A relação entre o Surf e a Meditaçao

Um excelente texto do Instrutor Lucas DeNardi!

Para explicar essa relação é necessário entender o que é a meditação e em qual momento o surfista poderia, surfando uma porção dinâmica do oceano, com cores, movimento e som ao seu redor, atingir tal objetivo.

A meditação ou dhyána, em sânscrito, é uma técnica do acervo do Yôga utilizada para designar tanto o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa ferramenta. O exercício em si é bastante simples: consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto, conforme ensina o renomado escritor DeRose no livro Tratado de Yôga. Assim, estaríamos aptos a perceber a essência do objeto observado e, com o tempo de prática, a essência de nós mesmos, alcançando o autoconhecimento.

Continuar a ler

Anúncios

Experimente ficar focado!

As pessoas já não estão só a cozinhar — estão a cozinhar, a mandar mensagens, a falar ao telefone, a acompanhar o YouTube e a carregar fotos da refeição incrível que acabaram de fazer. O designer Paolo Cardini questiona a eficiência do nosso mundo de multitarefas e defende — pasme-se — as “monotarefas”.

Quando chegamos à última parte da prática de Yôga tentamos ficar focados numa coisa só (o nosso objecto de meditação), e sabemos que quando conseguimos fazer isso entramos no estado de concentração.E Que tal levarmos essa técnica tão preciosa para o nosso dia-a-dia? Nós, yôgins, sabemos que as multitarefas conduzem à dispersão e à baixa produtividade, enquanto que as “monotarefas” nos levam à concentração e ao alto rendimento no trabalho!

Foco, concentração e meditação

Participa do Treino de Meditação que acontece todas as sextas-feiras. E em conjunto com o seu Instrutor, define um programa de práticas, leituras e actividades, moldado à tua medida, com o objectivo de te orientar para o aprimoramento pessoal, respeitando o seu ritmo individual.

foco

O nosso dia-a-dia está carregado de solicitações, preocupações e principalmente distracções que nos desviam dos nossos objectivos. Por isso, é importante  levar as técnicas que aprendemos na sala de aula para o nosso quotidiano.
O que muda quando nos decidimos praticar concentração e meditação:
  • Satisfação pessoal
  • Aumento de produtividade
  • Ter mais tempo para descansar  e recarregar energias
  • Trabalhar com mais eficiência
  • Tomar decisões com mais rapidez
  • Melhorar a capacidade de resposta nas situações de pressão
Bastam alguns minutos por dia para começares a sentir a diferença.
Atreve-te!

E tu, estás consciente?

Muitas vezes vivemos como zombies.  Percorremos os dias da nossa vida mecanicamente, sem realmente estarmos presentes.

O  SwáSthya Yôga com as suas técnicas de reeducação respiratória, concentração, técnicas orgânicas, etc., conduz a uma vivência mais agradável, com mais sensibilidade, confiança e auto-estima. Os resultados obtidos são a conquista de boa-forma, através do aumento de força e vitalidade corporal, o descobrir das próprias qualidades, virtudes e aptidões bem como a sensação de empowerement e optimismo para conquistar as metas pessoais desejadas.

O que 1 mês de meditação pode fazer por si?

“Before and After” é um projecto do fotografo Peter Seider cujo objectivo é verificar os efeitos de um mês de prática intensiva de meditação.

A tarefa de cada participante era simples: sentar-se para um retrato 1 dia antes de começar o  retiro de um mês de meditação. Antes de fotografar o autor pediu a cada pessoa para definir os objectivos a serem alcançados durante o período de prática que tinha pela frente. No final dos 30 dias de retiro cada participante voltou a sentar-se no mesmo cenário para ser fotografado e para explicar como tinha sido a experiência do retiro de meditação.  O resultado deste  trabalho é a série de fotos abaixo.

 

"Before and After" by Peter Seidler

Fonte: Before and After: Portraits from dathun

Mantenha-se focado

Imagine uma pessoa que quisesse achar água e ficasse dispersando tempo e trabalho a cavar vários poços ao mesmo tempo ao invés de se concentrar num só. A cada buraquinho recém começado, interrompesse para ir cavar outro e depois voltasse para o primeiro; trocasse de novo para experimentar um terceiro e assim sucessivamente. Após perder muito tempo e desperdiçar muito trabalho, provavelmente abandonaria todas as tentativas, desanimado, declarando que definitivamente não adianta cavar, pois supõe que nenhum deles dará água. Contudo, é provável que todos dessem água (de diferentes qualidades e com diferentes profundidades), desde que o inconstante tivesse se concentrado num só poço.

Do livro “Tratado de Yôga”, DeRose, Afrontamento