Praticar Sempre!

Não deixe de praticar um só dia! A disciplina e constância farão toda a diferença no seu bem-estar e nos resultados que vai atingir.

Existem muitas maneiras de manter a sua prática, mesmo que não venha à Casa do Yoga todos os dias. A seguir algumas dicas simples que podem ser aplicadas em casa, nos seus tempos livros ou até na pausa do trabalho

  • Ao acordar faça alguns ciclos de contracções abdominais. Progressivamente, vá aumentando o tempo de retenção e o número de contracções. Não deve desleixar a profundidade do movimento em proveito de um número maior de repetições. Para que a técnica produza o seu efeito é importante que o movimento não seja superficial e portanto o aumento do número de repetições não pode prejudicar um movimento amplo e profundo.

 

  • Pratique técnicas de respiração ao longo do dia. Por exemplo, bhastriká produz uma oxigenação muito mais intensa que todos os outros exercícios respiratórios, limpa os pulmões e as vias respiratórias e é altamente energizante e vitalizante, podendo eliminar o cansaço e a depressão em poucos instantes. Se quiser ganhar foco e concentração use o chaturanga pránáyáma. Quando quiser adormecer ou simplesmente descontrair, a respiração completa no ritmo 1-2-3 é uma excelente opção.

 

  • Não sempre se consegue sentar para praticar o seu exercício de meditação, mas de certeza que consegue praticar a atenção plena numa actividade diária. Por exemplo: conduzir, passear o cão, tomar banho, lavar a loiça, correr, caminhar, etc.

 

  •  A Saudação ao Sol é uma óptima prática para fazerem sozinhos em casa.
    Se fizerem dez sequências de Saudação ao Sol num ritmo acelerado, têm um bom treino cardiovascular. Se fizerem num ritmo mais lento, as técnicas ajudam a tonificar os músculos e torna-se uma prática meditativa e que ajuda a descontrair a mente.

Qualquer dúvida consulte o seu Instrutor.

 

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O súrya namaskar

Súrya namaskar significa literalmente saudação ao sol. Compreende uma sequência de 12 técnicas corporais.

Há milhares de anos, no vale do Indo, surgiu uma série de movimentos com o objectivo de saudar o sol. O Sol é  fonte de luz, de calor e da vida no nosso planeta, sem o sol a vida não seria possível. O sol possibilita-nos a capacidade de visão e o conhecimento rápido e directo de toda a manifestação, por essa razão, na tradição Indiana a luz, o fogo e o sol são símbolos de sabedoria e do conhecimento da nossa essência.

Pratique o súrya namaskar com os olhos fechados, e imagine um sol nascente diante de si. Sinta a carícia dos raios solares na sua pele, e mentalize a captação de prána (bioenergia) na cor alaranjada através da pele.

Preste atenção à sua respiração, e execute cada movimento segundo a regra da respiração: movimentos para cima são feitos com inspiração, para baixo com expiração.

As posições 4 e 9 são realizadas uma vez para cada lado, dentro da mesma sequência.

Procure primeiro, aprender a sequência com um Instrutor, para que depois a possa executar correctamente sozinho em casa.

A prática regular de Saudação ao Sol oferece uma série de benefícios para todas as partes do corpo. Estas técnicas corporais de Yôga são poderosas e têm  um impacto positivo sobre o corpo.

Boas práticas!

Bandhas, nauli, pránáyama e kundaliní

A teoria sem a prática vira ‘verbalismo’, assim como a prática sem teoria, vira activismo. No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a acção criadora e modificadora da realidade.

Paulo Freire

Uma aula sobre bandhas, nauli, pránáyáma e kundaliní!

Neste link:

http://www.youtube.com/watch?v=cGcbee94LGE&feature=share&list=PL9F4862A851C59DA0

 

Sádhana

Venha! Embarque e usufrua ao máximo de tudo de bom que a principal ferramenta do Swásthya Yôga  pode trazer à sua existência.

Encontre o melhor lugar para desenvolver a sua prática. Crie disponibilidade interior para essa vivência e sintonize. Sinta brotar de suas mãos, através do gesto reflexológico que executa, o acolhimento dessa filosofia milenar. Permita-se a receber, por cada poro do seu corpo, qualidade de vida e bem-estar.
Agora, expanda essa vitalidade e vontade, transmitindo-as ao local que o(a) acolhe, ao grupo com o qual partilha essa experiência, ao instrutor que ministra a prática e a todos os mestres e discípulos que permitiram que os ensinamentos dessa cultura ancestral chegassem até você. Sinta-se grato pelas pessoas que você tem junto de si e pela vivência que experimenta. Seja grato e alegre pela Vida, em si.
Exteriorize essa alegria por meio da vocalização de sons e ultra-sons que visam a desobstruir os meridianos por onde circula a energia vital em seu organismo. Interiorize-se com a vocalização do som universal mais poderoso: ÔM.
Agora, sinta o oxigénio fluir por suas narinas. Estabilize sua respiração com um ritmo coordenado, transformando-a numa dança fluida que percorre cada célula do seu ser, sob a forma de estrelas de energia que potencializam a vitalidade de cada partícula que forma você. Observe, a esta altura, as subtis alterações em sua frequência cardíaca e em seus estados de consciência.
Execute com a devida consciência a purificação das mucosas, percebendo como é possível sentir, de dentro para fora, o trabalho de limpeza que se processa em você. 
 Que tal? Sente-se bem? Pois isso é só o início.
Trabalhe agora seus corpos físicos, mental e emocionais através da técnica orgânica. Sinta os vórtices de energia que se interconectam por meio de linhas de força que existem em seu corpo, mentalizando que cada músculo, artéria e tendão são seus cúmplices nos objectivos que o seu corpo se propõe atingir. Após tomar consciência da satisfação proporcionada por cada conquista sua, supere-se, dando o seu melhor (não só no sádhana, mas também e principalmente na vida).
Maravilha! Agora, descontraia e deixe que o corpo assimile, até na intimidade das suas células, tudo aquilo que, depois de filtrado, pretende guardar consigo.
Por fim, aquiete a sua mente, estabilize a sua consciência, e sinta desabrochar a sua flor de lótus. Uma flor cujas pétalas expandem auto-suficiência, saúde, bem-estar, conforto e satisfação. 
 Abra os olhos, sorria para a vida e lance as suas pétalas em direcção ao sol.
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Boa Viagem!
 SwáSthya!
Cláudia Dutra – Sádhaka da Unidade Savassi – Belo Horizonte

Ashtánga sádhana

A característica principal do SwáSthya Yôga é a sua prática ortodoxa denominada ashtánga sádhana (ashta = oito; anga = parte; sádhana = prática). Trata-se de uma prática integrada em oito partes, a saber: mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama. Estes elementos estão explicados em detalhe adiante.

1) mudrá

É o gesto ou selo que, reflexologicamente, ajuda o praticante a conseguir um estado de receptividade superlativa. Mesmo os que não são sensitivos podem entrar em estados alfa e théta já nesta introdução.

 

2) pújá (manasika pújá)

É a técnica que estabelece uma perfeita sintonia do sádhaka com o arquétipo desta linhagem. Com isso, seleciona um comprimento de onda adequado a esta modalidade de Yôga, conecta seu plug no compartimento certo do inconsciente coletivo e liga a corrente, estabelecendo uma expressiva troca de energias entre o discípulo e o Mestre.

 

3) mantra (vaikharí mantra: kirtan e japa)

A vibração dos ultra-sons que acompanham o “vácuo” das vocalizações, neste caso do ády ashtánga sádhana, tem a finalidade de desesclerosar os canais para que o prána possa circular. Prána é o nome genérico da bio-energia. Somente depois dessa limpeza é que se pode fazer pránáyáma. O SwáSthya Yôga utiliza centenas de mantras: kirtan e japa; vaikharí e manasika; saguna e nirguna mantras.

 

4) pránáyáma (swara pránáyáma)

São exercícios respiratórios que bombeiam o prána para que circule pelas nádís e vitalize todo o organismo. E também a fim de distribuí-lo entre os milhares de chakras que temos espalhados por todo o corpo. Bombear aquela energia por dutos obstruídos pelos detritos decorrentes de maus hábitos alimentares, secreções internas mal eliminadas e emoções intoxicantes, pode resultar inócuo ou até prejudicial. Por isso, antes do pránáyáma, procedemos à prévia limpeza dos canais, na área energética.

5) kriyá

São atividades de purificação das mucosas, que têm a finalidade de auxiliar a limpeza do organismo, agora no nível orgânico. Em se tratando de Yôga, só se deve proceder às técnicas corporais após o cuidado de limpar o corpo por meio dos kriyás.

 

6) ásana

Esta é a parte mais conhecida e característica do Yôga para o público leigo. Não é ginástica e não tem nada a ver com Educação Física. São os procedimentos orgânicos que produzem efeitos extraordinários em termos de  boa forma, flexibilidade, musculatura, equilíbrio de peso e saúde em geral. Para aproveitar ao máximo seu potencial, os ásanas devem ser precedidos pelos kriyás, pránáyámas, etc. Os efeitos dos ásanas começam a se manifestar a partir do yôganidrá.

 

7) yôganidrá

É a descontração que auxilia o yôgin na assimilação e manifestação dos efeitos produzidos por todos os angas. A eles, soma os próprios efeitos de uma boa recuperação muscular e nervosa. Mas atenção: yôganidrá não tem nada a ver com o shavásana do Hatha Yôga. Shavásana, como o nome já diz, é apenas um ásana, uma posição, em que se relaxa, mas não é a ciência do relaxamento em si. Essa ciência se chama yôganidrá e ela não consta do currículo do Hatha Yôga. Por isso alguns instrutores de Hatha Yôga censuram o uso de música ou de indução verbal do ministrante durante o relaxamento. O yôganidrá aplica não apenas a melhor posição para relaxar, mas também a melhor inclinação em relação à gravidade, o melhor tipo de som, de iluminação, de cor, de respiração, de perfume, de indução verbal, etc.

 

8) samyama

Essa técnica compreende concentração, meditação e samádhi “ao mesmo tempo”, isto é, praticados juntos, em sequência, numa só sentada (etimologicamente, samyama pode significar ir junto). Se o praticante vai fazer apenas concentração, chegar à meditação ou atingir o samádhi, isso dependerá exclusivamente do seu adiantamento pessoal. Assim, também é correto denominar o oitavo anga de dhyána, que significa meditação. É uma forma menos pretensiosa.

Portanto, mesmo uma prática de SwáSthya Yôga considerada para iniciantes, como este conjunto de oito feixes de técnicas que acabamos de analisar e que constitui a fase inicial do nosso método, será bem avançada em comparação com qualquer outro tipo de Yôga, já se prevendo a possibilidade de atingir um sabíja samádhi.

Práticas para o dia-a-dia III

Grande parte da energia que consumimos para trabalhar, para nos divertirmos, para realizarmos exercício físico e até para  nos relacionarmos com as outras pessoas provém do acto de respirar.  No entanto, ao longo da vida acostumamo-nos a executar de forma automática uma respiração que é superficial e torácica, e que representa apenas 10% da nossa capacidade pulmonar.

Ao iniciarmos as práticas de Yôga reeducamos a nossa respiração tornando-a mais profunda e consciente. Começamos pela respiração abdominal – que representa 60% da capacidade pulmonar – e depois a intercostal – que representa 30% – além da torácica (os restantes 10%). A prática constante é a responsável por  proporcionar um acréscimo de energia, que será direcionado às suas actividades físicas, emocionais e mentais.

É por isso que as técnicas respiratórias são tão importantes. A respiração automática, que a maioria das pessoas utiliza, é naturalmente mais rápida e curta, desencadeando estados de ansiedade ou mesmo de melancolia, dependendo da pessoa.

Aos poucos, a respiração que aprende na sala de prática vai sendo transferida para todos os momentos do seu dia.

Exercícios Respiratórios:

Sente-se numa posição confortável.

Respiração abdominal

Ao inspirar direccione o ar para a parte baixa dos pulmões, dilatando o abdómen, retenha o ar por alguns segundos, sem contar ritmo e ao expirar contraia-o ligeiramente para dentro. Procure encher a parte baixa dos pulmões a cada inspiração e esvaziar tanto quanto possível a cada expiração. Atente a que a movimentação abdominal seja da seguinte forma: quando enche a parte baixa dos pulmões com ar o abdómen expande e quando esvazia o abdómen contrai ligeiramente. Mantenha o exercício por alguns minutos, tomando consciência da movimentação e da capacidade respiratória da parte baixa dos pulmões.

Respiração intercostal

Coloque as palmas das mãos tocando os lados das costelas, com os dedos voltados para a frente e ao expirar faça pressão com as mãos, de forma que estas empurrem as costelas e as pontas dos dedos se aproximem na altura do plexo solar. Ao inspirar, desfaça a pressão das mãos, deixando agora que estas sejam impelidas para fora, pelas costelas.

Ao inspirar as costelas afastam-se, levando o ar para a parte média dos pulmões, retenha por alguns segundos com ar e ao expirar aproxime as costelas.

Neste exercício não se movimenta a parte baixa nem a alta dos pulmões e quando a musculatura intercostal estiver bem dominada a utilização das mãos poderá ser dispensada.

Mantenha o exercício por alguns minutos, treinando a respiração média e ampliando a movimentação intercostal, aumentando, assim, a amplitude pulmonar.

Respiração clavicular

Inspire e leve o ar para o ápice dos pulmões. Mantendo a musculatura abdominal e intercostal levemente contraídas e sem movimentação. Retenha com ar enquanto for confortável e expire suavemente, sem pressa. Esta é a respiração alta. Utilize a parte alta dos pulmões, inspirando elevando o peito retém com ar e expira baixando o peito. Mantenha o exercício por alguns instantes.

Respiração completa

Inspire projectando o abdómen para fora, em seguida, as costelas para os lados e, finalmente, dilatando a parte mais alta do tórax. Retenha o ar nos pulmões por alguns segundos, enquanto for confortável, e expire soltando o ar, primeiramente, da parte alta, depois parte média e finalmente da parte baixa dos pulmões.

Traga ar para os pulmões pela parte baixa, média e alta, retenha com ar e esvazie os pulmões pela parte alta, média e baixa. Utilize agora as três partes dos pulmões, que estivemos a treinar nas faixas anteriores, trazendo o ar pela parte baixa, média e alta e esvaziando pela alta, média e baixa.

Até se tornar automático, atente à movimentação: ao encher os pulmões com ar, o abdómen é dilatado, as costelas afastam-se e o tórax eleva-se. Assim, estamos a estimular todo o potencial e capacidade dos nossos pulmões. A proporcionar uma maior oxigenação e produção de endorfinas e consequentemente uma sensação única de bem-estar, leveza e vitalidade.

Mantenha o exercício por vários minutos. E lembre-se que a respiração é nasal e silenciosa.

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