A fórmula da felicidade

E se a felicidade tiver uma fórmula?
Parece redutor, mas é também desafiante. Eduardo Punset, escritor e divulgador científico espanhol dedicou-se a esse objectivo. Para tal reuniu-se com alguns dos mais prestigiados cientistas no campo da felicidade. O resultado desses encontros é “Viagem à Felicidade”, um livro que nos dá conta das novas chaves chaves científicas no caminho do bem-estar emocional.

O que é a felicidade?
Segundo Eduardo Punset é uma das emoções básicas e universais do ser humano e uma das protagonistas da nossa vida emocional. Como todas as emoções básicas e universais, é efémera por isso não nos podemos dar ao luxo de não a procurar.

Factores redutores de bem-estar (R)
O medo é o principal obstáculo da felicidade, mas há outros como convicções que assimilamos teoricamente. “Desaprender a maior parte das coisas que nos ensinaram é mais importante do que aprender”, refere o autor.

Carga hereditária (C)
Algumas características, fruto da herança genética, podem afectar os mecanismos do bem-estar. Neste caso, “a única coisa que se pode fazer é ter consciência da sua presença”, diz. O envelhecimento e o stress estão também incluídos nesta variável.

Factores Significativos (E,M, B e P)
E de emoção. Qualquer projecto ou tarefa que nos propomos fazer deverá ser realizado com emoção.
M de manutenção. Para sermos mais felizes devemos dedicar-nos às pequenas coisas do dia-a-dia; dar mais importância ao trabalho desenvolvido do que ao resultado final.
B de prazer na busca. Na busca e na expectativa radica a felicidade.
P de relações pessoais. A nossa felicidade depende em grande parte das relações que desenvolvemos com os outros.

Yoga e corrida

A corrida está na moda há já alguns anos. Os benefícios são inúmeros e talvez por isso continue a ganhar imensos adeptos. O que é que o Yoga pode trazer a quem corre?

Em primeiro lugar, convém referir que o Yoga não é um complemento para outras actividades. O Yoga é em si uma filosofia de vida e deve ser sempre encarado como tal. É claro que possui muitos benefícios que se estendem a várias (eu diria todas) áreas da nossa vida e não podemos ignorar isso.

  • No Yoga aprendemos a trazer a mente para o momento presente, aprendemos a direccionar os nossos pensamentos. Evitar a dispersão durante a corrida é importante para manter o foco e a motivação. Além disso, ter uma mente focada na ajuda-nos a clarificar as ideias, que é um dos motivos que leva muita gente à corrida, ser capaz de parar com o redemoinho de ideias e pensamentos sobre o trabalho ou os problemas do dia-a-dia.
  • O Yoga ensina-nos a ter mais consciência corporal e isso é muito importante na corrida. É comum encontrar quem corra com os pés demasiado para dentro ou demasiado para fora, com as costas arqueadas e com a zona lombar sempre em esforço, a funcionar como amortecedor etc.. Quando somos mais conscientes do nosso corpo temos mais cuidado com o alinhamento e a postura e sabemos corrigir-nos quando necessário.
  • Alongar no final de cada corrida é muito importante. Um praticante experiente de Yoga sabe utilizar os seus conhecimentos nesta área

Sugestão de leitura Running with the mind of meditation

Para começar a meditar


Meditar não é coisa que se consiga da noite para dia. É uma prática que exige disciplina e perseverança. Na nossa cultura estamos o tempo todo voltados para o mundo externo. Crescemos com estímulos constantes à nossa volta: televisão, rádio, propaganda, internet, telemóvel… uma infindável poluição sonora e visual.

Procure tirar um momento todos os dias para praticar meditação.

Sente-se numa posição confortável. Não precisa ser necessariamente na posição de lótus, mas a coluna deve estar erecta. Feche os olhos, ou os deixe semicerrados. Respire pelo nariz. Não force a respiração, deixe-a fluir livremente. Concentre-se nela. Desligue-se do passado e do futuro, traga a atenção para o momento presente. Pronto! Meditar é simplesmente isso. Tão simples… mas tão profundamente

No início é difícil, a todo momento a mente dispara pensamentos. Até aprender a não  os seguir, a simplesmente deixá-los passar sem se identificar com eles, leva algum tempo. Comece com um minuto, aumente para cinco, depois para dez… e assim por diante.

 

Casa do Yoga – A festa de aniversário

No passado mês de Abril comemoramos 14 anos.
Fica aqui o registo de alguns dos bons momentos da nossa festa de aniversário.

São 14 anos de muita alegria, partilha e crescimento. Desejamos que os próximos 14 sejam tão bons ou melhores para que possamos continuar a divulgar e ensinar o Yoga em Braga sempre com a mesma alegria e energia!

Insatisfeitos Positivos

A insatisfação faz parte da natureza humana. Por buscar soluções para minimizá-la, a humanidade desenvolveu, ao longo de sua história, o avanço tecnológico que usufruímos hoje. Essa inquietude tem um lado negativo quando dispersa o indivíduo e o distancia dos seus objectivos, o que resulta em ansiedade e frustração.

Quando a insatisfação se direcciona para o aprimoramento, ela torna-se positiva. Ter em mente que, independentemente da condição actual, pode-se melhorar sempre. Com isso, estabelece-se uma meta, uma proposta de auto-superação e para triunfar é necessário focar – concentrar. Ter uma boa concentração depende de treino. Da mesma forma que os músculos se fortalecem com exercício físico, o cérebro desenvolve-se com técnicas de concentração e meditação.

Uma pesquisa feita pela Medical Harvard School , nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem na Alemanha e a Universidade de Massachussets comprovou que em apensas oito semanas de meditação ocorreram alterações no cérebro de praticantes adultos iniciantes. Houve um aumento da massa cinzenta em regiões relacionadas com aprendizagem, memória, empatia e stress. As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo que não fez as aulas.

A meditação originou-se na Índia, e foi desenvolvida pelos yogins há milénios. O termo técnico é dhyána e diferente do que significa em português, consiste em parar as ondas mentais, ou não pensar. Hoje faz parte da rotina de atletas, executivos, estudantes, a fim de melhorar o desempenho físico e cerebral.

Apesar de o tema ter um ar de mistério, a técnica é muito simples, mas precisa de treino diário para perceber um progresso efectivo. Na pesquisa citada acima, o grupo treinou 30 minutos por dia e obteve um resultado considerável. Sugere-se que o aumento seja gradual até conseguir alcançar esse tempo. Para sentir como funciona, escolha um local agradável, sente-se numa posição confortável, feche os olhos, e observe a respiração. No início dispersará muito, mas com a prática conseguirá reduzir consideravelmente a dispersão mental.
Quando dispersos estamos em devaneio, ou ausentes. Estar concentrado significa estar atento, alerta, ligado, presente.

Adaptado da Professora Rosângela de Castro
(Professora convidada do nosso próximo Intensivo de Yoga)

Na Casa do Yoga a meditação está incluída em cada prática e além disso todas as sextas juntamos um grupo para praticar.

Casa do Yoga – Festa de aniversário

A Casa do Yoga festeja em Abril mais um aniversário!
São 14 anos de dedicação ao estudo e prática do Yoga.
Actividades para este dia:

Lançamento do Livro “Treinar a Mudança” da Professora Carla Ferraz
Os textos reunidos nesta obra foram publicados entre Junho de 2015 e Dezembro de 2016 no blogue CarlaFerrazFindTheChange.
Reúnem pensamentos inspirados pelos alunos, situações de vida e reflexões sobre o treino de alta-performance experienciados pela autora. Na certeza de que a palavra escrita ficará mais presente na memória de quem a lê, muito mais do que o direccionamento presencial, a abordagem dos artigos prende-se com as técnicas, mas mais profundamente com os conceitos, que regem uma filosofia de vida. São experiências muito para além da mera vivência do quotidiano de treino. Sabemos bem que as palavras, leva-as o vento. Já os momentos vividos e partilhados, serão sempre eternos.
“Ser mais consciente é apenas uma questão de atitude perante o que aprendemos. Aplicar o treino no quotidiano é treino em movimento, é treino que não acaba, é saber que não existe fim para algo que só queremos que cresça. Como nós. Connosco. Sempre.

Saber que treino, logo existo. E que existo, também porque treino.”

Não pratique meditação

Não pratique meditação
Por Vernon Maraschin
Retirado da página do Autor

Desde a virada do ano, decidi que iria começar a treinar meditação com mais afinco. Como eu sempre fui muito distraído, esta parte técnica do Método DeRose sempre me escapava. Durante anos eu investi muito tempo da minha prática pessoal em técnicas respiratórias. Eu achava que elas poderiam se desenvolver naturalmente para uma concentração maior. Foi exatamente isso o que aconteceu e senti que era chegada a hora de investir mais na meditação.

Já faz dois meses desde que comecei. Nas primeiras duas semanas eu apenas me sentava ao lado da cama com as pernas cruzadas e treinava até os pés formigarem. Depois de 15 dias a disciplina estava tão gostosa que comecei a fazer o mesmo na parte da manhã também. Apesar de pouco tempo, muitos resultados positivos já começaram a aparecer. Me senti mais centrado, atento, produtivo e lúcido. Mas ao mesmo, alguns sintomas inesperados vieram à tona. Sensações que me fizeram pensar que, existem casos em que você não deve praticar a meditação.

Não pratique meditação se você empurra os compromissos com a barriga. O hábito de procrastinar é fatal durante o treinamento da meditação. Estes veios abertos, as responsabilidades do dia-a-dia surgem como disperssões mentais que implodem o exercício.
Não pratique meditação se você varre a sujeira emocional para debaixo do tapete. Todos nós nos conhecemos muito bem. A ponto mesmo de sabermos exatamente de nossos pontos fracos e faltas de caráter. Uma prática de meditação verdadeira irá escancarar estas nossas características menos boas e nos impelir a transformá-las.

Não pratique meditação se você não estiver aberto às mudanças. Toda expansão de consciência resulta inevitavelmente em uma transformação pessoal. Se não pretende mudar hábitos, aprimorar comportamentos, questionar conceitos pré-estabelecidos, melhor deixar esse treinamento mais para a frente.
Não pratique meditação se você não quer assumir as rédeas da sua vida. Vitimização e autoconhecimento não combinam. Não existe espaço para justificativas, lamentações e dúvidas. Sentado sozinho e no escuro é impossível apontar o dedo para fora de si mesmo.

Não pratique meditação se você fuma, bebe, come carnes ou usa drogas. A prática diária da concentração mental irá ativar poderosamente as energias internas do corpo. Se o sistema estiver esclerosado, a energia não irá fluir como deve. O resultado disso será imprevisível. Na melhor das hipóteses o exercício se mostrará totalmente inócuo, representando uma enorme perda de tempo.