Qual é o teu caminho?

Um rapaz procurava um rumo para a sua vida. Estava indeciso em relação à profissão, tinha duvidas sobre as escolhas que fizera e não tinha nenhuma certeza a respeito daquilo que gostaria realmente de fazer. Resolveu, então, procurar o Mestre da Floresta, um sábio que certamente o ajudaria a encontrar aquilo que procurava. Um amigo indicou-lhe o caminho, ele encheu-se de coragem e viajou até ao lugar onde o mestre vivia.

Mestre, disse, estudei na melhor universidade, fiz um MBA, sou fluente em 2 línguas. Procuro aperfeiçoar-me sempre, mas não sei o que quero da minha vida. Preciso de encontrar o meu rumo. O mestre compreendeu a preocupação e a ansiedade do rapaz. No mesmo instante, entrou na sua cabana, e, quando voltou, trazia um belo machado. Era feito de metal nobre e estava afiadíssimo. Tinha o cabo talhado na melhor madeira, e era todo revestido com couro e búfalo. Entregou-lhe o machado e disse-lhe que se deveria embrenhar na floresta, e que só deveria voltar quando soubesse a resposta para as duvidas que o haviam conduzido ate ali.

16042_10151104817751573_2062229931_n
O jovem obedeceu e, cheio de esperança numa solução rápida para o seu problema, desapareceu entre as árvores. Não demorou meia hora e reapareceu diante da cabana. Estava revoltado com o mestre. O machado, queixou-se, era inútil. Não o tinha ajudado a encontrar o seu rumo. Sem perder a calma, o sábio perguntou: Mas o que é que querias mesmo? E o rapaz mais indignado ainda, respondeu praticamente aos gritos: Já lhe disse o que é que eu quero! Quero encontrar o meu rumo! Paciente, o mestre pediu ao rapaz para se acalmar, e chamou um dos seus aprendizes. Entregou-lhe o mesmo machado, disse-lhe para ir até à floresta e só voltar depois de encontrar aquilo que queria. Assim aconteceu. O aprendiz entrou na mata cerrada e, algumas horas depois, voltou com 2 pinheiros às costas. O mestre perguntou ao seu aprendiz: O que é que querias quando foste para a floresta?
E este respondeu: como o mestre não me disse o que deveria fazer, decidi que traria pinheiros para plantar na entrada da cabana. Então segui na direcção dos pinheiros, cortei as mudas mais bonitas e trouxe-as.
O rapaz ainda mais irritado, continuava sem perceber o sentido daquela prova. Então, perguntou ao mestre o que é que uma actividade tão banal como decorar a cabana com pinheiros, tinha que ver com o problema que o levara até ali. Ele precisava de encontrar o seu rumo. O mestre sorriu e respondeu-lhe: Tu tinhas nas mãos o meu melhor machado. Mas para alguém que não tem um objectivo, a melhor ferramenta não passa de um enfeite inútil. Com o meu aprendiz foi diferente, pois ele encontrou um objectivo , o de arranjar 2 pinheiros, e encontrou o rumo que o levou até ás árvores. Sem um objectivo meu rapaz, não há rumo a seguir. Sem um objectivo, qualquer caminho te fará voltar sempre ao ponto de partida sem teres absolutamente nada nas mãos. Tens de encontrar primeiro o teu objectivo. Depois encontrarás o rumo.

É inútil querer encontrar um rumo para a vida sem antes saber onde se pretende chegar.

Fonte : “A Tríade do Tempo” de Christian Barbosa.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s