Sobre Casa do Yoga

Influenciar positivamente a vida de cada pessoa que entra em contacto connosco. Compreender as suas necessidades e proporcionar uma saúde plena, desde o nível físico, emocional e mental até ao autoconhecimento, através das técnicas e dos conceitos do Yoga.

Dia 10 de Dezembro – Equilíbrio

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Reflexão

“Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara – fazer a coisa certa no momento certo. Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.

Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.

Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo.” Brahama Kumaris

E para ti, o que significa equilíbrio?
Tira uns minutos do teu dia para pensares na tua definição de equilíbrio.

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Dia 9 de Dezembro – Bolo de Aveia e frutos secos

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Receita

Para acompanhar o Chai, que foi a nossa proposta da semana passada, sugerimos um bolo.

.:Bolo de Aveia e frutos secos:.

Ingredientes:
3 chávenas de aveia prensada
2 chávenas de farinha de trigo
2 chávenas de açúcar mascavado
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 1/2 colher de chá de canela
1 3/4 de chávena de leite de coco
3/4 chávena de óleo vegetal
1 1/2 chávena de frutas secas de qualquer tipo

Preparação:
– misture todos os ingredientes secos
– acrescente o óleo, o leite de coco e misture bem
– junte as frutas e coloque a massa numa forma untada e enfarinhada e leve ao forno baixo por 40 a 50 minutos

Receita do livro “O Gourmet Vegetariano”, Rosângela de Castro

Dia 8 de Dezembro – Saudação ao Sol

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Desafio

Quando os alunos me pedem uma prática para fazer em casa, a primeira coisa que me vem à mente é a Saudação ao Sol (Surya Namaskar). É uma prática simples, acessível e com óptimos efeitos.

Surya significa Sol, Namaskar representa um gesto ou uma palavra de cumprimento ou de saudação. Traduzindo literalmente Surya Namaskara é a Saudação ao Sol.

Existem várias formas de praticar a saudação ao Sol. Cada tradição de Yoga derivou a sua própria forma de fazer esta sequência de posições, ou asanas como designamos no contexto do Yoga.

A Saudação ao Sol é, geralmente, uma sequência de 12 asanas, que começa num primeiro asana em pé e termina nesse mesmo asana como um ciclo que se completa.

Esta prática apresenta uma natureza cíclica/rítmica que sintoniza com os ritmos da natureza. Tudo à nossa volta é cíclico, as estações do ano; os meses do ano; o dia e a noite; a vida, morte e renascimento… mas também no nosso corpo: a respiração, os batimentos cardíacos, o ciclo menstrual das mulheres, etc, os nossos biorritmos apresentam, em geral, uma natureza cíclica.

A prática da Saudação ao Sol é um sadhana  em si mesma, à qual se podem adicionar técnicas de respiração, visualização e concentração. É uma boa forma de começar o dia, proporcionando um aumento de vitalidade e dinamismo. A diversidade e alternância de movimentos que variam entre extensões, flexões, e exercícios de força,  diminuem a rigidez corporal e ajudam a tornar o corpo mais forte e flexível.

Desafio: Praticar a Saudação ao Sol amanhã de manhã 🙂 🙂 🙂

Faça a Saudação ao Sol que aprendeu nas suas aulas de Yoga, com a respiração que lhe foi transmitida pelo seu Instrutor. Execute dez repetições.

O Surya Namaskar  fortalece as costas, tonifica os músculos e concentra a mente.

 

 

Dia 7 de Dezembro – Lenda de Ganesha

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Cultura do Yoga

Ganesha é um dos mais conhecidos deuses do hinduísmo. É filho de Shiva e Parvati, irmão de Skanda (deus do conflito), esposo de Budhi (iluminação) e Siddhi (realização).

Segundo diz a lenda, Shiva ausentava-se muitas vezes de casa deixando Parvati sozinha. Parvati criou Ganesha com as suas próprias mãos, dando-lhe a vida como seu filho e tornando-o seu guardião particular.
Um dia Shiva regressa a casa e encontra o menino a guardar a entrada. Ganesha impede Shiva de passar e luta bravamente, mas Shiva acaba por lhe cortar a cabeça com o trishula.
Parvati quando percebe o sucedido ameaça desabar o mundo com a sua ira. Shiva pede perdão, mas Parvati diz-lhe que só o perdoará se ele restituir a vida do seu filho. Shiva resolve procurar uma cabeça para Ganesha, e a primeira que encontra é a de um elefante.Então Shiva colocou a cabeça de elefante no corpo do menino e este reviveu.

 

Ganesha é considerado o removedor dos obstáculos, mestre do intelecto, da sabedoria e senhor do sucesso e da fartura.

Cabeça grande: representa a grande sabedoria e intelecto;
Tromba: símbolo do poder de discernimento; capacidade de discernir entre o certo e o errado;
Boca pequena: falar menos, apenas o essencial;
Orelhas grandes: Ouvir mais e falar menos;
Grande barriga: simboliza a paciência e a capacidade de digerir o bem e o mau ao longo da vida;
Única presa: Ganesha tem apenas uma das presas, pois a outra foi partida. A presa única representa a ideia dos sacrifícios que devem ser feitos para se atingir a felicidade;
Machado: simboliza a capacidade de controlar a mente e de eliminar os apegos, e tem a capacidade de cortar os obstáculos;
A corda junto da flor de lótus: levar os devotos a alcançar objectivos mais elevados
Modak(sobremesa indiana): simboliza o lado doce da  e também os prazeres da vida.
Rato: este é o meio de transporte do Ganesha, que também representa a sabedoria, talento e inteligência, no sentido de investigar minuciosamente um assunto considerado difícil.

Ganesha tem um pé no chão e outro no ar. Simboliza que o sábio vive no mundo como qualquer outra pessoa. O pé no chão é a parte que lida com o mundo e o pé que está no ar simboliza a conexão com o Ser. O sábio é aquele que vive no mundo sem perder a visão do Todo.

Dia 6 de Dezembro – Ecologia e Yoga

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Reflexão

Texto de Georg Feuerstein
Fonte: Livro – Tradição do Yoga

Editora: Cultrix

“Todas as formas de vida são ligadas entre si e dependem umas das outras. É esse o tema da ecologia. Em palavras simples, a ecologia é o estudo dos relacionamentos vitais entre os vegetais e animais (ou seres humanos) e o ambiente em que vivem. Muitas vezes, a palavra é usada para designar o próprio nexo que liga o ser vivo ao ambiente, embora a ecologia seja, a rigor, o estudo desse nexo.

Nosso planeta já foi comparado a uma espaçonave gigantesca cujos recursos são limitados. É verdade que os recursos da Terra não são inexauríveis, mas há um outro fato muito importante: nosso planeta natal é muito mais complexo do que poderia ser qualquer implemento tecnológico. Ele é, como lembrou à nossa geração o biólogo James Gordon Lovelock, um organismo vivo, que ele chamou de “Gaia”. Sendo um organismo vivo, a Terra é um sistema de forças cuidadosamente equilibradas.

No decorrer das décadas passadas, esse equilíbrio foi gravemente perturbado por padrões de vida antiecológicos, característicos sobretudo dos chamados países “civilizados”, que geraram a chamada “crise ecológica”. Muitos fatores contribuem para essa crise, e entre eles podemos destacar a superpopulação, a má distribuição da população (ou seja, o gigantismo das áreas metropolitanas), o consumo excessivo, o desperdício, o mau uso da tecnologia e, sendo este um dos principais problemas, uni pensamento egoísta e imediatista.

O que tudo isso tem a ver com o Yoga? Tudo. O Yoga é intrinsecamente ecológico. Todo Yoga é aquilo que já se chamou de “Eco-Yoga”. Nas palavras do Bhagavad-Gitâ (11.48), Yoga é equilíbrio (samatva). Essa palavra não precisa ser compreendida somente no âmbito psicológico. Quando temos o equilíbrio interior, temos também o equilíbrio em relação ao ambiente. Isso se confirma pelo código moral do Yoga, abrangente e rigoroso, que abarca todos os aspectos das relações do praticante com seu ambiente e com os outros seres vivos.

Esse código se consubstancia nas cinco disciplinas morais (yama): não cometer violência, praticar a veracidade, não roubar, respeitar a castidade e não cobiçar. Assim, a não-violência (ahimsâ) consiste numa reverência por todas as formas de vida. Isso implica, por exemplo, a escolha de um estilo de vida que não prejudique o hábitat de outras espécies animais. Além disso, quando levamos a sério essa regra, temos de adotar uma dieta vegetariana. Caso isso não seja possível, temos ao menos de garantir que nosso consumo de produtos derivados de animais (carne, ovos e laticínios) não colabore de modo algum com a cruel prática da criação animal industrializada.

A regra yogue do não-roubar (asteya) implica, por exemplo, que não peguemos para nós mais do que o necessário para atender as necessidades do nosso complexo psicossomático. São poucos, porém, os que se dispõem a adotar o modo de vida espartano com o qual os verdadeiros yogins estão acostumados. Por outro lado, existem muitas coisas que podemos fazer para nos adaptar a essa obrigação moral. Assim, podemos evitar o que se chama de “consumismo” e que inclui o abominável desperdício de alimentos. Podemos aprender a usar aquilo que temos de sobra (e cujo destino é na maioria das vezes a lata de lixo) para melhorar as condições de vida de nossos semelhantes menos afortunados.

Do mesmo modo, a regra moral do não-cobiçar (aparigraha) é compreendida como uma exigência abrangente de que o homem se relacione com a vida de maneira equilibrada, sem querer tudo para si, respeitando o direito dos outros de partilhar dos recursos do nosso planeta. O viver consciente é um equilíbrio entre o dar e o receber. Assim, por exemplo, quando cortamos uma árvore num terreno nosso, ternos o dever de plantar pelo menos mais uma árvore. O pensamento eco-yogue exige de nós que colaboremos para repor os recursos utilizados.

A exigência yogue de pureza (shauca), que é uma das regras de autodomínio (niyama), também pode ser compreendida num sentido ecológico mais amplo. Temos de fazer todo o possível para eliminar a poluição em nossa própria vida e para apoiar os esforços em prol da limpeza do ambiente em geral.

O “Eco-Yoga” é um conceito que hoje designa a necessária convergência entre a espiritualidade yogue tradicional e o ativismo social que gira em torno das preocupações ecológicas. No começo do terceiro milênio d.C., estamos diante de uma crise ambiental cada vez mais grave que afeta profundamente a vida de todos. Já não podemos nos dar ao luxo de adotar o quietismo como postura de vida. Temos também de assumir a responsabilidade pelo ambiente em que vivemos, e isso significa reavivar em nós a ideia de que este planeta é sagrado e participar ativamente do seu processo de recuperação ecológica.

Do ponto de vista metafísico, o desafio com que deparamos é o de aprender a respeitar tanto a transcendência quanto a imanência. Para dar um exemplo concreto, não podemos ter a menor esperança de conhecer a nós mesmos e muito menos a Divindade, enquanto deixarmos que as pilhas de detritos e os poluentes tóxicos que infestam o ar bloqueiem nossa visão. Temos, antes, de aprender a cooperar com a Natureza, a qual é a própria base do esforço espiritual que temos a pretensão de fazer. Temos de estar dispostos a mostrar fidelidade não só ao caminho espiritual que escolhemos, mas também ao mundo em que vivemos.

Segundo a tradição do Tantra-Yoga, o corpo é um instrumento precioso para a realização da Divindade ou da Realidade. Temos de reconhecer, da mesma maneira, o imenso valor do nosso planeta. A Terra é o nosso corpo e é o único que temos. Destruindo-o, é como se nos suicidássemos. Vou apresentar agora algumas diretrizes para o cultivo do processo eco-yogue.

Levar uma vida mais simples, mais sensível a ecologia.

     Temos de avaliar nossos hábitos de consumo e ver o que podemos fazer para diminuir o consumo de energia e a poluição no nosso ambiente imediato. Podemos, por exemplo, nos perguntar: preciso deixar tantas luzes acesas? Realmente preciso ligar o ar-condicionado ou o aquecedor, ou posso isolar melhor a minha casa e assim diminuir o desperdício de energia? Preciso usar o automóvel com tanta freqüência ou posso planejar com mais cuidado minhas saídas, ou mesmo combinar um rodízio de carros com os amigos? Preciso dar a descarga toda vez que uso o banheiro e tomar um banho de quinze minutos todos os dias? Não poderia reciclar latas e garrafas? Será que realmente não tenho dinheiro para comprar alimentos orgânicos e mais saudáveis? A preguiça realmente me impede de usar os resíduos vegetais para fazer adubo composto no jardim? E por aí afora. As grandes mudanças começam quando fazemos as coisas “pequenas” – agora.

      Unir forças com um grupo ecológico local e passar a ter alguma atividade política. O Yoga não é mera interioridade. Tampouco é incompatível com a atividade política. Com excessiva frequência, os praticantes de Yoga preocupam-se apenas com a própria salvação e ignoram o contexto maior em que vivem. Em última análise, essa atitude é egoísta e contrária ao espírito do Yoga, além de ser contraproducente. Isso porque o ambiente se impõe a nós. Como, por exemplo, cultivar o controle da respiração numa cidade onde o ar é poluído? Como conservar sadios o corpo e a mente quando o solo onde cresce o nosso alimento é envenenado por substâncias químicas nocivas? Como alcançar a imobilidade interior necessária à meditação e à oração quando nossos tímpanos são constantemente bombardeados pelo ruído dos carros e dos aviões? No mínimo, temos o dever de dar apoio a grupos de ativistas como o Greenpeace, o Amigos da Terra, o Sierra Club, a National Wildlife Federation ou o Elmwood Institute.

     Cultivar o autoconhecimento, lançando luz sobre os motivos que nos levaram a tomar o caminho espiritual; e ter disposição para reconhecer e trabalhar as tendências neuróticas que se disfarçam de ideais espirituais. Não podemos confiar irrefletidamente na ideia que temos de nós mesmos; temos de consultar pessoas sábias e benignas que possam servir de espelhos fiéis do nosso caráter. A falta de autoconhecimento frequentemente nos leva a agir erroneamente.

     Estudar as tradições espirituais do mundo inteiro a fim de aprofundar a compreensão do caminho que adotamos.

     Isso nos ajuda a apreciar a complementaridade das tradições religiosas e espirituais deste nosso mundo. Faz diminuir também a tendência à parcialidade, ao sectarismo, ao elitismo espiritual e a outras formas de exclusivismo. Pode, enfim, nos ajudar a cultivar as virtudes admiráveis – e, na verdade, essenciais – da compaixão e da tolerância, que facilitam a cooperação e o viver ecológico.
Ficar em contato com o ambiente natural. A vida na cidade seduz as pessoas e as leva a ter uma relação abstrata com a Terra. E importante encostar no solo, cuidar de flores ou de árvores, provar a água pura das vertentes de montanha, ver de perto a exuberância da vida selvagem e assim por diante. Sem esse “aterramento”, a interioridade muitas vezes não passa de uma fuga neurótica. Para sermos completos, precisamos não só da bênção do Céu no interior, mas do toque da Terra no exterior, que nos transforma.

      Recordarmo-nos todos os dias de que a vida é um dom precioso que não pode ser desperdiçado, dissipado ou mal utilizado. Se o nosso coração está aberto, a gratidão e o louvor fluem naturalmente dos nossos lábios. De maneira geral, a educação ocidental não nos predispõe a expressar nossa gratidão (nem as demais emoções) e nos ensina antes a criticar do que a louvar. E claro que não há necessidade de omitir as críticas que precisam ser feitas, mas essas críticas, muitas vezes, são melhor recebidas quando são temperadas com a compaixão e o louvor (o qual pode ser visto como uma forma ativa da compaixão).

     A vida no mundo pós-moderno nos feriu a todos de uma maneira ou de outra, e a necessidade de cura é intensa. O louvor e as expressões de gratidão são meios excelentes para aliviar o sofrimento (duhkha) e promover a esperança. Quando vemos a vida como uma oportunidade espiritual pela qual somos gratos, o mundo deixa de ser nosso inimigo. Não deixamos de colher a nossa parte do karma coletivo nem de sofrer com a exploração da Terra, mas começamos por outro lado a sentir uma afinidade mais profunda com todas as pessoas, seres e coisas – afinidade essa que é em si mesma uma cura. Tornamo-nos verdadeiros cidadãos do ecossistema cósmico; nosso voto, que decidirá o futuro desse ecossistema, é dado a cada momento pela maneira como vivemos.”

Dia 5 de Dezembro – Os Yoga Sutras

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Cultura do Yoga

Yoga Sutra e Patanjali são nomes que todo o praticante de Yoga já ouviu.

Patanjali ficou conhecido como autor dos Yoga Sutras. Os sutras são um estilo de escrita da Índia antiga, caracterizado por textos sintéticos, compostos por afirmações curtas, os sutras propriamente ditos. É característico dos sutras começarem pela tese básica, que no desenrolar do texto vai sendo explicitada, o que é contrário ao hábito ocidental de introduzir e desenvolver um tema até à conclusão final.

Os Yoga Sutras são compostos de 195 aforismos, divididos em quatro partes ou livros: 1º Samadhi-Pada (sobre a concentração da mente); 2º Sadhana-Pada (sobre os meios de realização); 3º Vibhuti-Pada (sobre os poderes); 4º Kaivalya-Pada (sobre o isolamento do espírito).

Apesar do Yoga se dividir num número bastante grande de correntes, todas se fundamentam nos Yoga Sutras de Patanjali, que foi considerado o sistematizador do Yoga Clássico.

O sistema de Patanjali propõe onze passos que são: yamas (condutas morais), niyamas( disciplinas), asanas (posturas), pranayama (técnicas de respiração), pratyahara (libertação dos sentidos), dharana (concentração), dhyana (meditação) e samadhi (libertação).

Yamas

Yama significa dominar, controlar. São cinco proscrições éticas (que preparam o praticante para os estágios seguintes): ahimsa, satya, asteya, brahmacharya e aparigraha.

ahimsa ou a não-violência – compreende a abstenção de violência. Significa não causar sofrimenento a si mesmo, aos outros seres, ao planeta.

satya ou a verdade – satya não é só a abstenção da mentira, implica a busca de uma perfeita coerência entre os pensamentos, as palavras e os actos.

asteya ou não roubar – além de não se apropriar de propriedade alheia, o yogin deve procurar a simplicidade, optar por uma vida de máxima plenitude com consumo mínimo, evitando o supérfluo e procurando ser auto-suficiente.

brahmacharya ou não perversão – não usar a sexualidade de forma imprudente. O yogin deve oferecer a sua intimidade a quem o respeita e merece.

aparigraha ou não possessividade – não viver obcecado ou apegado a bens materiais.

Nyamas

Nyamas devem ser entendidos como “autodisciplina”, “regras de vida” ou “observâncias”. São 5 prescrições éticas: shaucha, santosha, tapas, swadhyaya e ishwara pranidhana.

Shaucha ou limpeza – shaucha deve ser entendido sob vários aspectos: físico, mental e emocional.

Santosha ou contentamento – cultivar a alegria interior, não deixar que a nossa própria felicidade dependa de desejos, do apego ou de bens materiais. O contentamento funciona como uma armadura que não permite que o yogin sucumba perante os revezes da vida.

Tapas ou auto-esforço – para Patanjali tapas purifica e fortalece o corpo, aguça os sentidos e conduz à perfeição. O Yogin deve aplicar constante esforço sobre si próprio.

Swadhyaya ou auto-estudo – estudar-se a si próprio, ir para dentro de si mesmo.

Ishwara pranidhana ou auto-entrega – entregar o resultado das suas acções a uma vontade superior.

Asanas

São as técnicas corporais do Yoga.

Pranayama

As técnicas de respiração do Yoga.

Pratyahara

Controle sobre os sentidos, controlar as influências externas.

Dharana

Fixar a atenção num objecto, vencer a dispersão mental. Concentração.

Dhyana

Meditação.

Samadhi

Estado de identidade, ou iluminação.

 

Dia 4 de Dezembro – Os segredos da meditação

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Cultura do Yoga

A meditação está cada vez mais em voga nos dias de hoje, e ainda bem! Todos os dias surgem artigos em revistas e jornais sobre este tema. Mas no meio de tanta informação começa a ser difícil separar o trigo do joio. No vídeo abaixo, Dandapani, um monge com bastante experiência na área, dá algumas boas dicas para quem está a começar.

  • A meditação não é um “pílula milagrosa” que vai eliminar todo caos da sua vida. Para progredir na meditação deve primeiro mudar a sua vida para que o seu lifestyle suporte a prática da meditação. Só assim a meditação trará benefícios.
  • A concentração é um ingrediente necessário à meditação. Se não se consegue concentrar, não consegue meditar. Então treine a sua concentração, ela deve fazer parte da sua rotina diária.
  • Praticamos concentração fazendo uma coisa de cada vez. O multitasking não favorece a concentração.
  • Uma das consequências da concentração é o poder de observação. O poder de observação dá-nos a capacidade de tomar melhores decisões.
  • É necessário que a prática da meditação seja consistente para poder usufruir dos seus benefícios. É como na alimentação, não basta alimentar-se de forma saudável durante um dia,  é necessário alimentar-se bem todos os dias para que isso tenha reflexo na sua saúde.
  • A meditação é como ter uma reunião consigo mesmo. O que é necessário para uma reunião? Marcar uma hora e um lugar. Então para a sua prática de meditação, marque a hora e o lugar, e não falte!