição de inversão? Curioso perceber que frequentemente os praticantes com idéias mais conservadoras são os que geralmente têm mais dificuldades para concluir a posição, pois ao fazê-la, você fica obrigatoriamente de ponta cabeça e é obrigado a enxergar o mundo ao contrário, por um prisma diferente do habitual.

E por outro lado, aqueles que temem menos as mudanças, sejam elas de qualquer natureza, executam a posição em menos tempo, muitas vezes, até na primeira aula.

Enfim, com o Yôga, tende-se a extirpar o cabestro e perceber que há outras formas de encarar a vida e suas esquinas. Portanto, com tudo isso e muito mais, é extremamente natural que o praticante melhore a qualidade do seu sono, alimentação, digestão, excreção, pensamentos, relacionamentos e afins.

E com maior atenção no dia a dia, gera-se uma melhor compreensão das situações de stress e suas raízes. No entanto, assim como a saúde não é somente a ausência de doença, o simples fato de ter minimizado e controlado o stress não é prerrogativa obrigatória da aquisição de qualidade de vida em sua totalidade.

Falta-nos aquela sublime força que é invisível aos olhos, mas incrivelmente visível ao coração: a paixão. Sabe aquela pulsação de vida que brota em seu âmago quando se identifica fortemente com algo ou alguém?

Aquela chama de luz que nos ilumina o caminho, desde que saímos da cama pela manhã? Pois é, o amor, a sensação de devoção, entrega e puro prazer, devem estar presentes em cada segundo de nossas vidas.

Mas para isso, devemos gostar daquilo que fazemos; e não digo somente na área profissional, mas em todas que englobam nossa existência. Meus alunos me perguntam se nunca tiro férias; digo a eles que vivo nelas.

A importância do Yôga neste contexto, é que ele nos deixa mais conscientes para evitarmos os erros que por ventura cometeríamos, como por exemplo, nos depararmos com aquilo que sonhávamos e abrir mão disso.

Por vezes, me pergunto e aos outros: será que temos a noção da quantidade de pessoas ao redor do mundo que passam a vida inteira a tentar encontrar aquilo que gostariam de fazer e não encontram?

E muitas vezes, nós esbarramos com aquilo que sempre sonhamos e…bobeamos. Da mesma forma que, algumas vezes, deixamos passar tão facilmente pessoas especiais que adentraram nossas vidas.

Creio que muitas vezes, não reconhecemos a beleza, magnitude e importância daquilo que está bem diante de nós, pois esperamos sempre, que quando algo importante surja, deva ser anunciado ao som de trombetas.

Ouso dizer que sem o amor não haveria razão pra nada nesse mundo. Portanto, no meu ponto de vista, qualidade de vida, refere-se principalmente a essas duas características: bom entendimento com o stress e a presença incondicional do amor.

Vamos encerrar nosso bate papo com um pensamento do filosofo francês Montaigne: filosofia é a ciência de viver bem. Portanto, meu amigo, faça da sua vida, uma filosofia.

Fábio Euksuzian
Diretor da Unidade Vila Olímpia
Autor do livro A Ancestral Arte da Filosofia e do CD Relaxe e Desperte

Aprenda a respirar

A vida começa com a primeira inspiração e se prolonga até a última exalação.

O alento é a vida, que flui com tal naturalidade que são poucos os momentos em que percebemos o seu valor. No entanto, se compararmos os elementos vitais para a existência, este vai ocupar o primeiro lugar: sem alimento consegue-se subsistir durante várias semanas, sem água alguns dias, mas, sem ar, morremos em poucos minutos.

Respirar é viver, respirar bem implica viver melhor, respirar com plenitude significa existir plenamente. Acontece que a maioria das pessoas respira de forma superficial e insuficiente, utilizando apenas uma ínfima parte da capacidade pulmonar.

É uma forma bastante precária de respirar e viver, se considerarmos o potencial que temos para desenvolver.

A cada estado emocional corresponde um ritmo respiratório. Uma cadência ritmada demonstra satisfação, segurança, serenidade. A respiração curta e rápida denota ansiedade, insegurança ou medo. Aprendendo a manipular o ritmo respiratório, conseguiremos sutilizar as emoções, o que irá interferir positivamente nas relações afetivas, no desempenho profissional e na qualidade de vida. Porém, os respiratórios do Yôga vão muito além, pois através deles tomamos consciência de que a energia vital que compõe nosso corpo é a mesma que configura e movimenta o universo, mostrando-nos outra dimensão de nós mesmos.

O pránáyáma é um excelente aliado para os esportes, especialmente mergulho, surf, natação, alpinismo, artes marciais, atletismo e outros, por ampliar incrivelmente a capacidade pulmonar e outorgar maior resistência, mais consciência corporal e respostas rápidas a todas as exigências físicas. Também para o canto, teatro ou qualquer outra atividade na qual seja imprescindível uma voz clara, limpa e melodiosa, predicados que dependem de uma respiração bem aplicada; e ainda para melhorar a qualidade de vida, amenizando o stress advindo do ritmo alucinante dos grandes centros urbanos.

A meu ver, o Yôga que surgiu há alguns milênios, está vários passos à frente da humanidade, no que se refere à evolução do indivíduo. O conhecimento tecnológico avança por um lado, mas continuamos ignorantes por outro. Ignorantes de nós mesmos. Os sábios da antiguidade, os rishis, nos deixaram uma herança muito valiosa, fruto da auto-observação e do autoconhecimento. A riqueza do Yôga impressiona. São milhares de técnicas orgânicas para aprimorar o corpo e a saúde, dezenas de exercícios respiratórios, técnicas de descontração, desintoxicação e fortalecimento dos órgãos internos, centenas de mantras, inúmeros exercícios de meditação.

A RESPIRAÇÃO DO SWÁSTHYA

O nome técnico da respiração do Yôga é pránáyáma. A palavra pránáyáma deriva de dois termos sânscritos: prána, que significa alento, força vital, respiração, energia, vitalidade; e áyáma, expressão que significa extensão, intensidade, propagação, dimensão. Pránáyáma, então, é o processo através do qual expande-se e intensifica-se o fluxo da energia no interior do corpo.

Em outra acepção, esta palavra estaria formada pelos vocábulos prána, designando a energia vital e yáma, que significa controle, domínio, retenção, pausa. Pode traduzir-se também como domínio não se faz no sentido de limiar a respiração, mas expandi-la, a fim de lograr juntamente com isto a elevação da consciência.

Pránáyáma é a expansão da bioenergia através de respiratório. Uma vez que a respiração esteja perfeitamente regulada, poderemos facilmente controlar os processos conscientes, já que respiração, mente e emoções interagem mutuamente. A respiração é o único ato vital inconsciente que podemos ter acesso e controle de imediato. Através dela temos condições de mergulhar nas profundezas do nosso inconsciente e torná-lo consciente. Dessa forma abrimos o livro interno e ganhamos condições de ler os registros mais íntimos. Através deste autoconhecimento seguramos as rédeas da transformação e conduzimos nossa evolução.

Em todos os textos de Yôga que chegaram até nós, o prána aparece sempre associado à força vital, energia e poder, porém, é preciso destacar que este tempo possui dois aspectos: cósmico e o individual.

Todo o universo é composto em sua essência de prána. O átomo é a menor partícula da matéria e este é formado por energia. Então tudo o que existe é energia. Tudo o que existe é prána.
O prána cósmico abrange todas as formas de energia existentes: a contida nas partículas atômicas e as forças elementais da Natureza (luz, calor, magnetismo, eletricidade, gravidade).

No plano humano, prána é o substrato energético que forma o nosso corpo tangível, regulador de todas as funções orgânicas e físicas. O volume de prána que circula dentro do corpo determina o grau de vitalidade de cada indivíduo. Os órgãos de absorção do prána são: pele, língua, nariz e alvéolos. Extraímos essa bioenergia do sol, dos alimentos que ingerimos, da água que bebemos e do ar que respiramos. Ele circula no corpo pelas nádis, canais da fisiologia sutil.

Pode-se ver o prána facilmente em dias de sol e céu limpo. Deitado ou sentado ao ar livre, fixe o olhar no infinito, respire tranquilamente e mantenha a mente alerta. Poucos minutos depois você começará a ver minúsculos pontos de luz brilhantes e transparentes, que refletem o azul do céu. Utilize sempre esta imagem ao visualizar a absorção do prána. O ar que respiramos é ar material. Através do domínio desse ar material conseguimos controlar o prána ou ar sutil. É sobre essa relação entre o ar denso e o ar sutil que versa o pránáyáma.

O prána como energia manifestada biologicamente é um conceito essencial dentro do Yôga. Através do desenvolvimento e controle dessa força atingimos os estados de consciência relativos à unificação do ser, indispensáveis para alcançarmos o samyama, as etapas finais de meditação do Yôga.

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O domínio e a expansão do prána no corpo do praticante começam pela execução de determinados exercícios que consistem em dar à respiração um ritmo diferente daquele que caracteriza o estado de vigília, visando a fazer com que ela flua ora de forma lenta e profunda, ora acelerada e vigorosa, de acordo com o efeito desejado.

A razão disto é que existe uma relação muito estreita entre ritmos respiratórios e estados de consciência. Esta afirmação vai muito além da simples comprovação de que, por exemplo, a respiração de uma pessoa que está fazendo um esforço para concentrar-se diminui o seu ritmo naturalmente, enquanto que alguém submetido a uma situação limite respira de forma superficial e agitada.

Através do pránáyáma, prolongando cada vez mais a inspiração, a expiração e as retenções, o yôgin pode penetrar em todas as modalidades de consciência. O praticante (sádhaka), mantendo a continuidade da sua atenção, vivencia os estados próprios do sono e do sonho sem renunciar à sua lucidez e logra a concentração e a unificação dos seus pensamentos no quarto estado, o que lhe dará acesso à meditação contemplativa (dhyána) e, posteriormente, ao estado de hiperlucidez (samádhi). Porém, como veremos, o objetivo imediato do pránáyáma é bem mais despretensioso.

Resumindo, podemos afirmar que o pránáyáma é a disciplina através da qual o praticante procura plasmar o próprio organismo com a totalidade das forças e poderes do universo.

Texto extraído da Revista Yôga Review

Tribo Clean

O que é a tribo clean?

“Tribo clean” é a expressão que me parece mais adequada para designar um segmento de público de todas as idades, mas especialmente jovem, que adota um modo de vida leve, descontraído, espontâneo, saudável, que aprecia manter seu corpo desintoxicado e a natureza preservada. Trata-se de pessoas que amam os animais, que são da paz e são do bem, pessoas que gostam de cultivar a qualidade de vida.
Essa é a nossa maneira de propor um mundo justo e perfeito.

DeRose

Esta é a nossa tribo:

Nossa definição de Qualidade de Vida
Qualidade de vida é tornar sua existência descomplicada, é fazer o que lhe dá prazer, com alegria, saúde e bem-estar, com boa alimentação, boa forma e boa cabeça.

Qualidade de vida é relacionar-se de maneira descontraída, ética e responsável com o meio socio-cultural, procurando compartilhar e interagir, agregando sempre generosidade, elegância, respeito e carinho às nossas relações humanas mediante adoção de um conjunto de valores que incluem boa cultura, boa civilidade e boa educação.

Qualidade de vida é adotar uma visão de mundo que nos motive a buscar o desenvolvimento e aprimoramento continuo, conquistando a nossa excelência através do estudo, dos ideais e do autoconhecimento.

Qualidade de vida é manter um padrão de gasto de dois degraus abaixo do que você ganha. É residir perto do trabalho. É alimentar-se com frugalidade. É conseguir extrair satisfação de todas as coisas. É esbanjar o seu tempo dando atenção aos amigos e aos conhecidos. É dar flores à pessoa amada. É não se deixar abalar pelos percalços da vida. É amar com franqueza e perdoar com sinceridade.

Estes são os nossos valores.

Qualidade de vida & alta performance

O Espaço Braga | SwáSthya Yôga oferece aulas regulares e actividades suplementares que visam uma transformação integral no indivíduo nas suas diversas dimensões: física, mental, psíquica e emocional, conduzindo à evolução e ao desenvolvimento pessoal.

Ensinamos técnicas que proporcionam melhor respiração, aumento da capacidade de concentração e de foco, descontracção, boa forma física, permitem gerir melhor o stress e as emoções, estimulam a criatividade e expandem a consciência.

Valorizamos o bom relacionamento humano, a civilidade, a cultura,  a consciência ambiental e a alimentação saudável.

Vem conhecer-nos!