Prána, chakras e nádís

As aulas teóricas de outubro foram dedicadas ao tema “Prána, chakras e nádís”. Em jeito de revisão partilhamos este texto do Inst. Vernon Maraschin.

Filosofia do SwáSthya: Fisiologia pránica

A cultura que desenvolveu o Yôga possui pelo menos 5.000 anos de história e portanto, teve muito tempo para investigar aspectos da natureza e do Homem que a ciência ocidental ainda desconhece. Um exemplo disso é o fato de que nós aprendemos na escola muito sobre a constituição física do organismo, os sistemas respiratório, nervoso, circulatório, reprodutor mas em nossa formação escolar não aprendemos nada sobre o sistema energético e as suas funções.

Mesmo que a cultura oriental tenha dominado o conhecimento da fisiologia pránica, o ocidente ainda resiste em tomar emprestado esse acervo de técnicas, que visa estudar e desenvolver suas potencialidades. Como esse assunto já possui um livro inteiro dedicado exclusivamente a ele, aqui iremos pontuar apenas seus aspectos mais importantes.

AGesto-Ancestral-Vernon-Maraschin-chakras

 

 

 

 

 

 

Prána é o substrato energético que sustenta toda vida orgânica. O Mestre DeRose define prána como qualquer forma de energia desde que manifestada biologicamente. O termo sânscrito prána pode ser traduzido como força, ou ‘aquilo que coloca em movimento’. No corpo humano, o prána se subdivide em subpránas, também chamados de vayús, que irão desencadear todas as nossas funções orgânicas. Os vayús são: prána, apana, samána, udána e vyána. Existem mais cinco pránavayús catalogados, mas de relativa menor importância que estão relacionados a outras funções do corpo.

O prána entra no nosso organismo principalmente através da respiração, mas o faz também pela alimentação, pela ingestão de líguidos e pela pele. Uma vez no corpo, o prána irá circular pelos órgãos e tecidos através de condutos energéticos chamados de nadís. A acupuntura se utiliza da manipulação da quantidade de energia nos meridianos secundários com finalidades médicas. O Yôga se concentra nos canais principais para produzir estados de consciência.

As nadís se encontram e se dividem ao longo do corpo e, em cada uma dessas bifurcações surge um redemoinho de energia. Esses vórtices de prána são os chakras, que tem a função de captar, armazenar e distribuir energia. Em casa você pode fazer um experimento para compreender a natureza dos chakras. Basta encher a pia do banheiro com água e depois retirar a tampa. Ao escoar, a água formará um vórtice. Esse movimento é o chakra. Se você obstruir novamente o ralo, o chakra desaparece.

Human Chakra

 

 

 

 

 

 

 

 

Tal como na correnteza de um rio existem milhares de redemoinhos, nosso corpo possui um incontável número de chakras. Os textos hindus afirmam que se tratam de 72.000 padmas em cada pessoa, mas é claro que se trata de uma estimativa simbólica. Acontece que uns são maiores que os outros e nossa prática se concentra nos principais, por serem os que captam maior quantidade de prána e por que, indiretamente, se estimularmos os chakras principais, os secundários irão responder da mesma forma.

Os chakras podem ser desenvolvidos por vários recursos externos ou por um meio interno. Os recursos externos são: percussão, fricção, massageamento, passe magnético, calor, mantra, concentração e mentalização. O meio interno é apenas um: despertar a energia ígnea da kundaliní, que irá atuar tal como ligar a ignição de um motor, o qual coloca em movimento todas as rodas do veículo.

Porquanto os ocidentais prefiram os artifícios externos, por medo de lidar com a energia colossal da kundaliní, a tradição milenar hindu aprecia forma interna. No SwáSthya aceitamos utilizar as formas externas desde que esteja sendo feito um trabalho sobre o despertamento do poder interno.

Todas as informações fundamentais sobre os sete mais importantes chakras do corpo podem ser resumidas na lista abaixo:

Gesto-Ancestral-Vernon-Maraschin-sahasrara-chakra

Sahásrara chakra

  • Mantra: ÔM
  • Nº de pétalas: 960
  • Plexo nervoso: Cerebral
  • Veículo de manifestação: Self
  • Elemento: Não possui

Gesto-Ancestral-Vernon-Maraschin-ajna-chakra

Ájña chakra

  • Mantra: ÔM
  • Nº de pétalas: 96
  • Plexo nervoso: Carotídeo
  • Veículo de manifestação: Intuicional
  • Elemento: Não possui

Gesto-Ancestral-Vernon-Maraschin-vishuddha-chakra

Vishuddha chakra

  • Mantra: HAM
  • Nº de pétalas: 16
  • Plexo nervoso: Laríngeo
  • Órgão dos sentidos: Audição
  • Veículo de manifestação: Mental
  • Elemento: Éter

Gesto-Ancestral-Vernon-Maraschin-anahata-chakra

Anáhata chakra

  • Mantra: YAM
  • Nº de pétalas: 12
  • Plexo nervoso: Cardíaco
  • Órgão dos sentidos: Tato
  • Veículo de manifestação: Emocional
  • Elemento: Ar

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Manipura chakra

  • Mantra: RAM
  • Nº de pétalas: 10
  • Plexo nervoso: Gástrico
  • Órgão dos sentidos: Visão
  • Veículo de manifestação: Físico energético
  • Elemento: Fogo

Gesto-Ancestral-Vernon-Maraschin-swadhisthana-chakra

Swádhisthána chakra

  • Mantra: VAM
  • Nº de pétalas: 6
  • Plexo nervoso: Esplênico
  • Órgão dos sentidos: Paladar
  • Veículo de manifestação: Físico denso
  • Elemento: Água

Gesto-Ancestral-Vernon-Maraschin-muladhara-chakra

Múládhára chakra

  • Mantra: LAM
  • Nº de pétalas: 4
  • Plexo nervoso: Coccígeo
  • Órgão dos sentidos: Olfato
  • Veículo de manifestação: Sede da kundaliní
  • Elemento: Terra

 

 

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